A diferença entre amigos e chegados

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Aprendi a ter amigos longevos. Mas para isso, de vez em quando, é preciso dar um tempo deles. Pois mesmo os bons companheiros, precisam de uma pausa no convívio. Noutros casos, existem aqueles chegados otários que todo mundo tem, que a gente convive em um determinado grupo social, mas que a gente nem curte, só atura.

Como dizia meu avô, é preciso ser água, que passa por entre as pedras no caminho. Sim, sigo neste aprendizado. Hoje em dia, brigo menos e ignoro mais. Aliás, eu, você ou qualquer um pode ser aquele amigo antipático de alguém na opinião de terceiros.

Quem me conhece, sabe: tenho palavra. E odeio papo furado. Tento manter uma boa relação com todos, mas não gosto de blá, blá, blá, leva e traz e coisas do tipo.

Outros, que se dizem amigos, mas não passam de parceiros de birita ou algo assim, devem ser tratados como tal. Aprendi também que parcerias de ocasião também são formas de consideração, algo menos visceral, mas não deixa de ser.

Entre estes “chegados”, tem muito nego que precisa inventar que é foda. Estes mentem e tentam diminuir os outros para se auto afirmarem. E é o pior tipo, pois se acham safos, mas são otários. Suas personalidades são mutáveis e suas palavras um risco na água.

Muitos que você pensou ser ou foram amigos no passado, tornaram-se chegados. Entre estes, no ápice da babaquice, ACHAM que fazem de você “Pateta” e elegem a si próprios como Mickeys. Ledo engano. Na maioria das vezes, só tem inveja de ti. Dá pra aturar, só não dou muita confiança.

Tenho amigos que quero sempre junto a mim, eles energizam o ambiente. Amizade é um bem precioso, portanto, cuide daqueles que lhes são caros. Mas somente os que são amigos de mão dupla, pois a reciprocidade é fundamental.

Elton Tavares

O truque – Régis Sanches

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Lula ensinou a Dilma um truque precioso. Não assumir nenhuma das acusações. Tal qual seu mestre, a pupila nunca sabe de nada, e todas as denúncias serão apuradas e os culpados punidos. Foi assim com Lula nos episódios do mensalão e dos aloprados do PT. Aconteceu com Dilma em todos os sapos que ela teve que engolir”, Régis Sanches. Concordo!

As Bodas do Bacabeiras – Via @alcileneblog

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Foto: Camila Karina

 

Por Alcilene Cavalcante

Nosso imponente Teatro das Bacabeiras completou 25 anos nesse dia 09.03.15. Luta de muitos anos e de muitas pessoas.

Desde criança, lembro-me de meu pai e seus amigos, ligados à cultura, brigando pela construção de um teatro no Amapá. Lembro de seu trabalho no projeto de criação do Teatro, que seguia, internamente, o modelo do Teatro João Caetano, do Rio de Janeiro.

Há muito que festejar junto com o Bacabeiras. Sua inauguração elevou o patamar da cultura do estado, como grande equipamento cultural que é. Espetáculos teatrais, de dança e shows musicais passaram a ter um espaço digno.

Pouco foi feito nele para fomentar o aparecimento de novos talentos, nas várias categorias, principalmente nas artes cênicas.

Em poucos momentos de sua existência, foi lhe dada à importância devida, e a garantia uma gestão executiva e competente.

E hoje, nos seus 25 anos, há muito que reclamar.

O belo e imponente Teatro das Bacabeiras encontra-se em precárias condições para receber espetáculos e eventos grandiosos. O ar condicionado não funciona e a manutenção é básica, está bem aquém do que é necessário para uma casa de espetáculos de seu porte.

Amamos o Teatro das Bacabeiras e o queremos eternamente belo, imponente e digno de qualquer espetáculo.

Fonte: Alcilene Cavalcante

É preciso mais amor e mais ação – Por @genifrota

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Por Geni Frota

“Se gosta de mim ou se me ama, favor mostrar: em ação, em gestos concretos; já passei da idade para acreditar em teorias sobre o amor. Anotado?” – (Frase de Raimundo Vales – @raimundo_vales – em sua conta no microblog Twitter)

As gerações recentes conquistaram uma grande vantagem sobre as gerações passadas, que hoje se encontram na “meia idade”: não lhes foram apresentados com tanta veemência os contos de fadas e suas ideias de finais felizes.

Sim! Essas crianças que hoje estão se jogando ao hedonismo foram salvas da ideia patética e auto destrutiva de achar que precisamos primeiro sofrer para depois (lá no final) sermos felizes.

O amor inspira urgência. Inspira “desejo, necessidade, vontade” (como diria qualquer Titã). Inspira o aqui e agora para ser vivido. Quem em sã consciência pode querer esperar para amar e ser amado?

A vida é bela (curta!). É preciso urgência para viver.

E nossos bons e velhos contos de fadas deixaram uma moça crescer numa torre, a outra dormindo por 100 anos, a outra também dormindo sabe-se lá Deus por quanto tempo… Todas esperando! E dormindo ou presas.

Não sou feminista. Jamais daria conta de sê-lo. Mas acredito que nós mulheres merecemos melhores modelos de experiência amorosa. Pior ainda para os pobres dos meninos, que ficaram com toda a responsabilidade de conduzir o amor perfeito e o tal “final feliz”. Que peso terrível sobre eles. Nem é justo.

O amor inspira cumplicidade. O amor inspira vontade de dois. O amor necessita de dois (ou mais!), senão “fica faltando um pedaço” (como diria qualquer Djavan).

O amor é benigno. Não quer o mal.

Se apaixonem e vivam o amor. Digam agora o que precisa ser dito. Façam agora o que precisa ser feito. Sejam agora o que precisarem ser. O amor é aqui e agora.

E vamos aproveitar e deixar claro que estou falando de qualquer tipo de amor. Não importa. Todo amor vale à pena. Mesmo diante dos paradigmas e crenças inúteis de um mundo preconceituoso e que anda se afogando em amargura.

O amor é feito de toda e qualquer direção que seu afeto tomar. Não importam pelo quê e nem por quem. Desde que esteja disposto a dedicar seu afeto e se esforçar para tê-lo compartilhado e correspondido.

Sobre amor, não existe receita certa, medida exata ou condição ideal. O que deve existir sempre é DISPOSIÇÃO.

Disposição para amar logo, amar agora, amar rápido, amar completamente, amar intensamente.

O amor é coisa de agora, já, nesse instante!

 Fonte: Blog da Geni Frota – Consultora e Coach de Vida

O assessor sim senhor (@PradoEdi)

Por Édi Prado 

 
Por definição clássica, o assessor é o assistente, adjunto, auxiliar; coadjutor; ajudante. Pessoa colocada como adjunto ou assistente ou participante de funções de outrem. Mas deve estar havendo a inversão de função. O assessor, talvez por desconhecer o significado da função, o princípio, ou não está preparado para o cargo, figura muitas vezes, como o personagem mais importante que o assessorado. E quase sempre é uma barreira de acesso ao assessorado. Na verdade o assessor está sendo o algoz que tira a liberdade e apaga os holofotes, para poder conduzir o assessorado em direção ao ostracismo, quando ele ainda é o ator principal. 
 
O assessor faz quase tudo o que não deveria e se esquece de preparar para cumprir com a função dele, que é o de assessorar, informar, subsidiar com informações inerentes às atividades profissionais dele. É quase como o dar o passe perfeito para o gol. A relação com a imprensa se complica ainda mais, porque ao esmerar-se em proteger o chefe cria tantas dificuldades que fica mais cômodo pautar outra pessoa.
 
O pior é quando mais se precisa ouvir uma declaração ou até mesmo conceder a oportunidade de defender-se durante o ataque, o assessor informa que ele não pode atender por estar em eternas reuniões ou pede para “passar amanhã”. Só que amanhã a imagem já estará manchada e tarde demais. E muitas das vezes o chefe nem sabe o que está se passando, porque as informações não chegam ou chegam distorcidas ou muito torcidas, quando a realidade é catastrófica e bem avessa a que chega, quando era mais prudente prevenir do que tentar remediar.
 
As notícias dos meios de comunicação estão fartas de exemplos. Como a de um prefeito de uma grande capital, por estar blindado contra informações desconfortáveis, resolveu visitar um bairro onde a imagem dele era o símbolo do descaso. O assessor não pode impedir a constrangedora situação e ganhou, como brinde, algumas ovadas no paletó impecável. Ficou com a imagem literalmente suja e mal cheirosa. Situação que poderia ser evitada se houvesse preocupação com o protegido dele e com ele, mesmo.
 
O bom assessor não é o que “filtra” a notícia. É o que leva junto as sugestões para contornar a situação, depois de ouvir outras pessoas mais experientes. Mentir é desaconselhável. Haverá sempre alguém para instigar e “esticar” o assunto. Assumir o erro e garantir o reparo afasta especulação e dá o assunto como encerrado, aconselham os consultores, depois de passar por situações embaraçosas.
 
O assessor que se preza e pretende manter-se no cargo, não deve jamais se incompatibilizar com a imprensa nem deixá-la sem informações, nem que seja sobre outro assunto interessante. Chá de banco nem pensar. Cada repórter tem no mínimo três pautas. E se a espera for a causa do repórter “furar”a pauta dele fique certo de que o assessorado terá tratamento “vip” no primeiro tropeço.
 
O assessor deve ter uma relação de camaradagem com a imprensa; facilitar ao máximo o trabalho do repórter. Garantir o acesso para fotos e imagens, quando o encontro não for aberto à imprensa. Nada de exageros nem protecionismo. O que está ocorrendo e de forma ostensiva são assessores cão de guarda rosnando para a própria sombra. A continuar assim, não se queixe que a imprensa não dá importância ao assessorado, a empresa ou o órgão que ele representa. 

O problema pode está sendo você, assessor, que não compreendeu que não é o astro. Apenas um lanterninha que conduz o assessorado para a poltrona individual e indivisível. Caso você nunca esteve do outro lado, na redação, cuidado: você ainda pode ir para lá. E mais cuidado ainda com os colegas de trabalho. Um dia, quem você atrasou a vida, pode ser o seu chefe.

A arte e o papo firmeza de Bárbara Damas

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Depois de romper com você, vou romper o céu e as estrelas, esquecer até mesmo da Via Arte que amamentou. Apresentar-me-ei com toda pompa aos amigos da infância que não reconheço mais, romperei em fé, sem o Deus de meus pais, porque encontrei a deusa mulher que habita em mim, me entreguei a seu colo, e afastei possibilidades: Possíveis amores, projetos, crenças, temores, nomes, estampas, bulas, fórmulas, trilhas, com tudo e com todos que pensam poder cuidar de mim.

Bárbara Damas – Desenhista e ilustradora (artista).

Pedidos plausíveis para 2015 (por Felipe Carvalho)

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Esse ano vou fazer pedidos mais plausíveis: Desejo que em 2015 o meu personagem favorito de Game of Thrones não morra. Desejo também que o Latino não lance nenhum hit chiclete ou que um desconhecido bombe um viral conclamando todos os cornos a se unirem(ao invés de dar atenção a mulher deles…).

Se for possível, em 2015 que a gente não descubra nenhum esquema de corrupção, porque a gente ainda tá tentando resolver os esquemas de 2010. Que em 2015 alguém descubra a vacina pra burrice e a cura para a bateria de celular em nível crítico, dois grandes males desta década. Esses sãos os meus votos.

Felipe Carvalho

Os Poetas Azuis (textaço de @rebeccabraga)

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Eu não lembro ao certo como a poesia ganhou lugar na minha vida. Mas uma das lembranças mais antigas que eu tenho é ter encontrado uns livros em casa. Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Castro Alves. Mas confesso que parecia complexo demais pra mim.

Há uns anos, conheci os saraus. Música, poesia, vinil, cerveja gelada e gente bacana. Mas não sei ao certo se entendia a medida dessa poesia feita na mesa de bar. Por vezes eu queria mais, outras, menos.

Lembro da Patrícia Andrade recitando Martha Medeiros mas sobretudo já dizendo seus poemas. Lembro-me do Dinho Araújo e seu ‘O ralho’ certeiro, da Andreia Lopes com Mário Quintana e Adélia Prado. Acho que minha formação de apreciadora da poesia começou com eles.

Depois disso, acompanhei uma geração de poetas. Homens e mulheres tão apaixonados e comprometidos com a poesia que me sentia comovida

De repente a cidade se encheu de declamadores, de grupos de estudo, de grupos de performance. Os bares também se encheram de poesia. E eu gostei disso.

CABEÇALHO AQUI

Mas ainda tinha dúvida sobre a medida. Até que entendi que não há medida na poesia e aconteceu quando vi Os Poetas Azuis pela primeira vez. De cara amei o nome. Azul é minha cor preferida. Azul da cor do céu, do mar, dos olhos do rapaz, até o amor, já diz a canção de Djavan, “o amor é azulzin. “

Pra mim os Poetas Azuis revolucionaram o jeito de fazer poesia. Juntaram com música, mas não de um jeito convencional. É um diálogo entre os poetas, o músico e o público.

É poesia musicalizada? Música poetizada? É alguma coisa assim. Chamaram de stand up poético.

Os artistas dividempoetasazuis2 a performance. Mas no fundo penso que eles somam talentos e multiplicam as sensações na gente.

Atualmente, os Poetas Azuis estão em cartaz todo sábado no Chocolate com tapioca. Nos sábados de Poesia ao vinho, escolhem um poeta e sua poesia e para o nosso deleite derramam na gente. Mas não somente reproduzem o trabalho de outros. Fazem também com o próprio trabalho. Escorregam como peixes nos nossos sentidos e nos provocam prazeres dionísicos. Recomendo.

Rebecca Braga – Acadêmica da Unifap, cantora, musicista, militante da cultura, mãe da Sofia e amiga deste jornalista.

*Pedi pra Bel escrever sobre os Poetas Azuis após ver um show deles na companhia dela. Rebequinha fez melhor do que a encomenda. Valeu!

Ah, assistam a um vídeo de uma apresentação dos Poetas Azuis:

A falta em busca da presença

Crônica de André Mont`Alverne

Na falta de ter o que falar, eu decido tentar escrever sobre tudo o que me vem à cabeça.

Eles dizem que é na falta de idéias ou no excesso de informações e imagens inúteis que juntas não somam um nada, que Diabo dá aquele toque – “aí eu faço a festa”. Mas hoje não cara, hoje não.

Essa platéia silenciosa talvez nem exista e mesmo assim está sedenta pelo desejo de finalmente ver de perto as grandes expectativas tomando formas concretas. Uma exposição onde os aplausos fariam ecos no universo.


As expectativas fazem parte da vida, mas com o tempo podem desgastar os corações esperançosos como a areia fina, que corre rápido por entre os dedos, deixa a mão seca e grossa, capaz de arranhar os rostos mais delicados.

As coisas belas, que foram construídas em tempos que há muito sumiram da memória daqueles que não tem nada de bom para lembrar, reaparecem no além do que se pode imaginar.

Correr atrás do sol para manter o dia claro ou enfrentar a escuridão da noite para ver o amanhecer?

Quando óbvio pula de trás da moita de uma forma assustadora, a verdade passa a ser uma passageira diária que desceu de um ônibus lotado no centro da cidade. Pronta para iniciar mais uma longa e árdua semana.

Boa semana para todos os leitores do BLOG DE ROCHA

André Mont`Alverne

Quando Albert não era um Einstein


Albert não era nenhum Einstein. Os professores não iam com a cara dele. Nunca suportou a sala de aula. E só conseguiu se formar porque um amigo emprestava cadernos para ele estudar antes das provas. O diploma até veio, mas não adiantou grande coisa: o rapaz ficou dois anos sem arranjar um emprego decente. “Não sabia de onde viria minha próxima refeição”, lamentava. Albert tinha 21 anos.

Formado em física e matemática pela Escola Politécnica de Zurique, na Suíça, o alemão não conseguia uma vaga de professor de jeito nenhum – a fama de aluno relapso não ajudava. Suas tentativas de fazer doutorado também só davam na água. Desencantado da vida, passou a viver dos trocados que levantava dando aulas particulares. “Abandonei completamente a ambição de algum dia trabalhar numa universidade”.

Uma pena. Só que ele não era mais moleque: precisava arranjar alguma coisa estável logo. Do jeito que as coisas iam qualquer trabalho com salário fixo já estava ótimo. E foi aí que o mesmo amigo que emprestava cadernos para ele, Marcel Grossmann, o indicou para um emprego numa repartição pública suíça, o Escritório de Patentes, em Berna. O trabalho teria pouco a ver com ciência. Mas e daí? O fato é que “esse negócio chato de passar fome”, como ele mesmo disse numa carta emocionada para Grossman, iria acabar: “Estou realmente tocado por você não ter esquecido seu amigo azarado. Vou fazer tudo o que puder para não desonrar sua indicação”.

Não desonrou. Assumiu a vaga de “Expert de Terceira Classe” em 1902, aos 22 anos e, se a moda já existisse, teria ganho vários títulos de Funcionário do Mês. O trabalho dele era analisar calhamaços de especificações técnicas, comparando os projetos de quem requeria patentes com invenções que já estavam patenteadas. Chato.

E Albert passaria sete anos na repartição. Oito horas por dia, seis dias por semana. Mas foi de lá, da mesinha dele, que ele produziu boa parte de sua obra. Albert provou a existência dos átomos (com a Teoria do Movimento Browniano), fundou um pilar da física quântica (com a Teoria do Efeito Fotoelétrico, que lhe renderia um Nobel aos 42 anos). E ainda viria o Sgt. Pepper’s dele: a Teoria Especial da Relatividade, que apresentava o tempo e o espaço como uma coisa só; e a matéria e a energia como duas faces da mesma moeda. Era a maior revolução da história do pensamento. Agora sim: Albert virava um Einstein. Tudo nos intervalos de um trabalho massacrante. Escondido do chefe.

Quando for reclamar da sua vida, vale lembrar do que esse cara fez com a dele.   

Seja feliz com quem você é e não com os que os outros gostariam que você fosse


Ao lembrar um papo que bati ontem, resolvi devanear sobre a imposição social a respeito de quem somos e quem “deveríamos” ser. Estereótipos comuns, coisas do tipo: seja inteligente, se vista bem, saiba dançar, vá à igreja, dirija, compre um carrão, seja atlético e, é claro, seja politicamente correto. 

A existência de um tipo “comum” e de uma “padronização de modos”, e a falta de percepção dos que pensam que pensam faz deles cópias de outros, sem identidade. É um tal de seguir um modelo de felicidade empurrado goela adentro e sem cerveja pra ajudar a descer. 

O problema é que, esta forma de encarceramento ideológico, torna tudo uma grande hipocrisia. A maioria dos politicamente corretos são farsas.

 Sempre deixo claro aos leitores desse blog que continuo nada politicamente correto, muito embora finja bom senso para o convívio social/profissional. Meu lado religioso é pelo caminho da espiritualização, ou pelo menos da tentativa dela. 

Tento viver um dia de cada vez da melhor forma possível. Apesar de não me iludir, ainda sonho, mas sem criar uma realidade inexistente e pouco provável. Isso fica para os filmes e livros. Todos sabem: não sou dado à submissão e não gosto só de calmaria. A depender da circunstancia, às vezes sou sutil e, às vezes estúpido. Acho brigas e rivais algo normal. 

Todo esse devaneio é somente pra frisar, amigos leitores, que o grande lance da felicidade é não ter fórmulas.  Seja quem você é, faça o que ama, encontre-se, independente de julgamentos, nem que pra isso seja preciso escamotear (disfarçar, miguelar, dar um passo pra trás para dar dois pra frente) de vez em quando. 

Enfim, para mim, importante é amar a família, não todos, somente os que valham à pena, ser justo consigo e com os outros, e ser feliz com quem você é e não com os que os outros gostariam que você fosse. 

Molde-se somente às coisas que lhe aprazem e foda-se o resto! 

Não tenha medo, não preste atenção. Não dê conselhos, não peça permissão. É só você quem deve decidir o que fazer pra tentar ser feliz” – Teorema (Renato Russo).

Elton Tavares

Jazz e jornalismo


Você tem que respeitar o seu público, e você é grato para o seu público, mas você tem que jogar os seus próprios sentimentos e sua própria verdade. Jogar para si mesmo, porque isso é basicamente o que o público quer ouvir. Eles querem ouvir o que você está sentindo, essa é a música. Isso é jazz.

É o Sonny Rollins falando sobre música, mas resume perfeitamente o que eu penso sobre jornalismo.

Comentário legal do amigo @tagahasoares

“Minha primeira noite em 2013 foi maravilhosa. Calma, explico: eu, Eltão e Paparazzo no Bar da Euda. E Erica também estava lá… Cerveja estúpida, bom papo. Depois fomos dar uma volta pela cidade, parada básica no Lamaru, camarão no bafo, farofa, tucupi apimentado e suco de limão. Ter amigos é melhor do que ganhar o prêmio acumulado da Mega-Sena da virada… Sou um homem feliz… As coisas simples da vida fazem toda a diferença.”

Tãgaha Soares – Jornalista