FestCine Amazônia Itinerante em Macapá

                                                                                                          Por Igor Reale

O primeiro roteiro itinerante levará cinema e vídeo ambiental para capitais da região Amazônica.
A cidade de Manaus (AM) será a primeira capital da região Norte a receber o Fest Cineamazônia Itinerante 2010. A exibição será no próximo dia 9 de março. Em cada estado, uma produção local abrirá o festival. Segundo o curador Jurandir Costa, “é uma forma de aproximar os realizadores da Amazônia com os organizadores do festival.
Ainda neste mês de março, o festival estará presente no dia 11 em Boa Vista (RR), Macapá (AP) no dia 13, Belém (PA) no dia 15, Palmas (TO) no dia 17, e em Rio Branco (AC) no dia 19. Nesta etapa itinerante são exibidos filmes e vídeos participantes do festival realizado em Porto Velho.
O Fest Cineamazônia estará exibindo ainda as três produções que mostram os bastidores do festival em diferentes etapas da itinerância de 2008. O vídeo Uma Só América é um registro da etapa itinerante realizada na America do Sul; O Circo do Cinema é um documentário da etapa rondoniense no olhar do palhaço Bob; O Cinema no Meio do Mundo registra o Festival em outros continentes. “As capitais que receberam o Festival em 2008 estarão agora, se vendo na tela do cinema”, destacou Costa.
O Festival tem o patrocínio da Petrobras, Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, Eletrobras e Correios, conta com o apoio cultural da Santo Antonio Energia, Prefeitura de Porto Velho, Semed e Fundação Iaripuna, Governo de Rondônia – Secel, e apoio da Bancada Federal de Rondônia, senadora Fátima Cleide, senador Valdir Raupp, deputado federal Eduardo Valverde e deputada federal Marinha Raupp.
Em Macapá:

Horário: 13 de março, de 15:00 a 18:00

Local: Salão de Atos da Faculdade Seama

Rua: Av. Nações Unidas 1201 – Jesus de Nazaré

(Fonte: Chico Terra)

Cinema no Forte

Fortaleza de São José de Macapá – Foto: Elton Tavares
O Museu da Fortaleza de São José de Macapá ganhará, em fevereiro, uma sala de cinema. A boa nova será realizada pelo programa “Cine Mais Cultura”, do Ministério da Cultura (Minc), por meio do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Conforme a administração do Museu, todos os equipamentos necessários para o funcionamento do cine já chegaram. Falta selecionar dos filmes e o agendar sessões que serão realizadas pela empresa Programadora Brasil, segundo regra do Governo Federal.

O cinema funcionará, no mínimo, com uma sessão por semana e atenderá todas as faixas etárias. A entrada será franca. O espaço será climatizado e terá capacidade para 80 pessoas. Os investimentos são de R$ 8 mil, segundo relatório do Minc.

Os equipamentos incluem tela para projeção, pedestal retrátil, projetor de vídeo, aparelho leitor de DVD Bivolt/leitor de DVD/VCD e RWDV, mesa de som com quatros canais de entrada, caixas amplificadas entre outros.

Capacitação

De acordo com a administração do Museu, em agosto de 2009, o um técnico da instituição foi enviado para Belém (PA), onde participou, durante cinco dias, de um treinamento sobre o manuseio do equipamento e organização da programação.

Ações como esta merecem nosso reconhecimento, cultura nunca é demais. Desta forma, a população poderá curtir a sétima arte.

Fonte – Secom

A atriz Bárbara Castro

                                                                                                             Por Elton Tavares

A versatilidade da artista Bárbara Castro
Hoje falarei da minha amiga Bárbara Castro, um caso raro, uma atriz amapaense que conseguiu se destacar na arte cênica do Brasil. Bárbara, hoje com 28 anos, é paraense de nascimento e amapaense de coração. A artista é versátil, atua como atriz, educadora, produtora cultural e musicista. Nascida em Altamira (PA), veio para Macapá, ainda pequena, com seus pais. A moça possui três irmãos, todos músicos talentosos. Eu acho (sempre o meu velho “achismo”) que a pessoa já nasce com talento, o aprendizado somente o lapida, este é o caso de Bárbara Castro.

Bárbara destacou-se, na segunda metade dos anos 90, no Teatro amapaense, com o diretor Guiga (figuraça, outro amigo querido). Sempre me disse, na época que morava no centro de Macapá, na Avenida Cora de Carvalho, perto da casa do meu primo Marcelo, que seria uma grande atriz. Lançou-se á sorte quando viajou para o Rio de Janeiro, em meados de 2002 (eu acho). Lá, cursou a Escola de Teatro Martins Pena e o Instituto Tá Na Rua para as Artes, Educação e Cidadania, sob direção de Amir Haddad.

No teatro, participou da Semana Cultural em Caiena, Guiana Francesa (FRA), com o grupo Zapt Zupt (Intercâmbio Cultural Amapá-Caiena); Da peça História e Crítica da Arte (Sesc) com o historiador e crítico Rodrigo Naves da Universidade de São Paulo (USP). Além do “Encontro Artístico com Ivone Hoffmam e Ítalo Rossi”, no Teatro das Bacabeiras.

Atuou e participou da criação do roteiro do espetáculo “Dar Não Dói, O Que Dói É Resistir”, apresentado nas Lonas Culturais do no Circo Voador e no Largo da Carioca. Atuou nos espetáculos: “Mambembe Canta Mambembe”, texto Arthur Azevedo, no Teatro Villa-Lobos; “O Castiçal”, texto de Giordanno Bruno, no Teatro Carlos Gomes.

Realizou a performance Talibamba apresentada no Fórum Social Mundial de Porto Alegre (RS) e atuou nos espetáculos “Mas Que Nada Brasil”, pelo Projeto Encena Brasil, apresentados em Rio Branco(AC), Belém (PA), Macapá(AP); Participou do Encontro da Pedagogia GRIÔ-A reinvenção da Roda da Vida, em Lencois(BA).

Na televisão, participou da mini-série “Hoje É Dia De Maria”, direção Luiz Fernando Carvalho; Da novela “Alma Gêmea”, direção de Jorge Fernando; Do episódio “Por toda minha vida-Chacrinha”, dirigido por Pedro Vasconcellos e “A Grande Família”.

No Cinema atuou em “Cleópatra”, longa metragem de Julio Bressane; No curta matragem “República Tiradentes”, de Zózimo Bulbul; No documentário “Vou ficar a Pátria Livre”, de Silvio Tendle; “Operação Morengueira”, homenagem a Moreira da Silva, curta metragem de Godofredo Quincas; “O Poeta Da Vila”, homenagem a Noel Rosa, longa de Ricardo Vasnsteen; Do longa “Amazônia Caruana”, de Tizuka Yamazaki.Além do DOC-TV “Simaozinho Sonhador”, de Gavin Andress, no Amapá.

Bárbara é fundadora do grupo musical “Paideguará”, que realizou shows no Rio de Janeiro, em lugares como o Sesc Tijuca, Sesc Nova Iguaçú, Circo Voador (na Mostra Livre das Artes 2007); Casa Brasil-Mestiço, na Casa Tá na Rua, no Espaço Umbú; Na Mostra do Filme Livre 2008; No Espaço Cultural Recordatório; Na 5ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE); Projeto Escadaria, em Macapá, e em eventos populares como a Festa de São Tiago , em Mazagão Velho-AP.O grupo promoveu ainda Oficinas de Carimbó, ministradas no Espaço Mosaico Cultural Juliana Manhães.

Em Macapá, conheço muita gente talentosa, músicos, poetas, produtores, artistas e, como não poderia deixar de ser, jornalistas, mas poucos conseguiram o devido reconhecimento pelo talento. Por isto, a Bárbara é um exemplo, uma menina que saiu do Norte para ganhar espaço na arte cênica nacional. Sinto orgulho de ser amigo desta ilustre mulher. Ela é foda!