Hoje seria aniversário do saudoso Antonio Sena, o “Paparazzo”…

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Eu e Paparazzo, na sala da Comunicação do Governo do Amapá – 2011

Hoje, o fotógrafo Antônio Sena Cantão, o popular “Paparazzo”, faria 68 anos. Trabalhei com o cara e me tornei seu amigo. O que foi uma grande honra, pois ele foi um homem de bem. Ele foi muito parceiro. Nunca reclamava de nada, pois encarava o trampo com um bom humor invejável.

A amizade que construí com Papa foi em cima dos perrengues na estradas, quando pegamos chuva e sol na moleira, cobrindo pautas do Governo do Amapá. Em 2011 e 2012, dividimos quartos de hotéis, nem sempre dignos, comida e cervejas. Muitas cervejas!

Todos nós, seus familiares, colegas de trabalho e amigos, ficamos muito tristes com a forma trágica que ele fez a passagem. É como dizem os franceses: “c’est la vie…

Mas, às vezes, a vida é foda.

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Porém, como aquele coroa era só alegria, se estivesse entre nós, certamente iria comemorar seu aniversário com cerveja gelada e ao som de um brega.

Sim, brega. Quando viajávamos, eu monopolizava o som do carro, afinal, era o chefe da equipe de comunicação na viagem. Lembro de uma vez que coloquei Pink floyd pra rolar e Papa, indignado, disparou: “Porra, Elton, bota um brega!”

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Eu entre o jornalista Tagaha Luz e o fotógrafo Antônio Sena, no Bar da Euda. Saudades!

Esteja onde estiver, o velho safado (como eu o chamava na brincadeira e ele retribuía com “gordo safado”) deve estar bem. Sempre com seus passos largos, cabeça fria, cabelos de algodão e sorrisão na cara. Dá uma saudade danada dele.

Agradeço a Deus por ter convivido com pessoas como o Paparazzo. Ele viverá pra sempre em nossos corações. .

A gente se vê do outro lado, Papa. E quem sabe, tomamos umas por este aniversário, pelos de outras vidas e das que virão. É isso.

Elton Tavares

Poema de agora: Passagem de uma alquimista (homenagem de Fernando Canto à dona Euda, que partiu há 3 anos)

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Poema de Fernando Canto

Para Fernando Bedran

“Felix qui potuit rerum cognoscere causas” (Virgílio) (*)
“Otium cum dignitate” (Cícero) (**)

I – Panegírico insuspeito: da morta que viajou

O Eu da Dona Euda deixou presságios no ar
Como se fosse um aziago destino posto no céu
Um voo de curto percurso bramindo as asas da dor
Talvez a voz do caminho no curso da fonte à foz
Talvez um nó desprendido da corda da existência
Talvez um trajeto oculto da noite definitiva
No tênue rio que se torce em busca de um mar de luz

II – Ritual e penitência: da aventura e desterro

Palavras clivam a matéria e um grito exorciza o mal
– Que ritos, que liturgias me trazem esses anjos loucos,
Essas estrelas caídas, sedentas de novos cosmos?
– São gestos que purificam a pena dos degredados
No ato de libação à borda dos precipícios.

III – Platônicas paixões: da intemperança dos deuses

Do útero da caverna a morte espreita silente
Por ser um caminho de almas de irreversível viagem
(-Falava o republicano nas ágoras helenistas.)
Mas arde um fogo e a esperança nas sombras que se projetam
Em busca de elevação e do libertar das correntes
Dos laços, dos elos duros aos quais chamamos paixões.

Evoca-se (de chofre) o sopro – a alma viva – o início
Uma energia circulante por dentro dos alimentos
Dos deuses desesperados, visto a falência do Olimpo.

IV – Herança de Cagliostro: da aprendiza aplicada

Onde a ambrosia – néctar imortal, bálsamo que cura?
Onde o alecrim, a hortelã e os elixires,
A Alquimia misteriosa – a erva/o aguardente/as mãos habilidosas?
Onde, onde? Insiste o vento-remoinho em sua estada no bar
– No âmbar que protege e liga
O fio da vida à Alma Universal
(- Dizem os querubins obesos nas notas de suas trombetas.)

V – Epifanias em curso: do amor e dos equinócios

Decerto, agora, não haverá mais o vazio – o abismo temerário.
E nem a angústia, mas uma luz acima acesa e envolvente
E o amor que nutre o instante e move o tempo – de passagem
Na retidão do equinócio mais perfeito da tua alma.

Macapá, 19.03.2013
__________________________________
(*) Feliz daquele que pode conhecer as causas das coisas.
(**) O descanso honrado.

(***) Dona Euda partiu há exatamente 3 anos.

Um recorte de jornal sobre meu pai, Zé Penha – Por @PradoEdi

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Já escrevi muitas vezes sobre o quanto meu pai, Zé Penha, foi um cara porreta. Sou suspeito, o cara foi, é e sempre será meu herói. Mas quando outra pessoa o elogia, dá ainda mais orgulho de ser filho do negão mais gente boa que conheci. Esse recorte de jornal é de 1998, assinado pelo meu amigo e colega jornalista Édi Prado, publicado no informativo da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), onde meu velho trampava na época que embarcou para as estrelas. Saudades e amor sempre, Penhão!

De repente… quarenta! – Texto de Clícia Di Micelli, lido durante a festa do seu aniversário, no último sábado, 20

Há exatamente uma semana, minha amiga Clícia di Micelli completou 40 anos. Durante sua festa de aniversário, ela leu um texto lindão que resume não somente sua vida, mas toda uma geração. Editei e exclui particularidades da broda e deixei o texto para todos que, como eu, fizeram ou farão 40 anos este ano. Leiam e se emocionem:

“Obrigada pela presença de todos. Não escolhi um tema pra minha festa, escolhi um título:De repente… quarenta!

Atravessei 4 décadas conhecendo centenas de pessoas, mas a gente só se dedica àqueles que o nosso coração elege. Tirando a relação familiar que aprendemos a conviver e amar desde que nascemos, os amigos que fazemos ao longo da vida são todos aqueles que o nosso coração se apaixona. Nasci em 76. Entre meados de 70 e o início desse novo século é o perí
odo que compreende a minha existência, e são os símbolos desse tempo histórico que fiz questão de trazer pra essa comemoração de hoje.

Não é festa Ploc, festa Retrô, festa Anos 80; tão pouco Baile da Saudade. Nada disso. É a festa de quem viveu um bocado de coisa nesse período e de repente… quarenta! Imagino que, se existissem imagens da nossa infância e adolescência, sempre apareceríamos dando gargalhadas, dividindo segredos e sendo felizes. tumblr_mr4qpgm6JF1qzissjo1_1280Quarenta anos se passaram e todas essas referências estão aqui. Não tenho como esquecer que ocupava minhas tardes vendo os desenhos Hanna Barbera (Manda Chuva, Os Herculoides, Wally Gator, Jonny Quest, Tartaruga Touchê, Coêlho Ricochete e tantos outros); Que eu sonhava em voar no balão com a turma do Balão Mágico; Que eu daria meu mundo pra assistir o show dos Menudos; Que as tardes de sábado eram animadas pelo Chacrinha e que, aos domingos, o Beto Carreiro aparecia chibante no intervalo dos Trapalhões.

Brunzwick-Geraldo_oQue Os Goonees foi o primeiro filme que assisti no cinema, pra ser mais precisa, no Cine Veneza e que a minha heroína era a Mulher Maravilha… Também que eu dormia mais tarde nas noites de Armação Ilimitada; E que eu ficava angustiada quando a turma da Caverna do Dragão desistia de voltar pra casa, mesmo diante do portal, porque um deles ficou pra trás; É claro que juntei moedas no cofrinho da Caixa Econômica Federal; Lembro bem, que ir na carreta da Cobal era chato; bom mesmo era acompanhar a mamãe as compras no Brunzwik lá tinha um parquinho pra gente brincar; Que eu joguei moeda para o Poraquê da Lobras, em Belém; Que eu pulei carnaval nos bailes infantis do Esporte Clube Macapá, do Lions Clube, do Círculo e da APA.paquitas primeira geração

Cresci e pude desfrutar das temporadas noturnas do Círculo Militar, comandadas pela Banda Placa Luminosa; Não posso negar: fui criança aprendendo a escrever errado no universo “X” da Xuxa. Sonhar em ser Paquita era o óbvio, mas um dia chegou a fase em que sonhar com os Paquitos era bem mais interessante. É claro que eu rebobinei fita K7 com caneta BIC; Que eu sofria com o desencontro amoroso da Duda e Lucas / Malu Mader e Taumaturgo Ferreira na novela Top Model, casal que tinha como trilha a lindíssima música “Oceano”, do Djavan.

São muito vivas as lembranças negativas que os Planos econômicos dos governos Sarney e Collor causaram às famílias brasileiras. Várias vezes fui guardar lugar na fila pra mamãe entrar na Romana em busca de leite e outros produtos básicos, que tinham sumido das prateleiras dos mercados. Era tempo dos preços congelados do Plano Cruzado, que evoluiu pra Cruzado Novo e outras desastrosas tentativas de salvar a economia do Brasil. Vi o papai amargar a falência. Os pequenos comerciantes não sobreviveram e sucumbiram diante de um país que vivia sob uma economia desgovernada.

tumblr_lm27e1NFdu1qkgabpo1_500Assisti ao “Caçador de Marajá” desafiar o povo a sair às ruas de verde amarelo, e nós, o povo, fomos de preto. Fui pra rua no “Fora Collor”, sou geração cara-pintada! Vibrei muito vendo a Magic Paula e a Hortência desestruturarem as adversárias com as cestas de 3 pontos; Também jorrei lágrimas de amor assistindo Ghost – do outro lado da vida. Cristiane F… drogada e prostituída, debate obrigatório nas feiras de ciência das escolas secundaristas; É claro que eu tinha as fotos do John Lennon, Fernanda Abreu, Engenheiros do Hawai, Marina Lima e Heróis da Resistência na porta do meu guarda-roupa.

images (2)Eles dividiam espaço com os adesivos das marcas K e K, Company e Redley; Eu tirava minhas dúvidas mais intimas, devorando a revista Capricho; Eu sonhava em assistir a um show de rock nacional no Circo Voador; Carnaval de rua?

Desfilei quando ainda era da Av. FAB, pela Maracatu da Favela, é claro! Vi o Território Federal do Amapá se transformar em Estado; pelas rádios, Tvs e murmurinhos acompanhei o desenvolvimento e o fortalecimento da música amapaense, quando os artistas que se apresentavam nos bares de Macapá – Amadeu Cavalcante, Zé Miguel, Osmar Jr e Val Milhomem – partiram para o trabalho autoral, lançando hits e lotando, emanos 90 blog (1) noites de espetáculo, o então recém inaugurado Teatro das Bacabeiras; Comemorei minha aprovação na Unifap, em 95, com a musiquinha do Pinduca, acho que essa não sai de moda. É cafona, enche o saco, mas é bacana e tem que rolar. Entreguei fita VHS na locadora sem rebobinar e paguei taxa extra por isso; Segui o trio elétrico do Marco Monteiro no efêmero e marcante carnaval de Mosqueiro; Já tive o grande prazer de ver o Chico Buarque de Holanda caminhando sem camisa nas areias do Leblon; Já desfilei no templo do carnaval, a Marquês de Sapucaí. Pra uma boa foliã, isso é muita coisa.

Pororoca_foto_M_RCIA_DO_CARMOTive a honra de compartilhar horas de conversa com a gentil, elegante e imortal Tia Chiquinha; E vi de perto o encontro do rio Amazonas com o Oceano Atlântico, e pude presenciar o fenômeno da pororoca antes da foz do Araguari se transformar em pasto.

E a vida segue… Continuamos vivendo estórias e construindo a história! História sem mitos nem falsos heróis. História de verdade, com cenário de verdade e gente de verdade. E é com toda essa memória afetiva que planejei essa festa pra gente. Queridos amigos, sei que me alonguei, mas senti vontade de fazer isso e me permiti. Inclusive, quero dizer a todos que escrever tudo isso me fez muito bem e hoje entro na casa dos 40 mais leve e mais feliz.tumblr_lfykbyT8th1qggaj4o1_400

O tempo é generoso… E, a propósito, respondendo à pergunta da Mafalda, digo a ela que nascemos com muita antecedência pra gente acumular histórias e relembrá-las na festa de comemorações dos nossos 40 anos. Portanto, um brinde à vida e à generosidade do tempo. Tim-tim!”.

*A querida aniversariante ainda falou sobre sua família e amigos, mas preferi publicar somente essa linda viagem no tempo. Do nosso tempo. Tomara que a gente viva, ela, eu e todos que amo dessa geração, pelo menos mais 40 anos. Valeu, Clícia!

Poema de agora: Honrosa herança (@idanielsa)

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Honrosa herança

O homem sabe que não morre
quando percebe a luz e a esperança
emergindo, elevando-se do íntimo
em ânimo perfeito.

O homem sabe que não morre
porque uma chama é acesa,
inaugurando a busca e a certeza
de respostas.

O homem sabe que não morre
porque suas idéias ficam,
e a natureza segue
em seu ritmo cíclico.

O homem sabe que não morre,
principalmente,
quando ele alcança nos filhos
a expectativa concreta
de representação maior
da sua existência.

Ivan Daniel Amanajás

Hoje rola a segunda noite do FESTIVAL RETRÔ TRIBUTO A GINOFLEX

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Festival Retrô em homenagem ao Gino Flex, ontem (11), no Bar do Nêgo

Hoje (12), rola a segunda noite do Festival Retrô em homenagem ao Gino Flex, no Bar do Nego, a partir das 19h. O evento contará com show de Silvio Neto, que vai mandar muito Raul!

Hoje também completam dois anos que o Ginoflex, o saudoso Rei dos Malucos de Macapá (o “Gabiru”), foi passear nas estrelas. Ontem (11), a programação foi um grande encontro de amigos, artistas, músicos, escritores e doidos em geral, Hoje promete e deve cumprir.

A onda começa na boca da noite e vai entrar pela madruga.

As homenagengino (1)s ao “Gabiru” continuarão amanhã, 13, com muito som de vinil, reggae, shows de Raulê Assunção, Ozy Rodrigues e Fineias Nelluty, tudo isso no Bar do Nego.

Gino Flex

Gino Flex era artista, músico, inventor do Clube do Vinil, Dj oficial de encontros memoráveis e Rei dos Malucos de Macapá. Não sei quantos anos ele tinha, mas acho que eram quase 60 verões.

Conheci o Gino há uns 16 anos, ainda com meus 20 e poucos e curta estrada na boemia da capital amapaense. O cara era querido por todos. E não é porque 12243426_10201002845230919_4732521573165320484_nmorreu não, ele era do naipe do fictício Quincas Berro D’Água e do real Charles Buchowisk. Além de “bon vivant” do bem, o cara foi o precursor da cultura do Vinil em Macapá. Grande Gabirú!

Serviço:

Dois anos sem Ginoflex – Homenagem com show de Silvio Neto no Bar do Nêgo
Local: Bar do Nêgo, localizado no Complexo Beira Rio, orla de Macapá, na Avenida Beira Rio (segundo quiosque de quem vem da Praça do Coco, em frente ao Macapá Hotel).
Data: 12/11/2015
Hora: a partir das 19h.

Elton Tavares

21 anos sem o Ita

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Na esquerda, nos anos 80, Ita comigo e meu irmão Emerson. No centro em Natal (RN), em 1990 e na direita, em 1994.

Convivi com muita gente porreta nessa vida. Entre essas pessoas fantásticas, o sensacional Itacimar costa Simões, o querido “Ita”. Ele era marido da minha tia Tatá, pai da Dayane e um dos mais valiosos amigos que tive a honra de ter. Hoje completam 21 anos que o Ita embarcou na cauda do cometa e seguiu para outra existência.

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Zé Penha (meu pai) e Itacimar Simões (meu tio). Eles eram grandes amigos por aqui e devem tomar umas lá no Céu.

Ita morreu em 29 de julho de 1994, vítima em um acidente automobilístico na estrada do Igarapé do Lago, no interior do Amapá. Era período eleitoral. Na época ele era candidato a deputado estadual. Ele foi um cara sempre foi alegre, prestativo, inteligentíssimo, igualmente competente. Além disso, aquele figura foi excelente pai, filho, irmão e marido.

Ita era professor de ofício, mas ocupou vários cargos administrativos no Governo do Amapá. Além disso, foi o melhor amigo do meu pai, Zé Penha, que também já fez a passagem. Ainda posso ouvir e ver papai e Ita tomando cerveja, jogando dominó ou somente falando adoráveis sacanagens.

Impossível não lembrar de Itacimar no dia 29 de julho eão sentir saudades dele. Ao Ita, dedico este texto, minha eterna gratidão e amizade. Saudades, tio. Até a próxima vez!

Elton Tavares

Há 17 anos, morreu meu pai, Zé Penha Tavares (o meu herói)

 
Há 17 anos, em uma manhã de segunda-feira cinzenta, no Hospital São Camilo, morreu José Penha Tavares, o meu pai. O meu herói. 
 
Filho de João Espíndola Tavares e Perolina Penha Tavares. Nasceu no município de Mazagão, em 1950, de onde veio o casal. Era o primogênito de cinco filhos.
 
Ele começou a trabalhar aos 14 anos, aos 20 foi morar em Belém (PA), sempre conseguiu administrar diversão e responsa, com alguns vacilos é claro, mas quem não os comete? Na verdade, papai nunca se prendeu ao dinheiro, nunca foi ambicioso. Mas isso não diminui o grande homem que ele foi.
 
Em 1975, casou-se com minha mãe, Maria Lúcia, com quem teve dois filhos, eu e Emerson. O velho não foi um marido perfeito, era boêmio, motivo que o levou se divorciar de minha mãe, em 1992. 
 
Li no jornal da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), onde ele trabalhava, após o seu falecimento: “Feliz, brincalhão, sempre educado e querido por todos. Tinha a pavulagem de só querer menina bonita a seu lado, seja em casa ou entre amigos, mas quem se atreve à culpá-lo por este extremo defeito?”
 
Zé Penha pode não ter sido um marido exemplar, mas com certeza foi um grande pai. Cansou de fazer “das tripas coração” para os filhos terem uma boa educação, as melhores roupas e os bons brinquedos. Quando nos tornamos adolescentes, nos mostrou que deveríamos viver o lado bom da vida, sacar o melhor das pessoas, dizia que todos temos defeitos e virtudes, mas que devíamos aprender a dividir tais peculiaridades. 
 
Penha não gostava de se envolver em política. Ele gostava mesmo era de viver, viver tudo ao mesmo tempo. Família, amigos, noitadas, era um “bom vivant” nato. Tinha amigos em todas as classes sociais, a pessoa poderia ser rica ou pobre, inteligente ou idiota, branca ou preto, mulher ou homem, hétero ou homo, não importava, ele tratava os outros com respeito. Aquela cara era extraordinário! 
 
Esportista, foi goleiro amador dos clubes São José e Ypiranga, dos times do Banco da Amazônia (BASA) e Companhia de eletricidade do Amapá (CEA) e tantos outros, das incontáveis peladas. 
 
Atravessamos tempestades juntos, o divórcio, as mortes do Itacimar Simões, seu melhor amigo e do seu pai, João Espíndola, com muito apoio mútuo. Sempre com uma relação de amizade extrema. Ele nos ensinou a valorizar a vida, vivê-la intensamente sem nos preocuparmos com coisas menores a não ser com as pessoas que amamos. Sempre amigo, presente, amoroso, atencioso e brincalhão.
 
Com ele, aprendi muito sobre cultura, comportamento, filosofia de vida, aprendi que para ser bom, não era necessário ser religioso. “Se você não pode ajudar, não atrapalhe, não faço mal a ninguém” – Dizia ele. 
 
Acredito que quem vive rápido e intensamente, acaba indo embora cedo. Ele não costumava cuidar muito da própria saúde, o câncer de pulmão (papai era fumante desde os 13 anos) o matou, em poucos meses, da descoberta ao “embarque para Cayenne”, como ele mesmo brincava. 
 
Serei eternamente grato a todos que ajudaram de alguma forma naqueles dias difíceis, com destaque para Clara Santos, sua namorada, que segurou a onda até o fim. E, é claro, minha família. Sempre que a saudade bate mais forte, eu converso com ele. As pessoas morrem, mas  nunca em nossos corações. 
 
José Penha por Emerson Tavares (meu irmão)
 
“Papai sempre, aos meus olhos foi um cara admirável (mesmo tendo muitos defeitos), como ele era parceirão com todos, onde chegava, em qualquer roda, era bem quisto! Nunca nos faltou nada, nada mesmo, sempre fomos bem vestidos, sempre tínhamos os melhores brinquedos.
 
Ele deixou marcado na gente o que é ser gente boa e companheiro com os outros (família e amigos). Sempre nos espelhamos nele, no modo de tratar as pessoas que gostamos, ou seja, no meu modo de ver, ele nos ensinou o segredo da vida.
 
Quando falam que tenho o jeito dele, para mim, é um elogio, porque meu pai era um homem admirável, um verdadeiro ser humano!  Pai como eu queria que você visse como estou, tivesse visto minha formatura, acompanhado meu crescimento pessoal e outros momentos destes 14 anos. Te amo e te amarei pra sempre!”
 
Papai por Paulo Roberto Penha Tavares (seu irmão caçula)
 
“O Zé Penha era aquele cara que todo mundo gostaria de ter como amigo. Gentil, humano, solidário, alto astral, IRMÃOZÃO. Sinto muita falta dele. Muito inteligente e perspicaz, percebia as carências dos que o circundavam e sempre, sempre mesmo, encontrava um jeito de ajudar.
 
Lembro que em um dos dias mais triste de nossas vidas, que foi o da morte de nosso pai, disse: ‘Nós nunca dizemos o suficiente para as pessoas o quanto nós as amamos’.
 
Eu, durante a vida dele, também não disse o suficiente o quanto eu o amava. Sou eternamente grato a Deus, por ter me dado uma família maravilhosa, da qual o Zé Penha era o primogênito. E sinto muito orgulho de dizer que era irmão dele. Continuo cheio de saudades desse meu grande irmão.”
 
José Penha Tavares foi muito mais de que pai, foi um grande amigo. Nosso amor vem das vidas passadas, atravessou esta e com certeza a próxima. Ele costumava dizer: “Elton, se eu lhe aviso sobre os perigos da vida, é porque já aconteceu comigo ou vi acontecer com alguém”
 
“Quem já passou por essa vida e não viveu, Pode ser mais, mas sabe menos do que eu”. A frase é do poeta Vinícius de Moraes. Ela define bem o meu pai, que passou rápido e intensamente por essa vida. Também faço minhas as palavras do escritor Paulo Leminski: “Haja hoje para tanto ontem”. Ao Penha, dedico este texto, minha profunda gratidão e amor eterno. Até a próxima vez, papai!
 
Obs: Texto republicado todo ano nesta data e assim será enquanto eu sentir saudade. 
 
Elton Tavares

Se vivo, meu pai faria 64 anos hoje


Hoje (17), se meu saudoso pai estivesse vivo, faria 64 anos. É difícil definir um modelo de vida, acredito que cada um vive da forma que lhe é aprazível. José Penha Tavares viveu tudo de forma intensa e foi um homem muito feliz.

O mais legal é que ele nunca fez mal a ninguém, sempre tratou as pessoas com respeito e foi muito amoroso com os seus. Meu irmão costuma dizer que ele nos ensinou o segredo da vida: “ser gente boa”.

Quando o bicho pega, falo com ele. Uma espécie de monólogo. Mas juro que sinto conforto em lhe contar meus raros problemas. Acredito que papai escuta e, de alguma forma, me ajuda. 

Devaneio? Não senhores e senhoras, é que aquele cara foi um grande pai, ah se foi. Portanto, deve mexer os pauzinhos lá por cima.

Ele partiu em 1998, faz e sempre fará falta. Sinto saudade todos os dias. Nosso amor vem das vidas passadas, atravessou esta e com certeza a próxima. Gostaria de lhe dar um abraço hoje, desejar feliz aniversário, conversar sobre a vida, rir e tomar muitas cervas com o Penhão, como costumávamos fazer. 

Faço minhas as palavras do escritor Paulo Leminski: “Haja hoje para tanto ontem”. Saudade! 

Elton Tavares

20 anos sem o Ita


Desde moleque, convivi com um cara sensacional, o tio Ita. Itacimar costa Simões era alegre, prestativo, inteligente pra caramba, competente, excelente pai, filho, irmão, marido e amigo. Hoje completam 20 anos que ele partiu. 

Ita morreu em 29 de julho de 1994, vitimado em um acidente automobilístico na estrada do Igarapé do Lago, no interior do Amapá. Era, como agora, um período eleitoral. Na época ele era candidato. 

Ita era professor de ofício, mas ocupou vários cargos administrativos no Governo do Amapá. Além disso, foi o melhor amigo do meu pai, Zé Penha, que também já fez a passagem. E um dos melhores amigos que tive na vida. Como não sentir saudades dele? 

Ao Ita, dedico este texto, minha eterna gratidão e amizade. Saudades, tio. Até a próxima vez!
Elton Tavares

20 anos sem o Ita


Desde moleque, convivi com um cara sensacional, o tio Ita. Itacimar costa Simões era alegre, prestativo, inteligente pra caramba, competente, excelente pai, filho, irmão, marido e amigo. Hoje completam 20 anos que ele partiu. 

Ita morreu em 29 de julho de 1994, vitimado em um acidente automobilístico na estrada do Igarapé do Lago, no interior do Amapá. Era, como agora, um período eleitoral. Na época ele era candidato. 

Ita era professor de ofício, mas ocupou vários cargos administrativos no Governo do Amapá. Além disso, foi o melhor amigo do meu pai, Zé Penha, que também já fez a passagem. E um dos melhores amigos que tive na vida. Como não sentir saudades dele? 

Ao Ita, dedico este texto, minha eterna gratidão e amizade. Saudades, tio. Até a próxima vez!
Elton Tavares

Rodolfo, ex-Raimundos (saudades de você)

Por Ricardo Alexandre

Certa vez, participei de um programa da PlayTV no qual eu passei pela impossível tarefa de escolher os cinco momentos mais importantes da história rock brasileiro. Curioso lembrar que, entre três marcos inaugurais (a estreia do programa Jovem Guarda, o primeiro Rock in Rio, o primeiro disco do Sepultura na parada inglesa), eu acabei incluindo dois momentos de ruptura: a prisão de Gil e Caetano, a partir da qual eu falei sobre a Tropicália e os descaminhos do rock nacional nos anos 1970, e a saída de Rodolfo Abrantes dos Raimundos.

Rodolfo deu a notícia à banda quando os quatro se reuniram na sede da gravadora WEA para uma série de entrevistas de divulgação do DVD MTV Ao Vivo. Reza a lenda que por pouco a discussão não virou física. Os Raimundos estavam em seu auge de popularidade e faturamento e girando em velocidade máxima: quatro a cinco shows por semana, fora eventos de divulgação, apresentações em cidades jamais visitadas (Manaus, Rio Branco, Porto Velho etc), quatro hits de verdade rodando ao mesmo tempo nas rádios (“Me lambe”, “Aquela”, “Mulher de fases” e “A mais pedida”) e uma inacreditável versão de “20 e poucos anos”, velho soul de Fábio Jr, tocando diariamente no reality-show Vida Real da MTV e nas rádios jovens.

Lembro perfeitamente do Video Music Brasil do ano 2000, aberto pelos Raimundos tocando, sem anúncio, e em velocidade supersônica, “20 e poucos anos”. Foram dois minutos de uma potência sonora e uma sentido histórico que me deixaram grudado na poltrona do Credicard Hall pensando que, pela primeira vez, tínhamos uma banda de R-O-C-K, rock mesmo, não somente tão afiada e competente quanto as melhores bandas estrangeiras, mas com uma carga de identidade cultural brasileira (era Fábio Jr., cara, o Jorge Tadeu!) como nenhuma banda de Manchester ou de Boston jamais poderia ter.

Dez meses depois, Rodolfo comunicou que estava deixando o grupo. E, no dia seguinte ao anúncio do cantor, a banda anunciou que estava se separando.

Num país em que a Blitz continua em turnê permanente e o RPM prepara-se para lançar mais um álbum ao vivo, achei aquilo um marco: uma banda anunciar seu fim. Fiz pessoalmente o texto para a Usina do Som, entrevistando o baterista Fred: “Raimundos somos nós quatro. Quando um de nós sai, não faz sentido continuar a trabalhar como Raimundos”. Eu vibrava com tamanha integridade. Rodolfo estava incomunicável em uma praia em Santa Catarina e as primeiras notícias saíram sem depoimentos dele.Naqueles tempos era um tanto complicado acompanhar tudo o que se sucedia envolvendo os Raimundos. Era música nova no rádio (uma piada gravada numa passagem de som chamada “Reggae do Manêro” e enviada às rádios com enorme sucesso); de repente era o Rodolfo na capa da Capricho dizendo que havia se convertido ao cristianismo evangélico; de repente era ele saindo da banda; de repente, era a banda acabando. Mas de repente, era a banda voltando como trio; Rodolfo assinando contrato com a WEA e começando um projeto de new-metal com letras “com mensagem” chamado Rodox e os Raimundos “concorrendo” com uma velha música jamais gravada chamada “Sanidade”, teoricamente endereçada ao ex-vocalista. Ufa.

Só fui reencontrar Rodolfo pessoalmente quando preparava a primeira edição da revista Frente e agendamos uma entrevista. Me impressionou o quanto ele falava, e como falava com coerência, articulação e inteligência. Nem imaginava que por trás do pothead de antes houvesse alguém assim. Quando desliguei o gravador, a conversa ficou mais pessoal. Agradeci, com sinceridade, por haver um artista no Brasil representando tão bem a minha própria fé. Diferentemente de outros astros convertidos, Rodolfo não falava sobre o que não entendia, buscava entender cada vez mais, não transformava sua conversão em moeda artística e, especialmente, era caso raro de alguém que realmente havia aberto mão de algo em nome do que acreditava. Algo verdadeiramente grande, tentador e influente, e não o emprego de backing vocalist no Jota Quest.

Eu tenho uma teoria roqueiro-teológica (espero que não seja heresia), que compartilhei na ocasião com Rodolfo. Remonta ao fato do rock’n’roll ter surgido nos Estados Unidos pregando a mistura racial e cultural bem no chamado “bible belt” americano ultraracista, ultraconservador e ultra-religioso. Era um grito contra a acomodação da própria igreja. Há o lado hedonista e autodestrutivo do rock, eu sei, mas há o lado idealista, provocador e transformador do “poder jovem” que nos conduziu pelo movimento hippie, pela contracultura dos anos 60, pelos Beatles, pelos protestos contra a guerra do Vietnã e tal.

Só que o rock é auto-sabotador em sua essência, porque luta tanto contra o sistema que, um belo dia, ele próprio se torne o sistema. Nesse ponto, ou sua banda acaba como os Beatles, ou abraça o cinismo corporativo como os Rolling Stones ou você se destrói pessoalmente, como Kurt Cobain. O teólogo John Stott, que foi capelão da família real britânica bem na época da “Swinging London”, dizia que o cristianismo é a contracultura definitiva – porque mais do que lutar contra os impulsos egoístas da sociedade, ele vai lutar contra os impulsos egoístas das pessoas, de todos nós. Minha teoria é a de que o cristianismo é o rock’n’roll que o rock’n’roll nunca vai conseguir ser. É a Sociedade Alternativa que Raul nunca conseguiu implementar de fato. É a contracultura que nunca será engolida pela cultura. Rodolfo parecia animado com o papo.

O ex-raimundo confidenciou o quanto corroía sua alma cada playback em programa dominical, cada show em rádio transformado em jabaculê, cada execução de “Reggae do manero”, cada vez em que ele abria o microfone para cantar sobre coisas em que não acreditava mais, apenas pelo cachê. Ele havia chegado no ponto de auto-sabotagem do rock, aquele em que você se transforma no inimigo que você passou anos tentando derrubar. Lembrei de uma frase de Paul McCartney, cunhada na época da separação dos Beatles: “Se você chega aos 30 fazendo o que você fazia aos 18, tem algo muito errado com você.”

Curiosamente, a música da conversão de Rodolfo era “Vinte e poucos anos”, que ele próprio transformara em hit no século 21: “Eu sou capaz de ir e vou muito mais além/ do que você imagina (…) Eu não abro mão/ nem por você, nem por ninguém eu me desfaço dos meus planos/ Quero saber bem mais/ que os meus 20 e poucos anos (…) Eu sei, também tem gente me enganando/ mas que bobagem/ já é tempo de crescer”. Rodolfo queria crescer e, por sua liberdade, pagou o preço de deixar os Raimundos.

Eu nunca havia visto aquilo, nem no universo do rock, muito menos no ambiente religioso, e achava impressionante dos dois pontos-de-vista. Algum tempo depois, em 2003, fui ao Blen Blen, casa noturna de São Paulo, assistir a um show do Rodox numa noite de hardcore aberta pelas bandas White Frogs e Blind Pigs. Seria a estreia de Canisso, baixista original dos Raimundos, no Rodox. Depois de três horas de pacumpacumpa nos tímpanos e pogo na platéia, Rodolfo e seus cinco companheiros subiram ao palco, diante de um lago de cabelos espetados e cavalheiros bêbados loucos para se socar mutuamente. O som era alto, um tanto ininteligível e o clima era, digamos, hormonal. Uma briga estourou logo entre as primeiras músicas. Rodolfo interrompe o show e diz “Pô galera, pra que brigar? Vocês não estão prestando atenção na mensagem das letras?”. Como assim, “mensagem”? Virei para a minha linda esposa e comentamos, um para o outro: “Acho que esse negócio não vai dar certo!” e nos afastamos para o hall da casa, de onde contamos três ou quatro punks arrastados inconscientes.

Nos camarins, recebi um abraço fraternal de Rodolfo, como se estivéssemos em pé num cruzamento muito especial entre a estrada do rock brasileiro dos anos 90 e a da nossa própria peregrinação espiritual. Não imaginava que seria a última vez que veria Rodolfo pessoalmente. Pelos meses seguintes, pelos anos seguintes, ele foi adotando cada vez mais o linguajar evangélico, os jargões bíblicos, suas letras foram se tornando cada vez mais intransponíveis, os shows passaram a ter “cunho evangelístico”, até o ponto que o próprio Rodolfo interrompeu o Rodox, para dedicar-se totalmente ao gueto evangélico. Como missionário da igreja neopentecostal Bola de Neve, lançou discos falando de Deus em eventos religiosos para o público evangélico com um pequeno alcance. Ainda assim, amealhou um respeito enorme, dentro e fora do segmento.

Há um ou dois anos, eu estava preso em um engarrafamento carioca com André Forastieri e Carlos Eduardo Miranda, ambos parte integrante da história de Rodolfo, muito mais do que eu, inclusive. Sem mais o que fazer, começamos o tradicional jogo recreativo entre jornalistas “Batalha de Teorias Polêmicas”. Antes que eu lançasse a minha já clássica carta “Os Engenheiros do Hawaii são bem melhores que a Legião Urbana”, André lançou uma brilhante: “Rodolfo Abrantes é o melhor letrista da história do rock brasileiro”. O jogo estava desestabilizado, porque é uma carta que faz todo sentido. Lembrei de coisas da época dos Raimundos como “Eu quero é ver o oco” (“Meu ódio por automotores começou cedo/ Depois que eu tranquei os dedo na porta de um opalão/ Meu pai de dentro se ria que se mijava/ Achou que o filho festejava era dia de Cosme e Damião/ Depois do dedo, foi o braço, a perna as costa/ Tu duvida, bate aposta/ Pois muitos vão lhe testemunhar/ Tanta fratura que deixou a doutora louca/ É pino até no céu da boca/ Tu cansa só de tentar contar”) e de coisas do início de sua carreira solo como “Tira as crianças da sala” (“Eu podia até fazer uma cara de mauzão de arma na mão/ Idolatrar ladrão, pois isso vende/ Mas preferi ser original, um cidadão cristão/ Liberto da prisão/ e só cantar pra quem me entende”) e não consegui discordar. Mais tarde, voltei ao assunto com André e ele me disse algo que nunca mais deixou de reverberar na minha cabeça: “Eu tenho certeza que o Rodolfo tem muita coisa a dizer ainda hoje, talvez até mais, mas eu ouço as músicas dele e não entendo nada, e do que entendo não me interessa”. E concluiu, tão carinhoso quanto já o vi ser: “Eu sinto falta do Rodolfo”.

Eu também. Não enxerguei o quão farto o próprio Rodolfo estava de todo aparato em torno de si e da sua música, a ponto de optar, conscientemente ou não, pela irrelevância. Ou, quem sabe, ele também tenha escolhido seus limites, em nome de sua sanidade mental, como fizeram Roberto Carlos e Claude Monet. Ou talvez o tempo sob os ensinos da igreja lhe tenha feito dividir o mundo entre o que é secular e o que é religioso, o que seria uma pena. Ou talvez seu destino seja ser o Cat Stevens brasileiro, se você por acaso acredita em predestinação.

Saudade de você, Rodolfo, o maior letrista da história do rock brasileiro.

Há 17 anos, morria Itacimar Costa Simões

Meu saudoso amigo Ita, que hoje mora no céu.
Há exatos 17 anos, em 29 de julho de 1994, morria, em um acidente na estrada do Garapé do Lago, no interior do Amapá, um grande amigo meu, Itacimar Costa Simões, o “Ita”.
Ele era marido da minha tia Tatá, mas foi muito mais que um tio, foi um grande parceiro. É comum falar bem de pessoas que se foram para outro plano, mas Ita era gente fina, trabalhador, esmerado, honesto, inteligente, amigo fiel e fazia tudo pela sua família. Sim, aquele cara era realmente PHoda!
Ele foi bom pai, bom filho, bom amigo e, pelo que muitos me disseram, bom chefe. Era professor de ofício, mas ocupou vários cargos administrativos no Governo do Amapá.
Lembrarei dele sempre sorridente e alegre. A ele, dedico este texto, minha eterna gratidão pelo apoio na época que andei meio desnorteado. Saudades.
Elton Tavares