Música de hoje

A n d r é M o n t’ A l v e r n e
Antes de chegar na música, resolvi falar um pouco sobre a artista que canta na “Música do dia” de hoje. Acho que é válido.
Seguinte… uma voz aveludada e potente que lembra demais as cantoras do soul music americano. Ela parece se preocupar com o tom de cada sílaba que sai da sua boca. Estou falando da cantora inglesa Adele, de 23 anos, que está no topo das paradas dos Estados Unidos, Reino Unido e em vários outros países com o álbum 21.

O nome completo dela é Adele Laurie Blue Adkins. A cantora é pós-graduada pela Universidade Britânica de Arte e Tecnologia – mesma escola onde estudaram Kate Nash, Jessie J e Amy Winehouse.

Conheci Adele esse ano, ou melhor, conheci “Rolling in the deep” através dos vários covers que existem no YouTube. É uma música-hino, linda, forte e que fala de amor pra quem gosta de fechar os olhos e sentir o som penetrando na alma, como a maioria das canções de Adele.

Em uma entrevista para a revista OUT!, ela afirmou que não se considera uma cantora. “Eu sempre digo que eu sou uma mulher que canta, em vez de uma cantora. ‘Cantora’ é uma palavra muito grande pra mim. Minha interpretação de uma ‘cantora’ é Etta James, Carole King e Aretha Franklin”, conta Adele.

As comparações com a Amy Winehouse pipocam nas revistas, sites e no mundo da música em geral, o que eu posso dizer, é que ela parece ser mais sóbria e é muito… muito mais bonita.
Eu estou gostando tanto de Adele, que já me refiro a ela com o carinhoso apelido de “AMINHA”.
Com vocês, ASUA e ANOSSA…

ADELE – “ROLLING IN THE DEEP”


Música de hoje



Segunda-feira Triste

Composição: Gilbert / Morris / Sumner / Hook

Como é a sensação de me tratar do jeito que você me trata?
Quando você pôs as mãos em mim
E me disse quem você é
Pensei que estava enganado
Pensei ter ouvido tuas palavras
Me diga como eu me sinto
Me diga agora como eu me sinto

Aqueles que vieram antes de mim
Viveram suas vocações até o fim
Do passado até sua compleição
Eles não virarão mais as costas
Eu ainda acho tão difícil
Dizer o que preciso dizer
Mas tenho total certeza de que você vai me dizer
Exatamente como devo me sentir hoje

Vejo uma embarcação no porto
Eu posso obedecer e obedecerei
Mas se não fosse por sua infelicidade
Estaria me sentindo divinamente bem hoje
E eu pensei que estava enganado
E eu pensei ter ouvido você falar
Me diga como eu me sinto
Me diga agora como eu me sinto

Agora estou aqui, em pé, a espera…
Pensei que tinha dito a você para me deixar
Enquanto desço a pé até a praia
Me diga como é a sensação
Quando esfria o seu coração

Uma análise do Coringa

Vou tentar me ater apenas à sua personalidade mais marcante eternizada em A Piada Mortal e revisitada em O Cavaleiro das Trevas.

Pode-se supor que algumas características de sua personalidade foram atenuados com a loucura e que seus lampejos de insanidade o levaram até o acidente que deixou ele daquela maneira.

Não devia ser muito ganancioso, talvez chegando ao ponto de só se dar conta que precisa do dinheiro quando ele realmente fizesse falta.

Muito emotivo, na grande maioria dos casos, ele não teria controle sobre os seus sentimentos, agravando sua impulsividade.

Não deve ter tido muitos amigos, mais por falta de iniciativa própria do que por qualquer outro motivo. Isso pode acabar levando-o a ter seu relacionamento com mulheres quase todo resumido à prostitutas, o que talvez o tenha levado a ter um contato mais freqüente com o submundo de Gotham.

A aparência, caso não tenha sido originada pelo acidente químico, é a personificação do medo que ele poderia ter por palhaços na infância. Já sua violência e a predileção por facas e armas de combate corpo-a-corpo devem ter vindo após isso, como um alimento para seu lado mais sádico e como um amplificador da sensação de medo que o Palhaço do Crime poderia gerar.

A característica de “ser como um cão perseguindo carros, que não sabe o que fazer quando os alcança” ou em outras palavras, alguém que age por impulso, sem planos deve ser uma das coisas que formavam o homem antes do coringa.

Uma pessoa impulsiva, provavelmente humorada que demorava muito para perceber o que fez foi certo ou errado, já que era a adrenalina quem comandava suas ações.

Infância violenta pode ser a responsável pela tendência a encarar tudo como uma piada, característica essa que também deve ter sido sufocada pela timidez.

Com certeza usava isso tudo para mascarar suas timidez e insegurança.

E é disso que provavelmente é e foi formada a mente de um dos mais icônicos e importantes vilões da história dos quadrinhos.

As coisas que acontecem na internet a cada 60 segundos

As coisas que acontecem na internet a cada 60 segundos
Mais de 13 mil horas de música são tocadas através do Pandora.
Mais de 1.200 novos anúncios são postados no Craigslist.
370.000 minutos de conversa por voz no Skype.
São criadas mais de 320 novas contas no Twitter e 98.000 tuítes são publicados.
São criadas mais de 100 novas contas no LinkedIn.
Um novo artigo é publicado no Associated Content do Yahoo.
Mais de 6.600 imagens são enviadas para o Flickr.
O WordPress é baixado mais de 50 vezes. São mais de 125 plugins baixados no mesmo tempo.
Mais de 695.000 atualizações de status são publicadas no Facebook. Dentre elas, 79.364 postagens no mural e 510.040 comentários.
O Firefox é baixado mais de 1.700 vezes.
São feitas 694.445 buscas no Google.
São enviados 168.000.000 de emails.
Mais de 60 blogs são criados e mais de 1.500 posts são publicados.
Mais de 70 novos domínios são registrados.
Mais de 600 vídeos são enviados ao YouTube totalizando mais de 25 horas de conteúdo.

Perguntas são feitas na internet: mais de 40 no Yahoo Answers
Mais de 13.000 aplicativos são baixados para o iPhone.


Mais de 20.000 novos posts são publicados no Tumblr.
Uma nova definição é adicionada ao Urban Dictionary.
Mais de 1.600 leituras são feitas no Scribd.
(Infográfico da Shangai Web Designers com informações dos EUA.)

Nostalgia

Antônio Prata – Folha de São Paulo – 15/06/11

A nostalgia não é um dos sentimentos mais em voga na praça. Talvez porque, como já escrevi noutra crônica, ela seja uma espécie de caldo Knorr emocional: um tempero artificial, mistura de esquecimento com saudade, que garante cor e sabor a situações que, quando vividas, lá atrás, nem foram assim grande coisa.

Há também, acredito, outra razão para a desvalorização da nostalgia: por voltar nossos olhos ao passado, ela atua como uma âncora, impedindo o movimento “para o alto e avante”, direção na qual nos empurram os impulsos mais de acordo com o nossa época: a ambição, a ganância, a curiosidade.

Eu tenho cá minhas ambições, minha ganância, muita curiosidade, mas confesso que levo sempre no bolso dois ou três tabletes de nostalgia. Não por pensar que o passado seja melhor que o porvir -torço pelo contrário; acredito no contrário-, mas porque o passado é a matéria da qual somos feitos; é só o que temos. Se pudermos optar, melhor conservá-lo mergulhado em poesia do que protegido por naftalina, não?

Ao contrário do que alegam seus detratores, a nostalgia -pelo menos, a vertente que eu pratico- não é necessariamente uma visão empobrecedora da vida. Fellini nada em rios de nostalgia e, no entanto, ninguém pode acusar “Amarcord” ou “8 e «” de edulcorarem a infância, pode? A violência está lá, a confusão, o desamparo. Mesmo assim, tudo é belo, trabalhado pelas mãos do grande artista.

Pragmático leitor, sejamos nostálgicos! Se não estivermos um tanto bêbados, de vinho ou poesia, como sugeriu Baudelaire, a vida vira um mero trajeto do pó ao pó, com escalas por unhas encravadas e planilhas Excel. Sem um mínimo de trapaça no olhar, nada resiste a um exame mais apurado. Roma é uma gritaria em meio a ruínas. Napoleão, um baixinho nervoso. Marilyn, uma bêbada chata. Muito provavelmente, Fellini nunca teve um tio doido e narigudo que subiu numa árvore, os bolsos cheios de pedras, gritando “Eu quero uma mulher! Eu quero uma mulher!”, até ser resgatado por uma freira anã. Por isso temos a arte, para isso a nostalgia; para transformar o Miojo sem graça de nossas existências em algo mais próximo das “fotos ilustrativas” das embalagens, enfiando douradas coxas de frango e tenros filés onde havia somente farinha de trigo e gordura vegetal hidrogenada.

Penso essas coisas todas porque, em algumas semanas, mudo-me deste apartamento. Agora mesmo, enquanto escrevo, percebo-me melancólico como o diabo, olhando as paredes ou os vasos da varanda como uma paisagem da janela de um trem.

Passei aqui uma década. Cheguei com 23 anos -um aparelho 3×1 que ainda rodava as fitas gravadas na adolescência-, saio com 33 – previdência privada e alguns fios de barba branca. Debaixo deste teto, escrevi quatro livros, briguei com um amigo, fiz as pazes, tive o coração partido e colei seus pedacinhos.

Aqui, reencontrei o amor, casei e daqui me mudo, para uma casa maior, como convém, com um quintal e um gramado, onde correrão meus futuros filhos e os rios de nostalgia que, em seu devido tempo, brotarão por entre as plantas.”

Conan – O Bárbaro

Conan – O Bárbaro (Conan – The Barbarian) ganhou o seu primeiro comercial de TV. Se a ideia era encher o vídeo de informação, a Lionsgate começou bem. Veja:

No filme inspirado na criação de 1932 de Robert E. Howard, Conan parte pelo continente de Hibórea em busca de vingança pelo assassinato de seu pai e a destruição de sua vila. No elenco estão Jason Momoa (Conan), Rachel Nichols (Tamara), Stephen Lang (Khalar Zym), Rose McGowan (Marique), Bob Sapp (Ukafa), Ron Perlman (Corin) e Leo Howard (Conan jovem).

Marcus Nispel (Sexta-Feira 13) dirige a volta ao cinema de Conan, que está marcada para 19 de agosto nos EUA e 16 de setembro no Brasil.

FONTE: http://www.omelete.com.br

Homem solteiro à procura

Quarentão romântico. Situação financeira boa, artista de inteligência aguçada, magro, cabelos e barba ruivos (rala) pretendendo morar em Hollywood para dirigir filmes daqui a cinco ou seis anos.

Apaixonado, bem-dotado, procura uma companheira inteligente, careta, trabalhadora, sedutora, sem preconceitos, adulta intelectualmente e com vivência do mundo contemporâneo. Não importa que tenha filhos, pois serão meus também. Tenho de vez em quando uma cruz (+) na glicofita e saúde quase perfeita. Ansioso para nessa idade encontrar uma companheira para vivermos juntos e felizes.

Espero resposta pela Caixa Postal m. 743.

Raul Seixas

O Baú do Raul – Revirado, pág 184, Ed. Ediouro

“Nós Vamos Invadir Sua Praia”- Andréa Ascenção

Entre as primeiras músicas que me lembro de tentar cantar quando criança estão “Nós Vamos Invadir Sua Praia”, “Inútil”, “Marylou” e “Independente Futebol Clube”. Todas essas faixas estão contidas na estreia dos paulistas do Ultraje a Rigor em 1985. Lá pelos 6, 7 anos eu ficava ali enchendo o saco das minhas irmãs mais velhas enquanto elas desvendavam o rock nacional junto com a sua turma de amigos. Diversão garantida para um pentelho de plantão.
O Ultraje comandado pela mão forte de Roger Moreira teve uma grande influência em toda a constituição do rock nacional dos anos 80 e, por conseguinte (ainda que em menor escala) do que se formatou depois. Com um disco inicial que não pode ganhar outra alcunha senão matador, o Ultraje vendeu muito e com a sua verve bem humorada e crítica cravou algumas pequenas pérolas da história do rock brazuca. Faltava alguém contar essa história para os mais novos.
A jornalista Andréa Ascenção (ela mesmo uma jovem nascida em 1986) resolveu contar a história da banda e o resultado é o livro “Nós Vamos Invadir Sua Praia” que tem 352 páginas e ganha lançamento esse ano pela Editora Belas-Letras. Para tanto, Andréa mergulhou na literatura disponível sobre o movimento da época, assim como em reportagens de jornais. O extenso trabalho contou com entrevistas, idas a shows e fuçadas em curiosidades e novidades.
O projeto gráfico do livro elaborado por Celso Orlandin Jr. é muito bem realizado. Colorido ao extremo e com diversas fotos espelha bem a imagem divertida que a banda sempre passou (por mais que às vezes pareça meio revista “Capricho”). Mostra também a capa dos discos, as músicas que fazem parte e espalha as letras no final da obra. Como a carreira do Ultraje nunca foi fértil em discos, essas inclusões acabam ajudando mais do que atrapalhando no final.
Mesmo com os pontos bacanas que o livro traz, nem tudo é só alegria. A condução do texto incomoda em algumas passagens pela quebra de ritmo e a inclusão de muitas vírgulas, o que prejudica a agilidade em que o texto funcionaria melhor. Algumas páginas também poderiam ser suprimidas, pois trazem informações pouco relevantes como a narrativa de um programa de perguntas e respostas na MTV. Por mais que a intenção seja boa, não consegue dizer para que veio.
Os pequenos detalhes negativos, no entanto, não diminuem muita coisa em “Nós Vamos Invadir Sua Praia”. Com a participação ilustre de Kid Vinil e Lobão, Andréa Ascenção passeia bem por todas as formações do grupo e expõe, ainda que em segundo plano, um perfil do líder e fundador Roger Moreira que guiou a carreira da banda acreditando nas suas concepções e sem abrir muita margem para aquilo que não gostava, o que convenhamos é coisa bem rara de se ver.

Parabéns Fernando Canto!

Hoje é aniversário do escritor, compositor, poeta e sociólogo Fernando Canto. Parafraseando Vinícius: O branco mais preto do Laguinho, bairro de Macapá que ele adora descrever. O “Barba”, como o chamo carinhosamente, é um amigo que admiro. Costumo brincar dizendo que, se um dia eu escrever 25% do que ele escreve, estarei realizado como jornalista. Orgulho-me de freqüentar sua casa e ter a amizade dele, de sua esposa e seus filhos.

Funcionário da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Fernando também faz parte do Grupo Pilão, lendária banda amapaense. Ele já venceu muitos festivais de música com suas composições magníficas. Foi parceiro dos principais compositores do Amapá e publicou diversas obras literárias. Paraense de Óbidos, o Barba é amapaense de coração.

O homem possui a prosa na ponta da língua e a poesia nas mãos. Em todos os churrascos e cervejadas que participei em sua residência, o Barba sempre levantou assuntos interessantes, pois possui um papo muito legal. Malandrosamente, sempre tem uma boa sacada ou colocação inteligente e engraçada sobre qualquer tema.

Não faz muito tempo que o jornalista Renivaldo Costa disse: “Fernando Canto é nosso maior poeta!”, concordo plenamente. Em seus fantásticos escritos, o Barba poetiza, satiriza e relata as peculiaridades do Amapá, seja sobre amigos, histórias do Boêmios do Laguinho (sua escola de Samba do coração), do próprio bairro, homônimo a escola ou sobre o Bar do Abreu, reduto de intelectuais que adoram “molhar a palavra”.

Já li o livro “Adoradores do Sol”, de sua autoria, diversas vezes. Fernando deu o seu quinhão para a cultura amapaense, ele inventou e desinventou, musicou e escreveu, sempre esbanjando poesia e talento incontestável. Trocando em miúdos, Fernando Canto é PHoda! Não é á toa que costumo dizer que sou um grande fã dele. Feliz aniversário, mestre Barba!

Elton Tavares

“Os patos”, de Rui Barbosa – por Zeca Baleiro

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
“- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.”
E o ladrão, confuso, diz:
“- Dotô, eu levo ou deixo os pato?”
Zeca Baleiro, faz essa mesma citação em sua música “Vô Imbolá”, mas num contexto diferente que pode-se aplicar muito bem ao nosso dia-a-dia, principalmente aos bucéfalos anácronos:
“- Como é por ignorância transito, mas se fosse unicamente para menoscabar de minha alta prosopopéia, dar-te-ia um soco no alto da sinagoga que por-te-ia mais raso do que solo pátrio!”

O fino da grossura

Por Nelson Motta
Pornopopéia, de Reinaldo Moraes, é o melhor romance brasileiro que li – às gargalhadas – nos últimos anos. Um diretor de comerciais decadente e louco por sexo, drogas e encrencas, se envolve com uma seita de surubrâmanes e mergulha em uma epopeia tragicomicossexual de 480 páginas em que a invenção literária, a cultura pop e o rigor da linguagem estão a serviço do humor e da crítica social com uma graça e uma grossura raramente vistas juntas em nossas letras. É o fino do grosso.
É como se Henry Miller e Bukowski tivessem fumado, bebido, cheirado e viajado de ácido com o devasso Zeca pelo submundo de drogados, bebuns, putas, travecos e traficas da noite paulistana.
Como um Ulisses doidão, priápico e bagaceiro, Pornopopéia é movido por uma sucessão vertiginosa de acontecimentos e narrado em monólogos interiores elaborados com linguagem forte, ágil e precisa, em que Zeca relata sua epopeia pornoescatológica debochando de suas próprias metáforas e hipérboles, avacalhando o seu relato aparentemente caótico, mas baseado em uma sólida estrutura e em personagens tão sórdidos e patéticos quanto divertidos e sedutores. Poucas vezes tanta baixaria foi elevada a tais alturas.
Sem ser um livro de humor ou de sacanagem para excitar o leitor, o guia de autodestruição de Zeca dá alta ajuda para risos e gargalhadas ao evocar as forças selvagens da sexualidade e do desejo com crueza e sofisticação, oferecendo diversos níveis de leitura, entremeando a narrativa com haikais sensacionais, jogos de linguagem de pura bobagem e pensatas baratas que o próprio narrador tem prazer em desmoralizar, só para dar uma alegria extra ao leitor – além da trama eletrizante e dos personagens movidos a sexo, drogas e imaginação em doses cavalares.
Politicamente incorreto, o Ulisses bagaceiro de Pornopopéia é existencialmente incorretíssimo, química e sexualmente insaciável e literariamente inesquecível, proporcionando um prazer intelectual só comparável aos êxtases que o sexo bandalho e as substâncias proibidas dão a Zeca na epopeia que vive dentro de si mesmo e da cabeça do leitor.

HOJE: RADIOPHONE NO BAR DO FRANCÊS.

Com um repertório “cover”, que vai de indie rock, brit pop, alternativo e outras vertentes do rock, a banda Radiophone arrebentou na semana passada. Pra quem não viu, hoje tem de novo.
Ouvir um som bacana, conversar com os amigos e tomar uma cerveja gelada é uma boa depois de um cansativo dia de trabalho.
Pra quem não sabe: O Bar e Pizzaria do Francês fica na esquina da Jovino com a Ernestino Borges, no centro de Macapá.
Mas que horas começa? às 21:00 hs
Vai ser legal… Bora lá!

Feliz aniversário Paulo Tavares!

Paulo Penha Tavares
Hoje é aniversário do meu tio, Paulo Roberto Penha Tavares, o irmão caçula do meu saudoso pai. O cara se define como: “Contador e Administrador de Empresas, inquieto, sempre em busca de mais conhecimentos para entender melhor o mundo em que vivo”. Concordo, ele é assim mesmo. Mas o tio é muito mais que isso, ele é um cara, no mínimo, admirável (sem qualquer tipo de puxasaquismo). Bom, vou explicar:
Paulo é um profissional competente e um empresário de sucesso. O cara é viciado em informação, apaixonado por viagens, cultura, culinária e, como eu, não acompanha a moda (e nem por isso deixa de ser elegante). É um homem muito educado, ambicioso e aplicado, pois trabalha mais que garçom de formatura.
Além disso, Paulo foi, é e acredito que sempre será um estudioso, nerd mesmo (nos dias de hoje todo mundo quer ser nerd), pois ele lê muito, possui dois cursos superiores e caminha para o terceiro canudo, sem falar em pós-graduações. Ah, outra característica marcante deste cidadão é a honestidade, ele é daqueles que nunca burlam as regras, nem consigo imaginá-lo praticando algo ilegal.
Meu tio também ama os prazeres da vida, adora boa música, cerveja gelada e, sobretudo, sua família. Em certos momentos, o acho meio frio, mas basta iniciar eu qualquer diálogo que ele logo se solta e se tiver umas cervas, DVD do Chico, João Bosco, ou outros dos nossos velhos amigos rolando, é muito firme.
O mais bacana de tomar umas com ele, tia Maria e tio Pedro é como consigo enriquecer meus conhecimentos, escutar histórias sobre pessoas da antiga Macapá e se tiver o Emerson para nos fazer rir então, a festa está completa. Voltando ao nosso aniversariante, admiro o Paulo por muitas razões, mas seu apreço pela família é certamente a maior delas, principalmente com a minha avó, sua esposa e suas três filhas, minhas lindas primas queridas.
No poema “Filtro Solar” (não sei quem é o autor) tem uma passagem que diz: “Seja legal com seus irmãos, eles são a melhor ponte com o passado e provavelmente quem sempre vai te apoiar no futuro”. Meu pai que o diga, pois lembro que o Zé Penha, antes de partir, precisou e o Paulo estava lá conosco. Em nome dele, eu só posso dizer muito obrigado!

Paulo e nossa matriarca, Perolina Penha Tavares
Tio, podemos discordar em algumas coisas, ver e viver de forma diferente, mas acredite, eu e Emerson amamos você. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Governo estadual inicia obras da rodovia Norte/Sul em Macapá

Foto: Márcia do Carmo

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, participou, nesta quarta-feira, 25, da solenidade que marcou o início da obra da rodovia Norte/Sul, que interligará a zona Sul à zona Norte de Macapá. O objetivo da pavimentação é melhorar o tráfego dos moradores da zona Norte que precisam atravessar a capital amapaense diariamente.
A autopista consiste em sete quilômetros de via dupla, moderna, com todo aparelhamento de infraestrutura, ciclovia, canteiro central e iluminação. O valor da obra, que será dividida em duas etapas, é de R$ 40 milhões. O dinheiro é fruto de um convênio do governo estadual com o Ministério das Cidades. O investimento do Estado é de R$ 5 milhões.
De acordo com o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio La-Roque, a previsão de conclusão da primeira etapa, iniciada nesta quarta-feira, 25, é de 180 dias, onde serão executados dois quilômetros de rodovia. A segunda parte dos serviços contará com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), na ordem de R$ 35 milhões, que serão liberados após o término da primeira fase.
“Essa obra marca um novo momento no setor viário de Macapá. Ela só foi possível pelo esforço e boa vontade política do governo, que tem se empenhado para não perder recursos federais”, pontuou Sérgio La-Roque.
Para o titular da Secretaria de Estado da Infra-Estrutura (Seinf), Joel Banha, que trabalha em conjunto com a Secretaria de Estado de Transporte (Setrap), a rodovia irá dinamizar o trânsito na capital amapaense.
“Em somente cinco meses de governo, nós estamos mostrando para a população que com vontade as coisas podem ser executadas, é a capacidade de ação do governador Camilo Capiberibe. A rodovia vai desafogar o trânsito na zona Norte”, destacou Joel Banha.
Segundo o governador, a obra é muito importante para a capital amapaense. Camilo Capiberibe explicou, durante o seu pronunciamento, que está trabalhando para organizar o Estado em todas as frentes.
“Queríamos fazer mais do que somente iniciar a rodovia Norte/Sul aos cidadãos de Macapá, gostaríamos de discutir o eixo viário da capital amapaense, assim como estamos fazendo com o município de Santana, mas ainda não tivemos resposta para essa nossa sugestão. Não tem problema se não quiserem trabalhar conosco, no segundo semestre nós vamos asfaltar Macapá, independente dessas questões”, enfatizou o governador.
Descaso da gestão passada
O projeto da rodovia Norte/Sul está pronto há anos, mas por falta de vontade política, a licitação da obra nunca foi realizada. Após adequações no projeto original, a Setrap, em parceria com a Seinf, finalmente executam a obra.
“Essa iniciativa que tomamos em fazer a rodovia poderia ter sido tomada antes, e não foi. Mas, não interessa porque eles não o fizeram, o importante é que nós estamos fazendo”, afirmou o governador.
O reconhecimento do Judiciário
O juiz federal, João Bosco, elogiou a gestão do governador Camilo Capiberibe. Conforme o magistrado, a coerência e atitude do Executivo, que está trabalhando integrado com as demais instituições, firmando parcerias e respeitando as atribuições de cada um dos poderes, faz com que obras como a rodovia Norte/Sul se concretizem.
“Estamos vivendo uma nova dinâmica. Não tenho dúvida que o governador Camilo Capiberibe transformará o nosso Estado em um grande canteiro de obras, gerando empregos e desenvolvimento social. O Amapá terá dois momentos, antes dessa gestão e depois deste governo. Estamos virando a página da ineficiência”, disse o juiz federal.
Prestigiaram a solenidade, além do juiz federal João Bosco, a primeira-dama do Estado, Cláudia Capiberibe, o deputado estadual Aguinaldo Balieiro e parte do secretariado do governo estadual.
Elton Tavares
Assessor de Comunicação Social
Secretaria de Estado da Comunicação Social