Contículos Alados (rápidos lampejos geniais de Fernando Canto)

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Para Herbert Emanuel e Joãozinho Gomes

Eu via o mundo invertido quando passava na rua do poeta. Ele acenava do fundo da terra me pedindo um dracma de ouro.

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INSÔNIA

Para Carla Nobre

Sem dormir à noite toda fui cedo à padaria comprar um sonho.

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TRAVESSIA

Para Elton Tavares

Ao atravessar a faixa de pedestre só levantou a mão na hora do impacto.

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RUA DO POETA

Para Paulo Tarso

Cruzava a rua do poeta plantando bananeira para não pisar nem na lembrança.

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O CHOQUE

Para Jorge e Edelwais

Quando as pedras finalmente se encontraram viraram pó.

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PARTO

Para Luli Rojanski e Manoel Bispo

A torneira do jardim pariu seis gatos pingados. Acabara de chover.

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OVERLOOPING

Para Osvaldo Simões e Isnard Lima

O “encosto”, reclinado, frustrou a acrobacia de Mayra no monomotor. O voo foi tiro e queda.

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IMPÉRIO DOS SENTIDOS

Quando assisti “O Império dos Sentidos” a teu lado no Cine Orange, acreditei em definitivo que o ovo cozido é um alimento saudável. Que saudade de tua panela quente!

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ANSIEDADE

O cara é um paciente apressado.

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Foto: Gê Paula

BAIXA TESÃO

A lua iluminava tanto o céu de Macapá que os enamorados da Beira-Rio torciam por um eclipse.

A falta que o Projeto Botequim faz nas terças-feiras de Macapá – Republicado por motivos de terça-feira

Foto: Amapá da Minha Terra

Hoje é terça-feira e por mais de 20 anos, nas terças, o macapaense tinha uma opção cultural: o Projeto Botequim. Realizado de 1994 a 2016 pelo Serviço Social do Comercio (SESC – AP), por mais de 20 anos a iniciativa fez a alegria dos amantes da música na capital amapaense.

Dos anos 90 até a primeira metade da década seguinte, o projeto rolou no Sesc Araxá e posteriormente, o Botequim migrou para o Sesc centro. Há uns dois anos, nós, notívagos de Macapá que adoramos boas canções, arte e cultura, ficamos órfãos dessa opção, extinta pela atual administração do Sesc.

Conversei com músicos, frequentadores e servidores do Sesc, eles disseram que o Projeto não dava prejuízo e nem lucro. Então por qual motivo o Serviço “SOCIAL” do Comércio acaba com um bem tão importante para o comerciário e para a sociedade como um todo como o Projeto Botequim? Perguntei a eles e responderam:

“O Sesc promove exposições, festivais, saraus sobre tema populares às nossas múltiplas culturas, realidades e sociedades. Na área musical realiza eventos para levar ao público instrumentos e ritmos que traduzem um universo rico e genuíno. No Estado do Amapá, gerou o Projeto Botequim, que ofertou por mais de 20 anos oportunidades aos artistas locais um palco para expor sua arte e a população à oportunidade gratuita de apreciação da melhor produção cultural musical tucuju.

Em 2017, infelizmente, o Botequim ainda não teve continuidade, visto que aguarda aprovação do Departamento Nacional com o custeio e apoio financeiro para subsidiar o referido projeto. O Regional Sesc Amapá continua com o compromisso na difusão da cultura, principalmente na modalidade de música, através dos demais projetos: Sesc Canta, Sonora Brasil, Sesc Partituras, Aldeia de Artes Sesc, Amazônia das Artes e Saraus para as todas as tribos (Em 2019 idem!).  

O regional Sesc Amapá, principal agente a querer o retorno do projeto, segue trabalhando para voltar a celebrar a cultura amapaense por meio de tão bonito e importante projeto”.

Bom, é verdade que o Sesc segue no trabalho cultural descrito aí em cima, mas será que precisava mesmo extinguir o Projeto Botequim? Será que um espaço tão importante para jovens talentos amapaenses, com uma nova programação realizada semanalmente, precisava deixar de acontecer? Tinha que cortar na carne logo essa iniciativa essencial para a inclusão de novos músicos, que agora não possuem um evento tão necessário. Ali sempre foi sucesso de público e crítica. Sim, pois o Botequim vivia lotado.

Era sempre assim, de 20h à meia-noite das terças-feiras, sabíamos para onde  ir. A gente amava o Projeto!

E assim como o Botequim, as boas práticas de Macapá parecem ter um prazo de validade. Os bares com o modelo violão e voz já são escassos nestes tempos.

Espero realmente que o Sesc volte com o Projeto Botequim nas terças -feiras e que o órgão volte a ser um agente de democratização do acesso à cultura semanal. Não se trata somente de entretenimento e diversão com educação, mas a promoção de cultura com qualidade como sempre foi e não deveria acabado.

Eu sempre divulgava e ia ao Sesc nas noites de terça desde 1994. Fica a nossa crítica e apelo para que o Projeto Botequim seja retomado o quanto antes. E fim de papo.

Elton Tavares

*Texto de 2017. Republicado por hoje ser terça-feira.

Amapá terá seu primeiro longa-metragem

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O primeiro longa-metragem amapaense, intitulado “A Ponte e o Tempo”, será gravado na capital Macapá. É uma produção independente dos cineastas Thomé Azevedo e Ana Vidigal. O elenco e produção foram escolhidos a partir de oficinas que ocorreram no Sesc/AP. O filme abordará a vida na ponte, a importância de instituições que desenvolvem atividades para jovens e adolescentes, destaca a cultura amapaense e fala sobre o primeiro amor.

Segundo o diretor Thomé Azevedo, a oficina é uma excelente ferramenta para descobrir talentos e trabalhar os atores para o cinema, que tem uma dinâmica diferente de outros que envolve atuação. “Fico encantado em ver que tem tanto talento em nossa cidade. Sinto-me revigorado com a energia e entusiasmo, com a dedicação de todos. Temos, na maioria, jovens de 16, 17, até mais velhos, de 40, 50 anos, e todos mergulhados em seus personagens”.
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A roteirista e também diretora do filme, Ana Vidigal, e Thomé Azevedo trabalham desde o fim dos anos 80 buscando aprimorar suas experiências com o audiovisual. “Essa sintonia profissional começou quando trabalhávamos como atores no Movimento Teatral Paraense e depois passamos a integrar a equipe de profissionais da TV Cultura, do Pará, onde começamos a desenvolver atividades ligadas ao audiovisual”, relembra Vidigal.

No Amapá já produziram os documentários “Marabaixo: ciclo de amor, fé e esperança”; “Brasileiro Lindo”, “A Banda”, entre outros nesse gênero. Também realizaram a produção, a preparação do elenco e a direção dos curtas “A Rosa”, de Dominique Allan, e do “Agora já foi”, de Manuela Oliveira, esse último realizado por meio de um convite da Federação Espírita do Amapá e premiado no V Festival de Cinema Transcendental de Brasília como melhor filme e melhor direção.
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Nesse novo projeto, a intenção dos realizadores e dos técnicos do Sesc/AP é produzir um filme a partir do envolvimento dos participantes. O roteiro tem como espinha dorsal um romance que aborda questões sociais, os desafios da juventude, mas, sobretudo, é uma história de superação, de amor e de fé no futuro.

O longa tem a SETfilmes como coprodutora e o apoio do Sesc/AP. Conta com participações especiais de artistas como músico Paulinho Bastos, o ator e diretor de teatro Geovanni Coelho e o bailarino e coreógrafo Agesandro Rêgo. As gravações estão previstas para dezembro, contam como cenários áreas de pontes, praças, ruas e pontos culturais locais. O elenco está ensaiando no Sesc Araxá, no período da tarde.

Ficha técnica
Roteiro: Ana Vidigal
Direção: Thomé Azevedo e Ana Vidigal
Preparação de elenco: Thomé Azevedo
Direção de fotografia: Nildo Costa e Aladim Júnior

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NOTA DE REPÚDIO do Sindjor_Fenaj

sindicato

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá e a Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, repudiam a campanha difamatória contra o jornalista Elton Tavares, orquestrada por alguns militantes de movimentos afrodescendentes, que querem rotulá-lo de racista e preconceituoso. O movimento iniciou no Largo dos Inocentes, em Macapá, no domingo (7.2), quando acontecia a Batalha de Confetes. Na ocasião, o jornalista Elton Tavares e os demais presentes solicitaram que tocassem marchinhas de carnaval e o pedido foi caracterizado como ofensa racista e preconceituosa.

Assessor de Comunicação do Tribunal Regional Eleitoral – TRE/AP, proprietário do blog De Rocha, profissional requisitado e bemquisto entre os colegas jornalistas, Elton Tavares é descendente de negros, orgulhoso de sua raça e um dos maiores divulgadores da cultura e tradições afros no estado do Amapá. Dono de um humor fantástico, bem relacionado e coerente, ele, em nenhum momento foi desrespeitoso com os músicos, militantes ou integrantes do bloco Afoxé, apenas pediu o que era desejo da maioria dos presentes no evento, de que tocassem músicas de carnaval, como é tradição na Batalha de Confetes da Confraria Tucuju.

O jornalista Elton Tavares estava acompanhado de outros jornalistas que confirmam a informação, não como injustos defensores de um colega, mas como propagadores da verdade e de fatos verídicos. A manifestação em cima do palco, por uma organizadora da festa, e em redes sociais por militantes, não condiz com o que aconteceu, e as providências serão tomadas para que a justiça seja feita e o jornalista Elton Tavares tenha sua honra e valores respeitados, e os caluniadores sejam punidos.

A diretoria.