Depois dizem que a gente é instável…

                                                                                      Por Darth J. Vader

Nobres leitores, peço-lhes desculpas enormes pela ausência. Estive adoecida este mês mais do que o de costume (apesar de, ao que me parece, nunca nos acostumarmos com a dor) e por isso fui impedida psciologicamente de escrever algo para este excelente espaço. Como ainda estou sob efeitos de medicamentos nada psicotrópicos (é uma pena…), The Boss Elton Tavares permitiu-me a graça de escrever ao menos um post por semana. Pois bem, o post de hoje é sobre um assunto muito sério. Be prepare!

Em recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Censo 2010 apontou que há 811 casais homossexuais vivendo em união estável no Amazonas. Neste número, porém, devem ser acrescidos pelo menos mais dois: meu e de um outro casal, inclusive com um deles fazendo aniversário hoje (taurino power!).

Trata-se de um momento histórico, senhoras, senhores e etc. “Pela primeira vez, a pesquisa incluiu uma amostra referente à relação de pessoas do mesmo sexo no país. Segundo o Censo, o número de relacionamentos gays representa 0,16% da população brasileira se for comparado aos 37.487.115 casamentos entre os heterossexuais”, nos conta a reportagem do http://www.d24am.com.br/.

Sim, trata-se de um número muito pequeno, pra não dizer ínfimo. E é daí que vem a pergunta:

– No que afeta sua vida o fato de eu ser gay?

Você vai parar de trabalhar? Vai ter uma diarréia eterna? Nunca mais vai conseguir transar com uma mulher? As mulheres vão parar de ter filhos? Os héteros vão deixar de abandonar as crianças nas lixeiras? Ou o mundo vai acabar no próximo domingo?

Tenha dó! Quantas pessoas você conhece que batem no peito e dizem: “eu não gosto de viado, mas aquele meu amigo é gay mas é considerado!”? Ah, você conhece ao menos um assim…

Não sei se isso chama-se hipocrisia, preconceito ou instabilidade. Podíamos fazer uma palavra só, né? Ficava mais fácil até para revidar na hora que somos atacados… Que tal… enrustida? É sabido que a maioria dos homofóbicos são loucos para pegar gay, ou são gays e não se assumem, ou tem horror a gays porque são ignorantes.

“Essa pesquisa revela apenas a ponta de um iceberg que diz respeito à presença homossexual no País. Certamente, um grande número de casais do mesmo sexo não se assumem perante à sociedade. Os números são bem maiores. Mas, por outro lado, os dados destroem o estereótipo do gay promíscuo, instável sexualmente, o que mostra uma realidade muito semelhante à união entre os heterossexuais”, afirma o antropólogo Luiz Motti, fundador do Grupo Gay da Bahia – continua a matéria.

Não sei se os dados serão positivos em nossa vida cotidiana, porque há sempre duas possibilidades: ou mais grupos radicais serão criados e agirão, ou o governo fará algo para nos ajudar nas 300 milhões de coisas que nos são ceifadas diariamente.

O certo, meus amores, é que agora não dá mais para negar: nós existimos, pagamos impostos, sofremos perseguições e temos medo, muito medo, do mundo lá fora.

Mas é sempre bom saber que você não está sozinho…

E você? Acha que os gays vão se ferrar mais ainda ou trata-se de um avanço para a sociedade? Comentaí!

Masturbação pode ser “remédio” contra doença do sono

Apesar de já estarmos no século 21, um tema, em especial, ainda não deixou de ser tabu: a masturbação. “Cinco-contra-um”, “descabelar o palhaço”, “fazer justiça com as próprias mãos”, “tocar umazinha”, “dedilhar”… Enfim, a expressão utilizada para descrever o ato de dar prazer a si mesmo é o que menos importa. Homens e, principalmente, mulheres tratam o assunto com vergonha e, até mesmo, um certo grau de preconceito. O que essas pessoas não sabem é que, ao invés de “fazer nascer pêlos na mão”, aliviar as tensões do dia pode ser benéfico para a saúde.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram recentemente que a masturbação e, por analogia, a prática sexual podem amenizar os sintomas da “Síndrome das Pernas Inquietas”. Mesmo a doença atingindo cerca de 5% da população mundial, a maioria dos pacientes ainda se nega a discutir o tratamento à base de prazer sexual. A recusa momentânea, no entanto, não está impedindo que médicos de todo o mundo estejam se empolgando com o novo método.

– A teoria brasileira é de que a liberação de dopamina com o orgasmo pode dar um sono mais tranquilo para estes pacientes. A mim, parece uma linha de raciocínio muito razoável e plausível – afirmou o Dr. Mark Buchfuhrer, da Califórnia, nos Estados Unidos.

O médico, porém, adverte para os riscos da auto-medicação. Afinal, não é para ninguém sair por aí desistindo de ir ao médico e se tocando por conta própria. Há casos e casos, e o médico ainda precisa ser consultado sobre o melhor tratamento.

– Ainda não foi descoberta a causa que leva ao surgimento da doença. Por isso, fica difícil dizer que, neste caso, a masturbação é a última maravilha do mundo. Seria uma irresponsabilidade afirmar que quem sofre dessa síndrome não está transando, ou se masturbando, o suficiente. Temos que analisar cada paciente – concluiu.

A “Síndrome das Pernas Inquietas” é um distúrbio neurológico do sono. A doença causa uma sensação de dor e queimação nos membros inferiores, fazendo com que a pessoa não consiga ficar sem mexer as pernas.

Via O Globo

A internet é a nova censura

                                                                                   Por Darth J.Vader
A internet está aí, com suas múltiplas possibilidades de falarmos o que bem quisermos, nos dando a liberdade de opinião. Será mesmo?

Vemos quase que diariamente as pessoas falando sobre o que pensam e sempre levando porrada dos outros, cujas opiniões não ‘batem’ com a maioria.

Eu mesma já bati em alguns certas vezes e aqui mesmo. Sempre haverá gente pensando ao contrário e é preciso respeitar isso, senão o mundo fica uó. Mas parando para pensar em tudo isso, percebi que o problema, realmente, é o modo como se expressa. Se você disser que Macapá é o “… do mundo”, prepare-se para levar porrada. Lembre-se: sempre há crianças na sala, on line e lendo revistas e palavrões nunca são bem vistos em ambientes não-íntimos.

Por que não se pode dizer simplesmente: “olha, eu acho que estamos um tanto atrasados com relação a isso… as autoridades ou seja lá quem for podia ajudar em tal coisa…”. Garanto que dá no mesmo.

É claro que todos temos o direito de quebrar o pau de vez em quando, mas para isso você tem que ter o seu espaço, daí chute tudo mesmo e deixe bem claro que aí está é sua opinião, ninguém precisa gostar disso.

Antes, a censura vinha de cima, mas agora é por todos os lados. Não pense que há pouca audiência para qualquer coisa, pois se algo é jogado na internet, nunca mais sai de lá.

Lembre-se você é o que você pensa e algumas pessoas vão te amar pelos teus despropósitos!

Você sabe que está ficando velho quando…

                                                                                       Por Darth J.Vader
…Sua filha se lembra do seu aniversário, mas acrescenta um ano a mais…

…Vê que aquela criança que você ajudou a cuidar quando bebê já tem um menino de dois anos…

…Vê que aquele menino que você cuidou quando ele tinha dois anos acabou de passar no vestibular…

…Faz a careta do Boneco Chuck e as crianças riem de você…

…Ouve Raul Seixas e lembra que assistiu a um show dele…

…Sente o cheiro de lasanha vindo da cozinha e jura que é o prato especial da sua madrasta, falecida há dez anos… (que saudades daquelas massas!!)

…Percebe que seu bicho de pelúcia é um cachorro azul magrelo de um desenho que ninguém sabe dizer qual, muito menos você…

…Não reconhece os primos com quem brincavam de ABCdário porque todos estão na pós-graduação…

…Fala sobre aquela cena do Rei Leão – o primeiro filme que você assistiu pagando a própria entrada – com uma colega e ela dizer: não me lembro, era bem novinha…

…Numa roda de amigos, dizer que Blade Runner é o grande precursor dos filmes de ficção científica e eles insistirem em Minority Report…

…Compra todo o mês a revista Turma da Mônica Jovem e ainda se impressiona que a Mônica não anda mais com o Sansão…

…Compra todo o mês a revista Turma da Mônica Jovem e se impressiona porque o Cebolinha não quer mais ser o Dono da Rua…

…Faz a lista do rancho e esquece em casa…

…Faz a lista do rancho e não lembra onde deixou…

…Faz a lista do rancho e lembra que ainda não recebeu…

…Só lembra do próprio aniversário quando preenche um cheque…

…Vê o ano dos ônibus que passam e percebe que ia para aula naquele que é de 1995…

…Encontra o filme da sua infância, assiste emocionada, depois liga a TV e se toca que a protagonista já estreou mais de 30 longas…

…Encontra o filme da infância e se pergunta por onde anda David Bowie…

…Ouve RPM e lembra dos shows que fazia em cima da mesa fingindo ser um grande baterista…

…Percebe que é repórter, mas na infância queria ser pianista…

…Escreve muitos comentários no #twittealgomuitoantigo

…Tem tanta coisa para resolver e esquece a senha do Lembrador…

Obs. Todos estes fatos são verídicos e passíveis de verificação posterior (eu acho…).

Recado ao Jair Bolsonaro

                                          Por Elton Tavares 
Nossa turma é desencanada de quem é negão, maluco, gay, vascaíno, judeu ou Boêmios do Laguinho, gostamos até gente políticamente correta (risos)
Assintindo ao programa Custe o Que Custar (CQC), onde o deputado Jair Bolsonaro confirmou ser um completo idiota racista e homofóbico, faço minhas as palavras que o compositor Evandro Mesquita declama ao final da música “Você não soube me amar”:
 ” (…) Nosso grupo sempre foi um grupo aberto. Nós nunca tivemos preconceitos, dogmas, Dobermanns, Dálmatas, Pointers, Sisters, Allmann, Brothers, nem Crosby, (…), nem Young… Talvez Lennon, não, McCartney… Talvez, quem sabe…”
É isso aí e foda-se o Bolsonaro!

Eu… eu sou caboca porque Deus me fez assim….

                                                                                          Por Darth .Vader
Garotos ribeirinhos – Foto: Alex Silveira

Aqui por Manaus, nos chamamos de caboclos, essa mistura louca que tem mais sangue índio do que dos outros. O termo caboclo – assim mesmo, escrito com ‘L’ – é o mais antigo na língua portuguesa, mas como somos brasileiros acima de tudo, demos um jeitinho de colocar na gramática o caboco.

E o que isso quer dizer? Bom, que somos um tanto preguiçosos, um tanto teimosos, um tanto do nosso jeito e um tantinho mais de qualquer coisa regional. É do caboco dormir em rede, comer pão com tucumã e queijo coalho, beber suco de cupuaçu no café da manhã, ou um café preto bem forte, porque caboco que é caboco é macho pra caramba!

É do caboco andar muito pra chegar bem aliiiiii! É nosso o jeito de comer peixe com farinha do uarini usando a mão, porque a colher num serve muito nessas horas. Catamos as espinhas pros mais novos, já que elas são tão ‘gitinhas’ que a meninada pode se engasgar.

Somos nós, cabocos, que sempre damos um jeitinho quando as coisas vão mal. Que amamos uma cadeira de balanço. Que reclamamos do muito calor ou do monte de chuva, mas nunca pensa em se mudar.

É tão nosso tanta coisa, que até criamos um novo ‘dialeto’, o ‘amazonês’. Aliás, tem um livro com este nome, de Sérgio Freire, que está na livraria só esperando por mim.

Vou terminar falando mais ainda da comida, porque cada Estado e região do Brasil são diferenciados por ela e por seu modo de falar. O Sudeste descobriu a pouco o nosso açaí, que significa Juçara, tá pra ti? E o seu Guaraná daquela marca famosa é todo produzido pelos cabocos e filhos de índios de Maués, principalmente. Neste fim de semana, provei o tal guaraná com açaí. Gosto diferente, mas ainda com sabor da gente, e a combinação deu certo. Porque caboco, meu amigo, gosta mesmo é de misturar!

Tenho orgulho de minha metade índia-caboca porque sim, afinal, caboco num dá muito explicação, meu velho, pois já sabe que tá certo!

*caboquês puro

Êba! É segunda-feira!

                                                                             Por Darth J.Vader

Segunda-feira é o dia internacional da preguiça, mas acho que não deveria ser assim não. É no início da semana que tudo pode recomeçar e do jeito que você quer. Segue o meu raciocínio.

Sabem, é na segunda que podemos ir na loteria de novo, e fazer aquela fezinha de dois miaus… quem sabe você não leva a Mega sena? Aproveita que está acumulada! Vai que és o mais novo milionário do País por apenas uns trocados?

Também é no começo da semana que a vida volta ao normal. Ainda bem, porque descansar mais de dois dias te faz querer encher a cara o tempo todo, ou a casa com amigos, ou se empanturrar de churrasco, ou dormir até explodir de tanto engordar. Cabeça vazia é moradia do Diabo, não dizem as avós?

É na segunda que as pessoas põem em prática certas importantes decisões, como começar uma dieta e ir à academia, ou virar vegetariano para sempre, sei lá, tem gente pra tudo.

O importante mesmo é saber que, apesar de todos os tropeços, de todos os erros e mancadas, é sempre possível começar de novo. Então aproveite o início de mais uma jornada! Trabalhe mais, viva mais e tenha novas ideias. Pode colocá-las em prática, vai por mim. Se você não acertar, ainda tem no mínimo quatro dias para dar um jeito na coisa toda.

Os chefes dão mais valor a quem chega empolgado em plena segunda-feira. Com a mente descansada, e um pouco de sorte, aquela lâmpada que ascendeu em cima da sua cabeça pode render até uma promoção, pensa bem e aproveita! Um ótimo início de semana para nós!

Há 43 anos, assassinaram Martin Luther King

O pastor protestante e ativista político, Martin Luther King Jr., foi assassinado em Memphis (EUA). Ele tinha 39 anos e foi a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz em 1964.

Martin Luther King ficou famoso foi um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo.

King era defensor das idéias de desobediência civil não-violenta, preconizadas por Mohandas Gandhi (líder político indiano também conhecido como Mahatma Gandhi). Seu discurso mais famoso e lembrado é “Eu Tenho Um Sonho“.

“(…) Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença – nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.


Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta (…) ”

Martin Luther King

Fonte: Um monte de sites no Google que resultaram no post.

As pilhérias do Yashá

                                                                                       Por Ademir Pedrosa
Eu, por exemplo, não gosto do Amapá. Sou livre para achar este estado “o cu do mundo”, se quiser. Não faço isso apenas porque a expressão me parece horrivelmente rasteira, nada mais que isso. (…) Há pessoas – pasmem! – que não gostam de Paris, por exemplo… Ora, se alguém pode ter a liberdade para sugerir que comer camarão com açaí na frente do rio Amazonas é melhor que degustar croissant com cappuccino ao pé da Torre Eiffel – sem ser internado num manicômio por isso! -, por que diabos eu não poderia achar Macapá um inferno, uma porcaria, um amontoado de buracos geometricamente organizados para destruir meu carro? (…) Não bastasse o bairrismo, agora o Amapá também inaugurou o “bairrismo POR AFINIDADE”. O “povo” não se contenta mais em se sentir ofendido por quem faz piada com um determinado lugar: agora empresta sua revolta cívica aos lugares vizinhos.” – por Yashá Gallazzi.
 
Yashá Gallazzi sonhou ter nascido na Itália, mas nasceu no cafundó-do-judas – bem feito pra ele! Sandro Gallazzi, seu pai, deveria dar uns puxões de orelha – à moda italiana – nesse monello que não pára de execrar com a terrinha, onde também nasceu o neto do Gallazzi, o bambino Yashazinho.
 
A autoctonefobia do Yashá é grave, e quando ele dispara seu canhão não fica oca sobre oca em nossa aldeia tucuju, e somos reduzidos a pó, a esterquilínios. Sua soberba lhe estimula preferir comer croissant com cappuccino ao pé da Torre Eiffel a degustar um delicioso açaí com camarão na frente do rio Amazonas.
 
Ora, a coruja acha seus filhotinhos belos. Os flamenguistas podem achar o urubu (mascote do time) bonito. Eu, por exemplo, acho o urubu uma das mais belas aves de rapina: a elegância de seu caminhar e seu vôo plano – que inspirou a invenção da asa-delta, e aproximou o homem dos pássaros. A ameba deve achar a amebinha a coisa mais fofa do mundo, e o gambá… bom, deixa pra lá! Quis apenas explicitar que o belo e o feio são relativos, especialmente se conceituá-los como arte.
 
Gosto é que nem fiofó, cada um tem o seu – ainda que seja no oco do mundo. Recorro de um eufemismo para não ser tão deselegante quanto o Yashá, que expõe explicitamente o cu na vitrina, sujeito às mãozinhas aventurosas que não perdem a oportunidade de bolinar no que é alheio. Devo lembrar que pia com água benta de igreja seca rapidinho, pelas repetidas dedadas dos fiéis.  

O italiano anda tiririca da vida com os buracos das ruas de Macapá que causam prejuízos à suspensão de sua Ferrari. Seus lindos olhos azuis, esgazeados, lhe assomam à face, a ponto de ele chamar despudoradamente Macapá de cu do mundo – dourou a pílula, mas disse.

 
Yashá tem o direito de proferir o que lhe der na telha, a despeito de tamanha incivilidade. Da mesma forma que a Karis, amapaense, sua irmã que mora na Itália, goza do mesmíssimo direito, e pensa diferente do irmão: “Amo Macapá, em setembro vou matar a saudade aí…”
 
Saudade é uma palavra que não há no italiano (nem em outro idioma), só a língua portuguesa é capaz de expressar esse sentimento híbrido de nostalgia e contentamento. E por conta disso – não mais do que isso – que prefiro a declaração da Karis aos queixumes do Yashá, por uma questão de… afinidade bairrista.
 
Postscriptum – Eu não acho porra nenhuma que a expressão “o cu do mundo” seja horrivelmente rasteira. Eu considero o palavrão um recurso expressivo e legítimo da língua portuguesa. O que eu acho de fato horrível são expressões rastaqüeras, como “só o filé”, “com certeza”, “de boa”, etc. Palavras em caixa-alta é uó, RIDÍCULO! E o Yashá adora acionar o caps lock quando quer persuadir o leitor, como se tamanho fosse documento. Eu, hein, rosa…
 
Meu comentário: O Siachá é um intelectualóide. Parece uma bicha má twittando suas frasesinhas imbecis. Tenta ser super polêmico, pois faz tudo para aparecer. Seu senso de superioridade beira as núvens. Mas no fundo, deve ser um cara com recalques sérios. Gostei muito Ademir (e ri muito também).
 
Fonte: Facebook do Ademir Pedrosa.

Mais homofobia no País

                                                                                       Por Darth J.Vader

Passei alguns dias pensando se iria escrever sobre mais um ato homofóbico gritante e já tinha resolvido passar essa quando li o texto de Régis Sanches. Pois bem, agora o negócio ficou feio.
Devo dizer, primeiramente, que brancos não sofrem preconceito por serem brancos, apenas se estiverem rodeados de negros, e daí já começa o porém. Tenho a cor da minha gente de Manaus, um tipo “pardo”, como consta na minha certidão de nascimento e isto nunca foi motivo para preconceito. Mas minha digníssima Cláudia já foi tratada muito mal, e várias vezes, por ser branca.

Quanto a mim, quando abro a boca pra dizer que sou gay…Sabem, existem vários tipos de preconceito e alguns são exagerados. Quando você diz que tem orgulho de ser branco, tudo bem, mas vai dizer que é gay, negro ou gordo! Foge totalmente do tal esteriótipo “perfeito”! E é assim que tudo começa.

Não posso dar um beijo na minha esposa em plena rua. Não é porque os héteros vão se sentir mal – como já tiveram a coragam de dizer isso na minha cara e se calaram quando lembrei dos vários chupões se comendo dos casais homem-mulher – , mas é porque eu corro o sério risco de apanhar e de ser morta! Não sei aí em Macapá, mas em Manaus morre ao menos um gay por mês, simplesmente porque gosta da mesma fruta.

Aí me vem uma “criatura” e fala esse monte de merda! E desta vez não estou falando só de Régis, mas também do Bolsanaro.

É para falar de religião? Então engula, ignorante: nós somos seres de Deus e, se Ele não nos queria assim, por que fomos criados?

Aprendam de uma vez por todas: ninguém é gay porque quer, e sim porque NASCEU ASSIM!!

Outra coisa engraçada é a falta de memória. Ninguém lembra que cortar o cabelo com um homossexual fica 300 mil vezes melhor do que com um hétero? As dondocas esqueceram de quem desenha seus vestidos? Os músicos não pensam em quem criou os instrumentos de batuque? Acham mesmo que a maioria das coisas criativas foram feitas por héteros?


Régis, por favor, você tem a sua opinião e respeito isso. Mas você gostaria se eu jogasse na sua cara: olha, você é branco, ou seja, não entende absolutamente de nada a não ser alienações da rede bobo! Você é um idiota sem cultura, que não entende valores diferentes daqueles monetários? Sabe por que não há uma associação tipo UBRAM (União dos Brancos da Amazônia)! Porque os brancos não são perseguidos, nem perdem empregos para os negros ou deixam de declarar o companheiro por ser gay.


Agora Régis entende como me senti quando li seu post? Pois é…


Para terminar, porque isto está longo demais, eis aqui alguém que AMA PRETA GIL!! Ela é filha de quem é? Claro que sim! Ela é menos por conta disso? Só se você também for! Ela é uma pessoa com sentimentos, que paga impostos e que trabalha honestamente. Os seus pais não são famosos ou não fizeram nada para entrar para História (sim, porque a verdadeira se escreve com HI, não começando com E – ofende mas não assassina o português, tá?!) isso só é problema seu!


Sabe quem AMA PRETA GIL?? Espero resposta, porque ninguém merece ler mais preconceito além do que já convive diariamente! E-mail: [email protected]

27 anos sem Marvin Gaye

Marvin Gaye, um dos grandes nomes da soul music de todos os tempos, foi morto no dia 1º de abril de 1984.

Após terminar uma turnê, em agosto de 1983, o cantor se encontrava com graves problemas psicológicos e de saúde (além de acessos de depressão e medo, ele ameaçou cometer suicídio várias vezes, depois de numerosos conflitos com seu pai, o pastor evangélico Marvin Pentz Gay Sr). Um dia antes de completar seu 45º aniversário, Marvin foi assassinado com um tiro por seu próprio pai, após uma briga iniciada quando os pais de Gaye discutiam sobre a perda de documentos de negócios (ironicamente, Gaye foi morto por uma arma que ele próprio havia dado de presente para seu pai). Marvin Pentz Sr foi condenado a 6 anos de prisão, após ser declarado culpado por homicídio. A acusação de assassinato foi abandonada após médicos diagnosticarem um tumor cerebral no pastor – que passaria o final de sua vida em um asilo, onde morreria de pneumonia em 1998.

Após alguns lançamentos póstumos (que fortaleceram a memória de Marvin na consciência popular), o cantor foi introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame em 1987. Mais tarde, também ao Hollywood’s Rock Walk e, em 1990, ganharia uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

No mais, fica o legado do soul singer:

FONTE: http://degenerandos.blogspot.com/

Manaus tem cozinha, mas e a copa?

                                                                             Por Darth J.Vader
Ai, Manaus, Manaus… minha linda cidade… seu Encontro das Águas é inspiração para os poetas… seu Teatro Amazonas é exemplo de uma áurea época… seu Centro é um lixão a céu aberto… seus rios são banhados por latinhas vazias… sua única praia está fechada para reformas… sua internet é a mais cara do Brasil… e a pior também! Ai Manaus, minha Manaus…

Minha terra dos guerreiros manaós! Única a lutar contra os portugueses invasores! A resistir a tal ponto que há duas versões sobre a morte de nosso grande herói Ajuricaba! Sem nenhuma punição digna até hoje… nem feriado o cara tem!

Minha Manaus, a capital verde! Que será sede do futebol da Terra! Que venceu o vizinho Pará nesse quesito! Fez festa, alardeou aos quatro ventos, brincou de apogeu e agora roi unhas, dedos, na vivência da agonia!

E a copa, que nos trará o monotrilho (será?)! Um transporte decente para nós, sardinhas! E a ponte que nunca sai, inspirada no Kwuai! E o camelódromo, oh vida!, morreu sem começar!

A ilha que dá frutos gloriosos! Teus risonhos lindos campos tem mais sabores! Vossos bosques ressuscitam a vida e morrem rente à bandalheira galerosa! Tem tucumã, tem peixe grande, peixe pequeno, tem até tartaruga em extinção!

Sabe Deus o que dará agora. Na cozinha estamos bem, mas o que será na copa, o que será?

Amor e ódio à brasileira

                                                                                         Por Darth J.Vader

O título ficou meio dúbio, mas no jornalismo chamar a atenção é o que interessa.

É bom lembrar que a partir deste ano somos obrigados a tirar o acento de ideia, assembleia e a trema, entre outras bizarrices, como parte de um tratado assinado por vários países de língua portuguesa para fortalecer nossos interesses em comum e a união dos nossos povos. Até aí tudo bem, se os brasileiros soubessem escrever, é claro.

Em nosso País, a situação gramatical está em pandarecos desde que se alfabetizou os índios. Não que os verdadeiros donos da terra brasilis fossem os culpados, mas estávamos muito bem, obrigado, sem a escravidão e a palavra escrita.

O tempo passa, o tempo voa e a falta de educação do brasileiro continua numa …rra! Também não é para menos: com tanta musiquinha meleca, como esperar alguma frase inteira sem palavrões, (in)diretas sexuais ou pausas para uma frase raramente inteira? Como podemos achar que um povo, cujo representante foi um torneiro de quatro dedos aponsentado por invalidez, queira saber mais do que assinar o próprio nome para ganhar bolsa-família?

Ao mesmo tempo, eu amo meu País. Sou patriota, aprendi a amar o Brasil porque só aqui temos estes verdes lindos campos (ao menos por enquanto). Somos a terra de Pasárgada, onde somos amigo do Rei (Deus é brasileiro, saca?), onde tenho a mulher que quero, na cama que escolherei – e olha que as muié tão cada veis mais facim e baratim!

As aves que aqui gorgeiam, não gorgeiam como as de lá. Somos a terra do se plantando tudo dá – e às vezes nem precisa: basta jogar o restinho de uma goiaba perto de um muro que em três meses nasce um pézinho tão bonito! Experiência própria!.

Quer falar de comida? Meu suco de cupuaçú! A feijoada mineira, a capirinha nacional, nosso grande produto tipo exportação! O tucunaré na brasa, a banana pacovã frita, a macaxeira cozida! Hum… que delícia!

Deixo vocês com água na boca, enquanto vou ali tomar suco de maracujá. Inté amanhã!