16 anos sem Jeff Buckley, o Hendrix de uma geração


Cada geração tem o seu Jimi Hendrix. Entenda a comparação menos com o mito da guitarra, mais com o músico genial que foi embora cedo demais, e que ainda prometia prestar bons serviços à música. Meu Hendrix – e de muita gente por aí – se chama Jeff Buckley. Ele morreu de forma bizarra, em 29 de maio de 1997, depois de um mergulho em um rio, em Memphis (EUA). Um resumo rápido para viajar um pouco nas linhas tortas do destino: Buckley estava morando na cidade de Elvis, produzindo seu segundo álbum. Seus parceiros de banda chegariam depois e, antes de o músico ir encontra-los, resolveu dar um mergulho no Rio Wolf. Um amigo ainda o ouviu cantando Whole lotta love, do Led Zepellin, antes que uma lancha passasse por perto, fazendo uma onda e, assim, afogando Buckley, encontrado depois de alguns dias.

Assim de forma simbólica – nas águas de um afluente do Mississipi, cujas margens banharam grande parte da música norte-americana – foi se embora o homem que Bono Vox definiu brilhantemente como uma “gota pura em um oceano de ruído”; o músico que recebeu elogios rasgados de Jimmy Page e Robert Plant; o compositor que causava inveja a Elvis Costello; o vocalista que fez Elisabeth Frazer (do Cocteau Twins, um dos gogós mais impressionantes do pop) “suar como uma noiva em junho” (segundo ela disse), quando o escutou pela primeira vez. O leque de admiradores confessos é gigantesco, uma área VIP interminável de fãs.

Justo, justíssimo. Buckley é um daqueles que estão acima de palavras. Daqueles que valem o blablablá de “o homem se foi mas o artista ficou.” A obra, espalhada em um álbum oficial (o irretocável Grace, um dos três melhores álbuns dos anos 1990), outro de registros póstumos, compilações de singles, discos ao vivo e tesouros encontráveis na internet, é manancial a ser explorado com calma e dedicação.

Filho do famoso trovador folk dos anos 1960 Tim Buckley (com quem teve pouquíssimo contato), dividiu com o pai, além da morte precoce, o gosto por música exótica (um dos seus maiores ídolos era o paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan), a beleza física, o alcance inacreditável da voz, a sensibilidade nas seis cordas e o poder de harmonizar de forma quase milagrosa. Teve uma vantagem: enquanto o pai ajudou a escrever o melhor do rock nos anos 1960 e 70, Jeff teve uma história gigantesca para estudar, explorar, reescrever. E ele deitou e rolou nesse sentido, mostrando que ecletismo, versatilidade e bom gosto não são palavras que podem ser vestidas em qualquer um.

Ainda que a melhor iniciação à obra dele seja Grace, de 1994, bastante autoral, onde repousam obras como a faixa título e Last goodbye, o Buckley mais impressionante está em Live at Sin-É”. O álbum duplo registra o gênio ainda acompanhado apenas de sua guitarra em um pequeno café, que ele chamava de lar, no East Village, em Nova York, no começo dos anos 1990. Deus do céu, eu só queria estar lá. Queria que você leitor estivesse também. 

Toda gente de bem mereceria escutar o que Jeff fazia com algumas de suas canções favoritas, sejam elas as nossas canções favoritas também, como The way young lovers do, de Van Morrisson; If you see her say hello, de Bob Dylan, Night flight, do Zepellin, sejam as favoritas recentes dele, como a belíssima Calling you , tema de um belo filme da época, Bagdad Café, ou então ele fazendo de Dinks song, clássico folk ianque, uma viagem sonora acima de qualquer descrição. Malabarismos musicais puros, sem rede de proteção, onde Buckley bailava acima de todos os outros, equilibrado por uma técnica incrível. Mas o que o fazia andar era sem dúvida uma intuição e paixão gigantesca.

Ele se foi cedo, sem ter a chance de confirmar as inúmeras apostas de ser “o grande músico de sua geração”, feitas pela mídia. Os fãs sabem seu papel. Alguém consegue, em um exercício mágico de imaginação, mensurar o que estaria fazendo Hendrix ainda vivo? A mesma pergunta fazemos sobre Jeff Buckley.

Bono Vox completa 53 anos hoje


Hoje (10), é o aniversário de Paul David Hewson, popularmente conhecido como “Bono Vox”. O cantor irlandês, líder da banda U2, é uma das figuras mais carismáticas do mundo. O cara completa 52 anos nesta quinta-feira. O artista divide seu tempo entre shows e ações humanitárias, ele é um dos maiores ativistas mundiais pelos direitos humanos. 


Em 2005, por suas atitudes humanistas, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Também se tornou um símbolo na luta contra a pobreza no continente africano. Filho de um pai católico e uma mãe protestante, Bono cresceu com uma forte fé religiosa, mas sem nenhuma doutrina fixa.



Em 1975, Larry Mullen Jr. (baterista do U2) colocou na escola Mount Temple um anúncio procurando por pessoas interessadas a formar uma banda. Apareceram Dave Evans (The Edge), Dick Evans, Adam Clayton e Bono. Inicialmente ninguém queria cantar. Havia um baixista, um baterista e três guitarristas. Mas como precisavam de um vocalista e Bono nunca podia transportar a sua guitarra para os ensaios, ficou responsável pelos vocais. Seu pseudônimo “Bono” – é uma adaptação de Bona Vox, uma marca de aparelho auditivo que em Latim traduz-se como “boa voz”.

Para muitos, Bono Vox é o maior Ícone do rock mundial. O U2 tocou três vezes no Brasil, em 1998, 2006 e 2011. Nesta última, eu tava lá e foi muito firme!


Não sou muito de encher a bola de celebridades, mas Bono Vox é, com toda certeza, um dos caras mais fodas do nosso tempo, uma exceção. Parabéns ao grande cara que ele é, um verdadeiro exemplo de como usar a fama.


Elton Tavares

Brasília 1983, por Hermano Vianna

Por Hermano Jr.

Quem diria! Os primeiros punks brasileiros nasceram em Brasília, à sombra do poder, e eram quase todos filhos de figuras importantes do governo federal. Se você for um punk paulista ou carioca que gastou suas poucas economias prá comprar a Mixtura Moderna certamente estará com ódio desta afirmação. Você pode queimar a revista ou, eu prefiro, escrever uma carta injuriada dizendo que eu não entendo nada de punk. Tudo bem, eu já li vários fanzines paulistas que me dizem o que é ser punk, o que é anarquia e até mesmo como usar uma suástica. Não tenho nada contra as etiquetas sociais. Mas também não posso fazer nada se desde 77 alguns brasilienses adotaram idéias, roupas e comportamentos punks. O que caracteriza cada um desses itens? Quem tem a verdade do punk? Provocados desta maneira o pessoal de Brasília me responde: punk não é uniforme, cara, é revolta. E revolta não é privilégio do proletariado paulista ou do subúrbio carioca. Punk é uma revolta sem planos de guerra detalhados, sem líderes estrategistas. Afinal, a proximidade do poder (se você ainda entende o poder como aquilo que acontece no Palácio do Planalto) não torna nem mais fácil, nem mais difícil, combatê-lo. É necessário sempre reformular as táticas, renegar os rótulos, destruir o lugar comum. Não é por um acaso que os brasilienses, anotem o que eu estou dizendo, fazem o rock mais ousado deste país.

Brasília é, desde a sua criação, causa das mais variadas polêmicas. Odiada por alguns, um sonho frustrado para outros, sua arquitetura continua a ser o símbolo máximo da ânsia modernista da alma brasileira (desde quando o Brasil tem alma?). Somos modernos e está acabado: vejam a capital que construímos. Não é de se estranhar que a construção de Brasília tenha se dado num governo que tinha por lema fazer o Brasil se desenvolver cinqüenta anos em cinco. O que é ou pra quem serve esse tal de desenvolvimento, ninguém sabe. Brasília tem 23 anos e nenhum plano urbanístico pôde prever o que já aconteceu nesse meio tempo. É uma cidade bonita? Não sei, num cartão postal até que impressiona. Mas morar lá é barra pesada. Brasília é fria, monótona, depressiva. A capital da esperança ocupa lugares de destaque em estatísticas pouco comuns: é o local, no Brasil, onde ocorrem mais suicídios e onde se consome mais drogas.

A característica principal da população brasiliense é a sua transitoriedade. Poucas são as pessoas que vão morar lá para sempre. Todos estão na cidade contando os dias que faltam para acabar o mandato ou chegar a s férias, quando voltarão para seus estados de origem. Por isso você não pode formar uma banda de rock, por exemplo, sem levar em conta que o guitarrista vai se mudar pro Rio no meio do ano, ou que o pai do baterista foi convidado para ser cônsul em Adis Abeba. Nada, exceto a mesquinharia da grande política nacional, tem continuidade em Brasília. Mas esta situação começa a mudar. Não é preciso nenhuma campanha tipo I love Brasília para saber que alguma transformação já está ocorrendo. Um ouvido um pouco mais atento consegue perceber a criação de um sotaque próprio de Brasília.

É uma mistura incrível de entonacões paulistas, cariocas, goianas, gírias de todos os lugares do país. As primeiras gerações que nasceram e se criaram no Distrito Federal já estão na casa dos 20 anos. São poucos, ainda, mas se os juntarmos com as outras pessoas, que moram há poucos anos em Brasília, mas que não estão afim de ficar o tempo todo reclamando da falta do que fazer, já teremos um bom número. Esta gang está produzindo filmes, poesia, música e teatro que falam sobre sua cidade. Existe um número surpreendente de grupos de rock já formados. Curiosa e sorrateiramente, Brasília adquire o título de capital brasileira do rock’n’roll. A segurança da arquitetura brasiliense apresenta suas primeiras rachaduras.

O grande impulso inicial para a “explosão” do rock brasiliense foi a formação, em 78, do grupo Aborto Elétrico. Em Brasília é muito mais fácil você ter acesso à s informações musicais de outros países. Tem sempre alguém viajando, um amigo que mora no exterior e que pode mandar um disco ou o New Musical Express para ler. Quando quase ninguém tinha ouvido falar de punk, o Aborto já tocava músicas influenciadas por Pistols, Dammed, Clash, etc. E não era só isso. Numa letra eles anunciavam, para quem quisesse ouvir, as suas intenções: “desde pequenos comemos o lixo comercial-industriaI/mas agora chegou a nossa vez/ vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês/ somos filhos da revolução/ somos burgueses sem religião/ nós somos o futuro da nação/ geração coca-cola”. O Aborto tocava em qualquer lugar, ao ar livre, na frente das lanchonetes, onde quer que pudesse conseguir emprestado uma tomada. Foram os anos mais radicais do punk brasiliense. Outras bandas surgiram motivadas pelo sucesso (não entendam essa palavra ao pé da letra) do Aborto Elétrico. Os nomes: Dado e o Reino Animal, Metralhaz, Os Vigaristas de Istambul (onde tocavam dois punks iugoslavos, filhos do embaixador daquele país) , Blitz 64, Blitx etc. Não consegui saber direito a história destes grupos, alguns duraram poucos meses, outros só conseguiram sobreviver no meio de uma troca interminável de músicos.

Hoje os nomes mudaram e se multiplicaram. Você pode conhecer os mais diversos estilos do rock contemporâneo escutando grupos como Elite Sofisticada, Gestapo, Las Conchas de Su Madre, Banda 69, Bambino e os Marginais, CIA, Fusão, Raízes da Cruz. Você pode ainda se surpreender com o jazz do Artimanha, ou como som inclassificável do Liga Tripa. Mas os grupos de rock mais interessantes de Brasília são: Capital Inicial, Legião Urbana, XXX e Plebe Rude. O Legião Urbana (Renato Russo, baixo e vocal; Marcelo Bonfá, bateria; Dado Villa-Lobos, guitarra) tem apenas meio ano de vida, mas todos os seus componentes já tocaram em outras bandas. Renato Russo é talvez o músico mais experiente do rock de Brasília. Autor da maioria das músicas do Aborto Elétrico, com o final deste grupo ele partiu para uma rápida carreira solo, acompanhado única e exclusivamente por seu violão.

Renato, dono de uma voz poderosa, é o primeiro grande cantor do rock nacional. Também letrista de grande originalidade (“estou cansado de ouvir falar em/ Freud Jung Engels Marx, intrigas intelectuais/ rodando em mesa de bar”), seus temas e imagens são uma reação direta às metáforas estúpidas que dominaram a nossa música popular em todo o decorrer dos anos 70. Ninguém quer mais ouvir falar em sensações das cordilheiras! A música do Legião Urbana está muito próxima do som de grupos como Joy Division, Public Image e Cure, suas principais influências.

O Capital Inicial (Heloisa, guitarra; Loro, guitarra; Flavio Lemos, baixo; Fê, bateria) já foi chamado pelas más línguas de Talking Heads do Planalto; pra mim, isso é elogio. Mas o apelido não tem muito a ver. O Talking Heads é apenas uma das influências, talvez de destaque, numa lista que inclui Cure, U2, Gang of Four, funks e baião. O trabalho das duas guitarras é fundamental para a caracterização do som do grupo. Nada de solos. Seu espaço é preenchido com riffs funky e acordes preciosos. Os vocais são feitos principalmente (pois todos cantam) pelos dois guitarristas. As letras, na sua maioria compostas pelo baterista Fê, que também foi do Aborto Elétrico, são agudas reflexões sobre o cotidiano da juventude brasiliense. Nada escapa (“quero soltar bombas no Congresso/ fumo Hollywood para o meu sucesso/ sempre assisto a Rede Globo/ com uma arma na mão/ se aparece o Francisco Cuoco/ adeus televisão“), nem mesmo a figura de Dom Bosco, um místico que sonhou profeticamente com a construção de Brasília (“O mal já esta feito/ deve existir algum jeito/ que tal elegermos um prefeito/ e matá-lo com um tiro no peito?“).

Estas letras já deram o que falar. É óbvio que a maioria não passou na censura. Mas não fica por aí. O Plebe Rude (André Mueller, baixo; Philippe Seabra, guitarra: Gutje Woorthmann, bateria; Ameba, Ana e Marta, vocais) foi preso em Patos de Minas, no período pré-eleitoral do ano passado, quando, num show dividido com o Legião Urbana, mostrou músicas como “Vote em Branco”. O vocal é o grande trunfo do Plebe Rude. O contraste entre a voz azeda do lead Ameba e o agudo das Plebetes , Ana e Marta, é explorado de uma forma super criativa. Absurdetes perdem! O som da banda é bem mais simples que o da Legião o e do Capital Inicial. Mas isso não é uma desvantagem. Torna sua música irresistível. É impossível ficar sem dançar. As letras são também inusitadas. Uma delas fala dos piratas do século XX, aqueles que andam com gravador e vídeo-cassete em punho. A única música de amor do grupo mistura declarações enamoradas com cenas de sexo e karatê . Uma versão de “God Save The Queen” louva nosso presidente e seus ministros. Mas o grande clássico o do grupo fica por conta de “Bandas BSB”, uma irônica a autocrítica da cena de rock brasiliense (“eles pensam que são tão originais/ imitando uma moda de fora”). Esta música termina com um atestado de óbito: “o rock já morreu, agora você já sabe/ não pode ser ressuscitado”.

Você deve estar perguntando o que é que essas bandas têm a ver com o punk. Nem os próprios componentes destes grupos sabem, ao certo. Perguntados se ainda a se consideram punks eles não respondem que sim, muito menos que não. O punk é uma grande influência, uma fonte inesgotável de idéias e, talvez, um passado, do qual se lembram com prazer. Os componentes do XXX (Alessandro, bateria; Bernardo Mueller, vocal; Geraldo, baixo; Jeová Stemller, guitarra) não têm motivos para tantas dúvidas. Somos uma banda punk sim, dizem, mas isso se você entender o punk como um estilo em constante evolução. O som produzido pelo XXX é, dentre os grupos de Brasília, é que mais se assemelha ao punk paulista ou carioca. Mas não se enganem pelas aparências. Entre os seu s grupos preferidos, eles citam de cara bandas como Xtc, Talking Heads e vários grupos de ska. As letras podem também lembrar o punk de São Paulo, mas refletem vivências completamente diferentes (“eu não agüento mais/ esta monotonia / o tédio está tomando conta / como uma epidemia”). O XXX foi o único grupo o brasiliense e a se apresentar na televisão local, num programa chamado Brasilia Urgente. As outras bandas já participaram de trilhas-sonoras de filmes e peças independentes, principalmente do cinema super-8 brasiliense. Desses filmes, o mais significativo é, sem dúvida, a Ascenção de Quatro Rudes Plebeus, produzido pelo Plebe Rude quando ainda não tinha o vocal feminino. O filme foi dirigido pelo baterista do Plebe, Gutje Woorthmann, e por Helena Resende (também vocalista free-lancer) e ganhou o prêmio principal do último festival de Super-8 do DF. A estória do filme, que dura 40 minutos, gira em torno de uma banda de rock que fica milionária, é roubada pelo empresário e termina como gari, levando um som com pás, enxadas e vassouras.

O rock nacional vive um momento de grande excitação. Brasília é apenas um dos focos desta agitação musical. Centenas de bandas, surgida s em todos os cantos do país, disputam avidamente um lugar ao sol. A imprensa, quem sou eu para analisar suas secretas razões, entrou com tudo na promoção do “novo fenômeno”. Já produziram até mesmo um verão do rock! Mas escutar o tão propagandeado som destes novos grupos é, com raríssimas e honrosas exceções, uma grande decepção . A música é velha , sem pique, uma sucessão interminável dos mais mamados clichês, dos mais repetidos chavões. No meio de um clima estéril como este é um alívio (e isso não é tietagem barata), escutar as bandas brasilienses. Chamá-las de punks, pós-punks, new wave, não me importa. Quem quiser que dê o nome, quem quiser que invente o rótulo. Brasília, famosa pelo tédio que acompanha seu cotidiano e pelas maquinações engenhosas do totalitarismo versão tupiniquim, produz uma música surpreendente. Guerrilha sonora no planalto central? Nada disso, Brasília ainda é o cenário ideal para a ficção científica: o cerrado contra-ataca.

Pra terminar: o Plebe Rude, o XXX e o Legião Urbana ensaiam numa mesma sala, alugada a Cr$ 2 mil cruzeiros por cabeça, de um edifício comercial de Brasília. É claro que só podem começar a tocar (o horário é dividido fraternalmente entre as bandas quando as “atividades normais” do edifício foram encerradas. O endereço da sala, para quem quiser entrar em contato com essa troupe incendiária (inclusive o Capital Inicial), é: Ed. Brasília Rádio Center, sala 2090, W-3 Norte (Setor de Radiodifusão Norte) Brasília, DF, CEP 70000.

Há 43 anos, Paul McCartney anunciava o fim dos Beatles


Há 42 anos, em 10 de abril de 1970, Paul McCartney concedeu uma entrevista ao jornal Dayly Mirror para divulgar o seu primeiro trabalho solo, McCartney (1970) e aproveitou a ocasião para anunciar oficialmente o final dos Beatles. 

Durante a entrevista, McCartney disse que não tinha planos de lançar outro disco com os Beatles ou escrever músicas com John Lennon novamente.

Os boatos sobre o fim da banda já circulavam desde o pré-lançamento do disco Abbey Road, um ano antes, mas mesmo assim o ex-Beatle deixou John Lennon, Ringo Star  e George Harrison descontentes, por ter antecipado a notícia sem o consentimento dos demais.

Na verdade, Paul disse que se reuniu com os outros membros dos Beatles um mês antes, e que Jonh lhes havia dito que estava deixando a banda. 

“Eu fui acusado de não pensar nas coisas o bastante. Quando fico entusiasmado, digo coisas que estou com vontade. Acho ótimo você fazer as coisas que quer. Ocasionalmente, falar demais pode criar dificuldades, porque você não pensa nas implicações. E eu não tinha pensado sobre as implicações. Eu estava apenas apresentado um álbum e algumas coisas que eu gostava.”, disse Paul. 

“É mais fácil, pensando em uma retrospectiva, olhar para trás e dizer que eu estava fazendo algo que estabeleceu as regras básicas para as pessoas seguirem. Hoje, uma enorme quantidade de discos são feitos assim, com pessoas gravando em seus quartos ou em suas garagens, tudo porque os equipamentos são melhores. Então, eu estava realmente lançando uma tendência, sem mesmo ter consciência ou intenção”, avaliou McCartney

Hoje acontece o Seminário Forte Cumaú: História, Arqueologia e Comunidade

O Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) realiza nesta terça- feira, 26, o Seminário Forte Cumaú: História, Arqueologia e Comunidade, que apresentará os resultados do Projeto de Pesquisa Histórica e Arqueológica para Identificação do Forte Cumaú. O projeto é realizado graças aos esforços conjuntos de agentes civis e públicos para valorização do patrimônio histórico, que fica localizado no bairro Igarapé da Fortaleza, entre os municípios de Macapá e Santana.  O evento acontece no auditório do Museu Sacaca.
As pesquisas foram desenvolvidas por uma equipe multidisciplinar, liderada por pesquisadores de diferentes instituições públicas, dentre elas a Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e o Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG). 

O Seminário visa contribuir para a difusão do conhecimento produzido, fortalecendo a participação da sociedade civil na valorização do patrimônio e na discussão sobre encaminhamentos necessários a sua proteção. 

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas antecipadamente no  Núcleo de Pesquisa Arqueológica (IEPA), em horário comercial. No dia do evento, as inscrições poderão ser realizadas no local. 

O I Seminário “Forte Cumaú: História, Arqueologia e Comunidade”conta com o apoio da Casa Fora do Eixo Amapá.

I Fest Cumaú

Com o objetivo de integrar e dar maior visibilidade ao Forte Cumaú o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Iepa, Escola Estadual Igarapé da Fortaleza, em parceria com a Casa Fora do Eixo Amapá, realizaram no mês de fevereiro I Fest Cumaú, integrado ao Festival Grito Rock Amapá 2013. A comunidade do Igarapé da Fortaleza recebeu ampla programação cultural e de formação com oficinas, debates e apresentações de artes cênicas.

Serviço:

Seminário Forte Cumaú: História, Arqueologia e Comunidade

Data: 26/03  

Horário: 14h às 18h

Local:  Auditório do Museu Sacaca – Av. Feliciano Coelho, 1509

Para maiores informações:  megalitosamazonia.blogspot.com
3212 5342, ramal 238

Programação:

14h: Abertura Oficial do Evento
Palestra 01: A história do Forte Cumaú – Dr. Augusto de Oliveira (IEPA)
Palestra 02: O Forte Cumaú e sua preservação – Msc. Eloane Cantuária (UNIFAP)
Palestra 03: O tombamento de bens arqueológicos – Sr. Djalma Santiago (IPHAN)
16h: Coffe Break
Palestra 03: Arqueologia do Forte Cumaú – Dr. Fernando Marques (MPEG)
Palestra 04: Memória e patrimônio: De quem é o Forte Cumaú? – Msc. Mariana Cabral (IEPA)
Debate: Dr. Augusto de Oliveira (IEPA), Dr. Fernando Marques (MPEG), Sr. Djalma Santiago (IPHAN-AP), Msc. Eloane Cantuária (UNIFAP), Msc. João Darcy de Moura Saldanha (IEPA). 
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Assessoria de Comunicação
(96) 8127-8495/ 3225-1281
Casa Fora do Eixo Amazônia/ Casa Fora do Eixo Amapá

Zeppelin sobrevoa as Américas

Em 20 de março de 1932, o dirigível alemão Graf Zeppelin começou a fazer vôos regulares na América do Sul. O dirigível, inventado pelo general alemão Ferdinand von Zeppelin, possuía uma estrutura interna fixa, com mesas e cadeiras, e capacidade para 20 passageiros e 40 tripulantes.

As fotos são do dirigível sobrevoando as cidades de São Leopoldo e Porto Alegre, ambas do Rio Grande do Sul.

Meu comentário: Se é impressionante hoje, imaginem naquela época. Eu é que não subiria num troço desses. 

Os 231 anos da Fortaleza de São José de Macapá (texto e fotos)


Hoje (19), a Fortaleza de São José de Macapá completa 231 anos de existência. Sua construção se estendeu por 18 anos. A fortificação foi inaugurada no ano de 1782. 

A Fortaleza foi construída com o objetivo de assegurar a conquista de terras ao norte da colônia brasileira. Ela integra uma cadeia de fortificações históricas construídas por Portugal, que passou a ocupá-la após o Tratado de Utrecht. O forte foi edificado em alvenaria de pedra e cal na margem esquerda do rio Amazonas. A obra teve início em 1764.

Após um longo período, a instituição voltou a ser ocupada pelo comando da Guarda Territorial do Amapá. O Governo Federal, em 22 de março de 1950, reconheceu a fortificação através de sua inscrição no livro do tombo histórico da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).  

Enfim, o velho Forte de Macapá é a história viva. Todas as vezes que passo por ele, dá vontade de fotografá-lo. Pena que muitos não dão o devido valor à Fortaleza de São José, que tanto embeleza e valoriza nossa capital. 

Veja fotos legais da fortificação bicentenária: 














Elton Tavares, com informações do Wikipédia , fotos próprias e de amigos. 

Há exatos 17 anos, morreram os Mamonas Assassinas


Há exatos 17 anos, morreram os integrantes da banda Mamonas Assassinas.  Os músicos faleceram em um trágico acidente aéreo em 1996. Os caras eram irreverentes , faziam um som escrachado e divertido. 

No final dos anos 80, mas especificamente em 1989. Na época, Sérgio Reoli, então funcionário da empresa Olivetti, conheceu Maurício Hinoto, irmão de Bento Hinoto.  Mauricio, ao saber que Sérgio tocava bateria, decide apresentá-lo ao irmão. 

Semanas depois, eles já planejavam a criação de uma banda. Ainda no contexto, Samuel Reoli, irmão de Sérgio, é escalado para assumir o baixo. Nascia a partir de então, a primeira formação do chamado “Utopia”.

O grupo era  uma banda especializada em covers da Legião Urbana, Titãs e Rush. Durante uma das apresentações, realizada em julho de 1990, os músicos entrariam em contato com Alecsander Alves (Dinho). Ele por sua vez, se comprometera a subir ao palco para cantar “Sweet Child O’ Mine”, do Guns N’ Roses.

Através de Dinho, os demais integrantes conheceriam Júlio Rasec, que viria a ser o tecladista do Utopia.  Paralelamente a isso, o “Utopia” passa a se apresentar na periferia da cidade de São Paulo. Aos poucos, seus membros decidem abandonar os covers, introduzindo uma série de parodias nos shows. 

Após o lançamento do primeiro e único disco, entram em contato com o produtor Rick Bonadio. Aconselhados por ele, aliás, decidem mudar o nome do grupo para “Mamonas Assassinas do Espaço”.  Felizmente a ideia não vingou, e o nome adotado passou a ser “Mamonas Assassinas”.

 Alguns dias depois, o grupo decide, enfim, enviar uma fita demo para as gravadoras Sony e Emi. No material, estavam contidas as músicas “Robocop Gay”, “Jumento Celestino” e “Pelados em Santos”.

Os caras passaram rápido por essa vida. Sacaniaram geral e fizeram a alegria do povo brasileiro. 

Aniversário de Bob Marley: o bom e velho rei do reggae faria 68 anos hoje


Apesar de não ser fã de reggae, gosto dos clássicos. E nada é mais clássico em reggae do que as canções de Bob Marley. Nascido Robert Nesta Marley, em Saint Ann, no interior da Jamaica. Ele era filho de Norval Sinclair Marley, um militar branco, capitão do exército inglês Britânico descendente de judeus sírios que migrou do Oriente Médio para a Inglaterra e depois para Jamaica. E de Cedella Booker, uma adolescente negra vinda do norte do país. 

A música do cantor e compositor Bob Marley, que se vivo faria 68 anos, foi influenciada pelas questões sociais de sua terra natal. Ele deu visibilidade política e cultural a Jamaica, muitas vezes cantando seus problemas, angústias ou em protesto. 

Parafraseando um conhecido meu: “com toda a certeza, Marley foi um dos caras mais fodas  da história, não somente na música, mas também como figura política. Bob nasceu num país pobre e cresceu em meio à miséria. Ganhou o mundo cantando a paz, o amor e divulgando os ideais do rastafári. A sua imagem e a sua música com letras contra a opressão e a injustiça são influencia direta no comportamento das pessoas de bem ao redor do planeta”. Cirúrgico. Tenho saudade dos bons papos com o dono da citação, mas essa é outra história. 

Marley foi uma das figuras mais importantes da música mundial, considerado internacionalmente um dos melhores compositores do século XX, comparado a nomes como Bob Dylan, e Lennon/McCartney. Ele morreu no dia 11 de maio de 1981, vitima de câncer, aos 36 anos de idade. Ele deixou um legado musical fantástico e uma mensagem de amor eterna. 

Emancipem-se da escravidão mental. Ninguém além de nós mesmos pode libertar nossa mente” – Bob Marley, na canção Redemption Song.

Há 44 anos, os Beatles se apresentaram pela última vez, em um terraço de um prédio em Londres


No dia 30 de janeiro de 1969, uma tarde fria em Londres, no alto do edifício sede da Apple Records, os Beatles realizaram sua última apresentação para o “público”. Na realidade eles vinham de um trágico período de gravações e ensaios num estúdio londrino, onde gravavam o filme Let It Be. As sessões foram terríveis, pois além da figura de Yoko Ono (grudada em John Lennon 24 horas), a banda estava brigando muito entre si. Desde o Álbum Branco, os quatro já não se entendiam muito no estúdio. 

Quando decidiram que Let it Be deveria ser gravado no novo, porém precário Apple Studios, os Beatles também pensaram que poderiam agir normalmente. As sessões no prédio da Apple ocorreram com mais calma, tanto que a ideia de tocar no telhado do prédio veio do próprio Lennon. Antes, Paul McCartney tinha planejado realizar um concerto no final das gravações. Locais no mundo inteiro foram vistos para o show, porém a maioria deles não havia como, ou estavam com agendas apertadas. Então amargamente, os Beatles decidiram tocar no telhado do prédio. Até Harrison, avesso a shows, gostou da ideia. 

Naquela tarde fria, os primeiros acordes de Get Back foram fundamentais para que os moradores dos prédios vizinhos viessem até a sacada para dar uma olhada naqueles cabeludos tocando rock. 

Os Beatles tocaram durante 40 minutos, até a Polícia bater na porta da Apple e um nervoso Mal Evans tentando explicar que “Os Beatles” estavam tocando no telhado da Apple. Segundo o livro “The Beatles – Biografia” de Bob Spitz, a polícia nem sequer pediu para acabar com o show, apenas solicitaram que os Beatles abaixassem o volume dos instrumentos, eu disse abaixassem, porém, como eles eram, não houve acordo e o show teve que acabar antes que eles pudessem terminar o set previsto. 

O show foi adicionado ao filme Let it Be e na realidade é o que vale a pena naquele filme. As sessões de Get Back (Let it Be) foram finalizadas, porém os Beatles não deram importância para as fitas, entregando nas mãos de Glyn Jones e depois nas mãos de Phil Spector, que destruiu tudo que eles fizeram, enfiando orquestrações e um solo de guitarra metálico para Let it Be, na qual George odiou.

Meu comentário: Não lembro onde achei o texto acima. Apesar de amar Led Zeppelin e Pink Floyd, para mim, os Beatles foram e sempre serão os maiores. O último show, no terraço, foi reconstituído no filme “Across The Universe”, onde a banda que interpretou os caras de Livepool executou a canção “All You Need Is Love”. Após 44 anos, todos nós ainda curtimos o som dos besouros e continuamos precisando de amor. 

Elton Tavares

Novo Amapá: há 32 anos, a tragédia.

Foto de um jornal da época, que não sei o nome – Fonte: Acervo do historiador Edgar Rodrigues.

O barco Novo Amapá naufragou, há exatos 32 anos, no Rio Cajari, no interior do Estado. O acidente fluvial vitimou 300 pessoas. Parece que a causa do naufrágio foi superlotação da embarcação. Tomara que desgraças assim, por imprudência, nunca mais aconteçam nos rios da Amazônia.

Hugo Boss, o Alfaiate do Nazismo ( Via site do Corrêa)


Chamava-se Hugo. Era alemão. Rondava os 40 anos quando fundou uma pequena loja de moda, em Metzingen, onde foi dado à luz.

Seis anos depois abriu falência. Desesperado, resolveu dar a volta à crise: ingressou no Partido Nazi – e a sua vida rapidamente mudou. Corria o ano de 1931.

Tornou-se fornecedor exclusivo dos uniformes negros das SS (Schutzstaffel), da Juventude Hitleriana e de outras organizações criminosas (sempre muito preocupadas com o porte e o corte). Naturalmente ganhou muitos milhões de marcos entre 1934 e 1945, e para dar conta das encomendas, a solução foi recorrer a mão-de-obra – baratíssima – dos prisioneiros de guerra.

Após a derrota do III Reich, foi processado mas sofreu uma pena pecuniária: teve de indenizar as famílias dos escravizados que haviam falecido de exaustão ou sido mortos.

O nome completo do empresário de sucesso era Hugo Boss. E os negócios prosseguiram até hoje com a mesma etiqueta na ourela.

Boss é Boss. Será que Merkel usa perfume Boss? Será que o grupo HB investe em fundos de resgate de submetidos ao IV Reich, onde o trabalho escravo começa a refazer caminho? Costumam estar em todas as linhas de investimento.


Discos que formaram meu caráter (parte 5) – Nevermind – Nirvana (1991)


Muito bem turma, estamos aqui para falar de mais um disco que marcou minha vida e com certeza a vida de muitos. Ou de pelo menos daqueles que viveram os anos “90”.

Bom, não custa nada falar que essa bolacha é também da safra de 1991. Se não me engano, já alertei vocês sobre esse ano mágico para o rock, contei também que acredito em uma conspiração divina, onde a inspiração veio e nos proporcionou uma verdadeira avalanche de bons trabalhos. Os caras das bandas relevantes fizeram de “91” (musicalmente falando) o melhor ano dos restos das novas vidas.

Sem mais delongas, vamos ao trabalho. “Nevermind” é o segundo álbum da banda grunge Nirvana, os caras já vinham de um trabalho deveras legal: “Bleach”. Mas guardaram, como dizem na gíria, o “filé”, para esse álbum. Costumo a dizer que o lugar conquistado pelos caras de Seattle no hall das grandes bandas foi conquistado com esse disco.

O disco marca a estreia de Dave Grohl (ex- Scream) na bateria da banda. Grohl levou para banda uma pegada mais porrada, ou seja, trouxe um pouco de Hardcore para dentro do Nirvana, coisa que muitos puritanos “entendedores” de rock insistem em negar, mas rock sem porrada não é rock.

Não custa nada dizer que o disco foi o maior sucesso dos caras (mais de 30 milhões em todo mundo), pois além de sua extraordinária sonoridade, a capa com a foto do pequeno Spencer Elden nadando para pegar a nota de um dólar é lembrada por muitos como uma das mais belas imagens já vistas em uma capa de disco. É o único disco da década de “90” a figurar na lista dos “200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of f ame”. Mas não tinha nem como não está.

O míssil sonoro começa logo com a clássica “Smells Like Teen Spirit”, presença obrigatória em qualquer lista de músicas de rockeiros com mais de 30, foi o primeiro single. Com essa música, o Nirvana conseguiu levar para as rádios o mais puro, sujo e cru Rock. Vai para “In Bloom” uma critica para as pessoas que ignoram o verdadeiro sentido das canções, de repente outro clássico “Come As You Are”, para muitos a melhor introdução já feita para uma canção, sua melancólica letra fala sobre a “verdade das pessoas”, ou seja, o quanto nossas vidas são recheadas de mediocridades. “Breed” (particularmente minha preferida) nós fala sobre a padronização que todos esperam das nossas vidas, ter que crescer, casar, depois ter filhos, se divorciar e começar tudo de novo, como se fosse tudo meramente programado. “Lithium” considero auto biográfica, o nome da canção faz referencia a um composto de uma medicação do tratamento que o autor (Curt Cobain), fazia para o transtorno bipolar, doença que Cobain convivia desde sua infância. Podemos ver claro no refrão quando o mesmo diz que não sabe se ama, gosta, mata ou sente falta de alguém, realmente forte. “Polly” trata de outro tema polêmico, a canção conta a historia de uma jovem de 14 anos que é raptada e torturada depois de um show de rock. 

Outras canções do disco como “Drain You”, também merecem ser lembradas, principalmente por ser uma canção que fala de amor, mas não piegas e sim como entrega total, carnal, mental, dando ombros para o que as outras pessoas vão pensar. 

Viva intensamente seu sentimento e não se importe com opiniões alheias. Um disco que fala de critica social, violência, modo de vida e de amor. Não tem outra nomenclatura que não seja “DISCAÇO”.

Enfim, mas de 20 anos se passaram e Nevermind continua atual, sendo que quase que obrigatória audição para quem se mete a “entender de Rock”. Para muitos como eu que tiveram a oportunidade de viver tudo aquilo, resta a saudade. Saudade de um tempo que não vai voltar, mas que marcou. Guardadas proporções, acredito que o Grunge encontra-se em escala de relevância junto a “Betlemania” e a ladeado ao Punk.

Conselho de amigo: escute esse disco e faça uma auto- critica. Talvez seus caminhos se encontrem. Tecnicamente falando, Nevermind é um disco Punk.

Marcelo Guido é Punk, Jornalista, Pai e Marido. Uma das poucas pessoas aonde o pensamento punk permanece vivo no coração.
* Meu (Elton) texto sobre os 20 anos do nevermind não foi tão bom quanto o do Guido, mas se alguém quiser ler, ta aí :