Poema de agora: Iconoclasta (Obdias Araújo)

melancholy (1)

Iconoclasta

A esperança
reduzida a cacos
salta aos olhos
– meu olhar sanguinolento.
O messias jaz no pó
tombado ao peso
de suas próprias falhas.
Onde a mulher
que fui buscar
no brega?
Bebi com ela
dancei com ela
dormi com ela
e só.
Despejam azeite
sobre minhas muralhas.
Soam trombetas
defronte ao meu repouso.
Lançaram sorte
sobre meu manto
e me deixaram nu.
A diaba protetora dos poetas
em menopausa beijou-me os lábios
e o cadafalso que me serve de abrigo
ameaça ruir sobre minha cabeça.
Amaldiçôo
a todos.
Troco um olhar cúmplice
com Maria – a magdalena
e exijo meu espírito de volta!

Obdias Araújo

Música de Agora: Blues Man (canção de B.B. King tocada e cantada pela Manoblues Band)

Blues Man (canção de B.B. King tocada e cantada pela Manoblues Band)

Eu viajei por milhas e milhas
Parece que todos querem me colocar para baixo
Porque eu sou um bluesman
Mas eu sou um homem bom, entendem

Fui até a estação de ônibus
Olhe para a parede
Meu dinheiro é para iluminar as pessoas
Eu não poderia ir a lugar algum
Eu sou um bluesman
Mas eu sou um homem bom, entendem

O fardo que eu carrego, oh é tão pesado
Parece que não há ninguém neste grande mundo
Que iria querer, querer ajudar o velho b
Ei, mas eu vou, eu vou ficar bem, pessoal
Apenas me dê um tempo, coisas boas virão
A espera desses, e eu esperei muito tempo
Eu sou um bluesman
Mas eu sou um homem bom, entendem

Vai melhorar – Crônica de Ronaldo Rodrigues

11846300_10200743949598690_714642589_n

Crônica de Ronaldo Rodrigues

Acordou com o calor que fazia. A energia elétrica tinha pifado e o ventilador estava parado. Ele, que tinha adormecido lendo um livro de autoajuda, falou pra si mesmo:

– Vai melhorar!

Era seis da manhã e ele poderia ficar dormindo até nove horas para levantar e ir ao trabalho. Quando a energia faltava levava quase o dia inteiro pra retornar. O jeito era se espertar e tomar um belo banho. Ou tomar um banho pra se espertar. Ligou o chuveiro, mas o chuveiro não respondeu. A água também tinha faltado. Voltou a falar consigo mesmo:

– Vai melhorar!

Teve que sair sem escovar os dentes e sem tomar banho. Quando ia chegando à parada, ele viu o ônibus que o levaria ao trabalho passando ao largo, com o motorista ignorando totalmente aquele passageiro. O próximo ônibus só passaria, numa perspectiva otimista, dali a 45 minutos. Passou um carro em cima de uma poça de lama. Imagine onde foi parar toda aquela lama! Exatamente. Na calça já encardida do nosso personagem, que falou, com os olhos em direção ao céu:

– Vai melhorar!

Chegou ao trabalho atrasado e foi recebido por um esculacho do chefe. Durante o dia, derramou café na camisa, pegou um tapa de uma colega que achava que ele a estava assediando, teve que refazer várias planilhas que estavam erradas e levou mais alguns esculachos do chefe. Tudo sem perder o otimismo, que o levava a dizer, sempre que acontecia algo errado:

– Vai melhorar!

Ao voltar pra casa, pisou num buraco e torceu o tornozelo, foi perseguido por um cachorro e levou uma mordida justamente no tornozelo machucado, quase foi atropelado por um caminhão e encontrou um credor antigo que lhe passou a maior descompostura. Ele se limitou a abaixar a cabeça e prosseguiu seu caminho, com o mesmo pensamento:

– Vai melhorar!

Chegou à sua casa, já tinha energia e água. Ele tomou o banho de que precisava, se meteu no pijama e se preparou pra ter um pequeno prazer naquele dia tão atrapalhado. Ligou a TV com a intenção de assistir a um jogo de futebol que passava sempre naquele dia e naquele horário. Ele não torcia por time nenhum, mas gostava de uma boa partida de futebol. Foi quando ouviu um locutor anunciando:

– Hoje, excepcionalmente, não exibiremos o jogo anunciado, por motivos de…

Aí já foi demais. Pegou o livro de autoajuda e tacou fogo. Enquanto olhava o livro sendo consumido pelas chamas, ficava repetindo, como se estivesse num transe:

– Vai melhorar! Vai melhorar! Vai melhorar! Vai melhorar! Vai melhorar!

UNIFAP: reitoria é acusada de golpe em professores grevistas e legaliza calendário acadêmico paralelo

User comments
Foto: Site Seles.Nafes.Com

A Universidade Federal do Amapá foi criada em 1992 e, desde então, a luta para se fazer da Universidade um lugar melhor nunca cessou. Não somente em Macapá, mas no Brasil todo, os movimentos pela melhoria do ensino público na educação sempre aconteceram. E hoje estamos vivendo mais um deles. Desde maio deste ano, docentes de 41 instituições federais de ensino superior, de todo país, entraram em greve com o intuito de formalizar um acordo com o governo federal para um reajuste linear de 27% no salário dos mesmos.

superti
Reitora Eliane Superti – Foto: Abinoan Santiago (G1 Amapá)

Nada mais justo que um professor, que seja totalmente dedicado ao cargo que exerce, ganhe melhor e tenha um ambiente de trabalho mais decente. Hoje, no país, o salário base de um professor de uma instituição como a UNIFAP é de 3 mil reais, mas, com as progressões e titulações, esse valor pode aumentar. O aumento de 15% já fornecido a eles, após a greve de 2012, foi totalmente “engolido” pela inflação. O Ministério da Educação já reuniu com o sindicato nacional dos docentes e a proposta apresentada até o fechamento da matéria era de 21% de reajuste sobre o salário.

Mas o acordo ainda não foi fechado, as negociações continuam sem data prevista para encerrar. Em entrevista à uma rede de televisão, a reitora da Universidade, Eliane Superti, informou que a greve tem previsão para encerrar em setembro deste ano, mas a representação do sindicato nacional no estado nega que exista previsão e diz que a greve continua.

img_4579
Foto: G1 Amapá

Desde que a UNIFAP aderiu à greve nacional alguns fatos tem chamado a atenção, não somente dos docentes e discentes, mas também da população em geral. Primeiramente, os cursos de direito e medicina não aderiram à greve e continuaram com as atividades até a conclusão do semestre. Sob muita pressão, através de acordos entre professores e estudantes desses cursos, concluíram os trabalhos, mesmo com os outros cursos em paralisação. Os alunos de Direito já informaram que o colegiado decidiu pela paralisação e que só retornarão com o final da greve.

Agora a polêmica é exclusivamente com o curso de medicina. A coordenação informou que pretende retomar as atividades em agosto, para todas as turmas, daqui a exatamente uma semana. A justificativa é que o curso de medicina tem metodologia diferente dos outros cursos a ponto de não se encaixar no sistema da Universidade, o SIGU, isto é, mesmo com o sistema fechado e o calendário suspenso, eles não têm dificuldades em fazer a rematrícula dos discentes, pois ela é realizada por fora do sistema.

Mas outra questão respalda o curso a continuar. A reitoria da Universidade emitiu um documento oficial que autoriza o curso de Medicina a continuar com as atividades acadêmicas, seguindo, normalmente, o calendário anterior à greve.Unifap-220x205

O professor doutor do colegiado de letras da instituição, também membro do comando geral da greve, Yurgel, explicou que o movimento será traído duas vezes, caso se confirme o recomeço das aulas dos cursos de Medicina. “Não tenho conhecimento desse recomeço das atividades em Medicina, ainda não chegou a informação oficial ao Sindufap, mas, se isso for real, é lamentável e nos sentiremos traídos. Em reunião do CONSU, quando foi decidido a suspensão do calendário acadêmico, um conselheiro do curso de Medicina afirmou que eles só queriam concluir o semestre e, após isso, o colegiado até entraria em apoio aos grevistas ”, contou. “Isso está registrado em ata, é só procurar”.

A maior parte dos alunos do curso concorda com a continuação, independente, das atividades acadêmicas, pois acreditam que, por terem metodologia diferente e atuarem na área médica, serão mais prejudicados que os outros, caso se juntem aos grevistas. “O nosso aluno precisa colar grau no tempo certo, caso contrário, ele ficará impedido de realizar a prova de residência médica que só acontece uma vez ao ano”, explicou a coordenação do curso de Medicina da UNIFAP. Porém, o curso não leva em consideração o fato de que alunos de outros colegiados ficaram impedidos de assumir suas vagas em concursos públicos nos quais forem aprovados, por não terem concluído o semestre e estarem dependendo do término da greve para colar grau e, assim, receberem o diploma.

Captura_de_Tela_2015-08-01_às_01.18.48 (1)
Foto: Jornal do Dia

A verdade é que eles se sentem diferentes dos outros estudantes, não por fazerem medicina, mas, como foi dito anteriormente, devido ao método educacional exclusivo deles na Universidade. O correto seria que a Universidade fosse uma unidade, onde todos os colegiados estivessem inclusos no mesmo sistema, para que casos de privilégios como este não ocorressem.

Ao ser questionada sobre um suposto privilégio do curso de Medicina, a coordenação respondeu: “mesmo que estivéssemos inclusos no sistema, daríamos um jeito de fazer a rematrícula, pois temos um documento da reitoria que nos permite continuar com as atividades”.10987315_747935231992978_4936930398644010264_n-220x205

O que deixa claro que houve um boicote por parte da instituição UNIFAP, ao movimento de greve.

“A Reitora da Universidade, figura membro do conselho e presidente do mesmo, estava na reunião do CONSU que decidiu pelo cancelamento do calendário. Como que após a decisão da qual ela participou, ela emite um documento que dá direito a um único curso continuar com as atividades? ”, questionou Yurgel.

“A universidade é um coletivo, é uma unidade. Nós entendemos que esses professores do curso de Medicina não precisam do salário que ganham como professores, isso é renda complementar para eles. Não querem aderir à greve dos docentes federais, mas quando é para fazer greve para melhorias no sistema de saúde pública do estado e do município, eles estão lá fazendo greve”, concluiu.

10888424_831581006901515_7708855628598737819_n
Professor Yurgel Caldas

A coordenação de Medicina afirma que tem obrigação de entregar ao governo, ao final do ano, médicos responsáveis e aderir à greve seria um ato de irresponsabilidade do colegiado. Quando questionados pela primeira sobre o retorno das aulas em agosto, a coordenação afirmou ser verdade e deu a data de 7 de Agosto para o recomeço. Mas quando a reportagem foi expondo as questões do comando de greve, dos privilégios do curso, teve como resposta da coordenação “estamos pretendendo retornar as atividades, ainda não está certo”.

A UNIFAP, além de dar um golpe aos docentes em greve, está permitindo que a instituição esteja “funcionando” com calendário paralelo, o que é ilegal. “Essa está sendo a pior gestão dos meus 12 anos de UNIFAP”, concluiu Yurgel. Não podemos admitir mais esse golpe!

Fonte: Jornal do Dia

Festa mexicana anima público jovem com DJs em Macapá

1506678_889659494441647_4054676984326481400_n

A produtora Curupira Vampiro vai realizar nesta sexta-feira (31) mais uma edição da festa “Mexicomigo”, um evento de música eletrônica com temática mexicana que pretende animar o final de semana no Amapá. Durante a festa, o público vai ser presenteado com doses de tequila e brincadeiras tradicionais do México.

A “Mexicomigo” vai ser animada pelos DJs Yaz, Luih e Alcir, que retorna ao Brasil após uma longa temporada pela Europa, onde tocou em Amsterdam e Portugal.

Serviço:

Data: 31 de julho
Local: Bar Copacabana, na Avenida Mendonça Furtado com rua Odilardo Silva, Centro
Horário: 22h
Ingressos antecipados: R$ 30
Posto de venda: Sorveteria Q Sabor, (Rua São José, Centro).

Fonte: G1 Amapá

Espetáculo infantil “Menions & Frozen” no Teatro das Bacabeiras

11739718_793191814133181_2006078343_n

A LG Produções traz para o palco do Teatro das Bacabeiras a mistura ideal entre o pop e a música clássica em uma performance ao vivo no espetáculo infantil “Menions & Frozen” e promete um show para pais e filhos.

No palco, a fusão de instrumentos populares como guitarra, baixo, bateria, teclados e instrumentos mais vistos na música erudita como o violino, o violoncelo e a viola darão conta de toda a emoção do público infantil e adulto.

Um espetáculo teatral será dividido em dois momentos, em que a banda trará ao palco as trilhas sonoras como forma de garantir a interação da plateia com os artistas. Imperdível.

LG Produções

TCE/AP recebe senhas de acesso ao Siplag do Governo do Estado

tce

A presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amapá (TCE/AP), Maria Elizabeth Cavalcante de Azevedo Picanço, recebeu ontem (23), no Palácio do Setentrião, um oficio comunicando a liberação de três senhas que darão acesso ao Sistema de Planejamento e Gestão (Siplag) do Governo do Estado, por parte do Tribunal.

O acesso ao Sistema, possibilitará que os técnicos do Tribunal possam acompanhar os registros das movimentações orçamentárias, financeiras, patrimoniais e operacionais da administração direta e indireta estadual, de forma mais célere e concomitante.

De acordo com a presidente do Tribunal, o acesso ao Siplag é uma necessidade da instituição, que há bastante tempo vinha buscando sensibilizar o Poder Executivo estadual da importância do TCE utilizar o sistema, uma ferramenta que trará avanço e mais dinamismo nas ações de fiscalização da instituição. “Recordo-me perfeitamente que, como auditora de carreira do Tribunal, ao atuar nas fiscalizações sentia na pele as dificuldades para fazer levantamentos das contas públicas, uma vez que os dados da gestão governamental tinham que ser levantados manualmente demandando um tempo enorme”, lembrou a presidente, em seu discurso.

Segundo o governador Waldez Góes, o Estado vai cumprir com a Lei da Transparência ao permitir o acesso do TCE ao Siplag. “Ainda este ano vamos regulamentar a Lei da Transparência”, informou o governador, ressaltando que também disponibilizará senhas de acesso aos demais órgão de controle do Amapá referindo-se à Assembléia Legislativa, Ministério Público e Tribunal de Justiça.

Assessoria de Comunicação TCE/AP
Contatos: 96 2101 4759/ 98101 2131

Espetáculo ‘Castelinho Misterioso’ traz universo educativo e interativo

teatro111

Por Jéssica Alves

No sábado (25) será apresentado em Macapá o espetáculo infantil “Castelinho Misterioso”, um texto original do grupo amapaense Pirlimpimpim, que pretende levar para crianças e adultos mensagens de coragem, boas maneiras e higiene pessoal, por meio de representação artística com fantasias. O evento inicia às 18h30, no Teatro das Bacabeiras, no Centro de Macapá.

O espetáculo conta a história do porco Pompo e a coelha Pampa que descobrem um castelo que transmite um mundo encantado cheio de mistérios e travessuras. No final, uma surpresa será proporcionada para o público.

“Durante a apresentação, focamos em pontos como a superação do medo, difusão cultural, higiene corporal, amizade e companheirismo. Tudo isso de forma educativa e interativa”, reforçou Rechele Amim, autora da peça.

Serviço

Espetáculo Castelinho Misterioso
Data: 25 de julho
Horário: 18h30
Local: Teatro das Bacabeiras
Ingressos: R$ 10
Classificação: Livre

Fonte: G1 Amapá

A polêmica da minha opinião sobre uma festividade, o desconhecido pop e o melindre coletivo

download

Como frisou a minha amiga e conceituada jornalista, Bernadeth Farias: NOSSA SENHORA PROTETORA DAS OPINIÕES ALHEIAS que me proteja dos loucos!

Ontem (20), após ver uma matéria sobre o Festival do Camarão, realizado há anos no município paraense de Afuá, postei no Twitter e Facebook o comentário: Sobre o Festival do Camarão no Afuá, fui em 1996. Só volto lá se for a trabalho, pois pensem numa escrotice!

Sim, fui lá há quase 20 anos e não gostei da festividade. Acontece que alguns idiotas deturparam e entenderam que falei mal da cidade. Um imbecil, que é músiimages (1)co (e nem nisso é bom), disse que fui babaca e que “opinião é igual bunda, todo mundo tem, mas não se pode sair dando por aí”. Ora bolas, quem curte pode sim! (Aliás, opinião não é crime, discriminação é), assim como eu posso falar e escrever o que quiser, desde que assuma a responsabilidade por isso.

Mas parece que minha frase abalou as pontes da cidade e seus defensores virtuais me chamaram de ‘safado, irresponsável, incompetente, burro’, entre outras coisas. Dois até me ameaçaram de morte. Trataram um comentário como reportagem jornalística e deram a ele repercussão equivalente.

Eu, como jornalista, primo pela divulgação da verdade, afinal, o cidadão precisa saber o que acontece, seja no mundo, país ou sua cidade. O dconstituicao2ireito de saber a verdade é uma das bases da Democracia. Um jornalista deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação. Mas também, lutar pela liberdade de pensamento e de expressão e, acima de tudo, valorizar, honrar e dignificar a sua profissão. Emiti opinião, falei como cidadão. Aliás, se eu tivesse elogiado, estaria tudo bem, correto?

Só para ficar bem claro, não sou preconceituoso, nem xenófobo, pois acredito que todos têm direito a morar e ter a mesma oportunidade que os nascidos aqui ou em qualquer lugar, e muito menos homofóbico, afinal tenho uma porrada de amigos gays, qimages__3__400x400ue aliás são muito legais. Citei esse último preconceito por conta de outro imbecil, que afirmou que sou um ‘otário’ por conta da afirmação. Ah, este senhor é um homofóbico e inexpressivo assistente de um competente jornalista.

Rola uma lenda urbana que este figura, o Sr. Desconhecido, que se diz pop, afanou uma câmera filmadora de um órgão, há alguns anos, além de ‘dar calote’ na praça, mas isso é outra história. O lance é audácia de um arremedo de homem falar de mim, que trabalho muito e com responsabilidade. É, alguns ainda usam a profissão apenas como artifício para estarem junto dimages (3)e pessoas importantes ou mendigar favores. É o caso do “Pop”.

De volta ao Afuá, não falei mal do seu povo ou do município e sim da festa. Mas neste admirável novo mundo “politicamente correto”, contrariar a opinião formalizada como a correta é um ‘Deus nos acuda’.

Só que, para quem não sabe ou não recorda mais o que é ter: defendo meus pontos de vista. Sempre foi assim e sempre será. Se emitir opinião é sinônimo de guerra, serei uma espécie de gladiador, pois nunca vou deixar de me expressar. O resto é melindre coletivo e surfe na onda dos outros.images (2)

Para finalizar, pontos de vista divergentes sempre rolarão, seja comigo ou com outros. Não é a minha opinião que vai tornar o Festival do Camarão bom ou ruim, barcos vão lotar, milhares de pessoas irão ao Afuá no próximo final de semana. EU não gostei. Sobre o que ‘críticos’ acham disso, realmente não me importo.

Cada um com a sua visão de mundo, só não me digam o que fazer com a minha.

Elton Tavares

Comunidade quilombola do Cunani não pode ter seu território reduzido pelo Parque Nacional do Cabo Orange

download (2)
Comunidade do Cunani, localizado dentro do Parque Nacional do Cabo Orange – Foto: Unifap

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) estão proibidos de reduzir o território da comunidade do Cunani, localizado dentro do Parque Nacional do Cabo Orange, no norte do Amapá. A decisão da Justiça Federal é resultado de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF/AP), em dezembro do ano passado. A medida também obriga os órgãos a ouvir a comunidade na solução do conflito envolvendo suas terras e o Parque Nacional.

A atuação do MPF/AP tem o objetivo de resguardar os direitos dos remanescentes de quilombo do Cunani. Habitantes da área desde 1885 – cerca de um século antes da criação do parque nacional do Cabo Orange, em 1980 –, eles não foram consultados sobre as possíveis medidas para solucionar o conflito de terras. A solução proposta pelo Incra e ICMBio foi reduzir o território dos remanescentes de quilombos, destacando-o da unidade de conservação.

Ao analisar os argumentos do MPF/AP e das autarquias, a Justiça Federal considerou “inaceitável a forma como o Incra e o ICMBio vêm lidando com a situação, através de decisões centradas em Brasília, sem a participação efetiva” das pessoas diretamente afetadas. E complementou: “é igualmente inaceitável a completa ausência de regulamentação da relação do parque nacional com a comunidade”.

Regulamentação – O juízo da Subseção Judiciária de Oiapoque convocou representantes do Parque Nacional e da comunidade. Após a audiência, concluiu ser “possível a coexistência entre a comunidade tradicional e a preservação ambiental, desde que efetivamente regulamentadas as ‘áreas’”, conforme pretende o MPF/AP.

Na decisão, a Justiça determinou que, no prazo de 60 dias, o ICMBio estabeleça normas e ações específicas destinadas a compatibilizar a presença da comunidade do Cunani com os objetivos da unidade. A decisão ressalta que não deve haver prejuízo dos modos de vida, das fontes de subsistência e dos locais de moradia da população. A comunidade e o MPF/AP também devem participar da elaboração do documento.

Quilombo do Cunani – A comunidade de remanescentes de quilombo é composta de aproximadamente 120 pessoas. Elas sobrevivem da agricultura de mandioca, extrativismo de açaí e da pesca de subsistência. A comunidade quilombola foi incluída nos limites do parque e isso põe em risco a integridade de seu território tradicional.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal no Amapá
(96) 3213 7895
[email protected]
Twitter: @MPF_AP

No Monumento Marco Zero: Exposição reúne obras inéditas do artista amapaense R.Peixe

Convite-Exposição

Por Jéssica Alves

Telas e esculturas inéditas do artista plástico amapaense R. Peixe poderão ser vistas pelo público em Macapá durante a exposição “Expressão de Tons”, que inicia na sexta-feira (10) às 20h no monumento Marco Zero do Equador, ponto turístico localizado na Zona Sul da capital. A mostra ocorre até o dia 24 de julho.

Quarenta obras são do acervo particular da família que estavam guardadas na última casa em que viveu o artista, em Natal, no Rio Grande do Norte, e chegaram ao Amapá em setembro de 2014. O artista, que ficou conhecido por retratar os cenários e elementos amapaenses, é uma das referências na cultura local e fundou a Escola de Artes Cândido Portinari, em Macapá.

Segundo o filho do pintor, Beto Peixe, durante a abertura da exposição, um quadro em branco, assinado por R. Peixe, será pintando por vários artistas que foram discípulos do artista plástico.

“Sabemos da importância destas telas e decidimos colocar à disposição dos artistas para que cada um dê sua parcela de contribuição para compor o quadro, e eles vão pintar ao vivo para a apreciação dos visitantes”, explicou.

Ele explica que a exposição conta com uma parte do acervo, que ao todo contempla 118 peças, e futuramente serão obras de novas exposições.

São muitas telas e por isso resolvemos fazer várias exposições, para que todos os amantes de artes em Macapá possa apreciar os trabalhos inéditos de R. Peixe. Nosso propósito é não deixar o seu legado ser esquecido. É uma oportunidade de conhecer mais trabalhos, incluindo os últimos quadros pintados por ele. O público terá acesso a obras nunca divulgadas e que ficaram guardadas durante dez anos”, completou.

R. Peixe

Nascido em São Caetano de Odivelas, no Pará, em 10 de julho de 1Peixe-2931, R. Peixe é conhecido, principalmente, pela sua vocação às artes plásticas, que retratam os pontos turísticos do Amapá. Entretanto, dedicou sua vida com a mesma intensidade para o futebol, o carnaval e o mundo empresarial.

De acordo com a família, aos 10 anos, ele ganhou o 1º lugar em um concurso de desenho com o retrato de Pero Vaz de Caminha, quando estudava na escola Tenente Rêgo Barros, em Belém. O artista plástico chegou ao Amapá em 1953, onde teve seis filhos. Dois deles, Betto Peixe e Irê Peixe, herdaram o talento do pai.

Em 1963, R. Peixe começou os estudos na Escola Nacional de Belas Artes. Após se formar, em 1973, o artista fundou a Escola de Artes Cândido Portinari onde foi professor até 1981. Após o término do casamento, R. Peixe viajou para a cidade de Natal, onde decidiu morar e pintar os cenários nordestinos. O artista morreu em março de 2004 e foi sepultado em Macapá.

Muitas obras do artista estão expostas em órgãos públicos do estado e no Aeroporto Internacional de Macapá. Grande parte do acervo também foi vendido para a França, Japão, Estados Unidos e Itália.

Serviço

Exposição “Expressão de Tons” de R. Peixe
Data: 10 a 24 de julho
Hora da abertura: 20h
Local: Monumento Marco Zero
Visitações: de 8h às 19h

Fonte: G1 Amapá

Justiça do Amapá se prepara para realizar a 1ª edição do Casamento na Comunidade para casais homoafetivos

--casamentos_50

No primeiro semestre de 2015, o Tribunal de Justiça do Amapá já realizou três Casamentos na Comunidade com a ajuda de uma série de parceiros. Um deles que selou a união de 61 casais ocorreu durante a Ação Global. As outras duas celebrações aconteceram dentro do Barco da Jornada Itinerante Fluvial no Arquipélago do Bailique.

Só este ano, 127 casais disseram o “sim” e confirmaram sua união oficialmente. Desde que o programa Casamento na Comunidade foi implantado pela Justiça do Amapá, em 2005, mais de dez mil casais já oficializaram a união.--casamentos_35

E pensando em garantir os direitos dos casais homossexuais, o Judiciário fará a 1ª edição do Casamento na Comunidade para os casais homoafetivos. As inscrições devem iniciar em agosto e a realização da cerimônia será em setembro, com datas ainda a serem definidas.

Uma Comissão Organizadora foi instituída para atuar nos preparativos para propiciar uma cerimônia inesquecível. “Quero que seja muito bonito, festivo, algo que emocione. É um absurdo entender que as relações conjugais homoafetivas devem ficar à margem e na informalidade. Não há união mais profunda que o casamento e ele deve ser possível para todos os cidadãos desimpedidos, sem discriminação. Os homossexuais não são classe de pessoas inferiores e segregadas. A sociedade não é estática. Ao contrário, é dinâmica e em permanente mudança”, ressalta a Presidente do TJAP, Desembargadora Sueli Pini.

--casamentos_49Inicialmente a ideia é utilizar a Fortaleza de São José de Macapá como palco desta celebração, mas a Presidente, Desembargadora Sueli Pini, enfatiza a necessidade de ouvir os casais. Portanto, após o período das inscrições, acontecerá uma reunião para que os inscritos possam opinar e ajudar a criar esta solenidade.

“Nós não seremos o primeiro Tribunal do Brasil a realizar, mas não queremos ser o último a fazê-lo. A cerimônia é civil e o Estado, bem sabemos, é laico. Assim, respeitando as posições de cunho religioso, espera-se, igualmente, o respeito ao direito dos homossexuais de serem abrigados no âmbito do Direito de Família, e não apenas no campo do direito obrigacional como era o arranjo. Então fica aberto o convite”, finaliza a Presidente do TJAP, Desembargadora Sueli Pini.

--casamentos_47A Decisão do STF e a Resolução nº 175, de 14 de maio de 2013, aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) obrigam os cartórios de todo o Brasil a aceitarem a celebração de casamentos civis de casais do mesmo sexo ou permitir a conversão da união estável homoafetiva em casamento.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro foi o responsável por realizar o maior casamento comunitário homoafetivo com 160 casais oficializando sua união civil, em dezembro de 2014.

Texto: Andréa Maciel
Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça do Amapá