Colégio Amapaense não tem condições de receber o plano integral de educação, diz Conselho Escolar da instituição.

Este site sempre apoia questões sociais, culturais, de utilidade pública e reproduz notícias relevantes para a população amapaense. Sempre foi assim e sempre será. Ao abordar o assunto da implementação do Plano integral de Educação no Colégio Amapaense, não quero que seja dada nenhuma conotação política para o tema, pois garanto que este post representa um apelo para que as autoridades tenham sensibilidade e bom senso na execução da medida. Vamos por partes:

Sobre a Educação Integral

A Portaria Nº 1.145, de outubro de 2016, do Ministério da Educação (MEC), instituiu o Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral, criada pela Medida Provisória no 746, de 22 de setembro de 2016. É premissa que se selecione escolas que possuam, preferencialmente, infraestrutura adequada aos critérios estabelecidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no Projeto Espaço Educativo Urbano, conforme recomendações de infraestrutura.

As secretarias estaduais de educação poderão indicar escolas que não atendam plenamente as referidas recomendações, desde que especifiquem no seu Plano de Implementação como as adequações podem ser feitas até o fim do primeiro ano do Programa ou apontem soluções alternativas que compensem a falta dos referidos itens. Para se ter uma ideia, no Paraná, o cronograma de ações foi elaborado um ano antes da execução da Educação Integral naquele estado.

Documento do Colégio Amapaense

De acordo com um documento de 60 páginas, elaborado pela assessoria técnica do Colégio Amapaense (CA), que recebi ontem (9), a instituição de ensino não tem condições de receber o plano de Educação Integral, previsto para ser implantado em cinco turmas da escola, onde 175 estudantes farão parte da nova metodologia pedagógica.

O problema é que o CA não possui estrutura física para que os alunos façam suas necessidades fisiológicas ou tomem banho, por conta de banheiros interditados. Também não tem como esse jovens fazerem refeições decentes, por conta das condições precárias da cozinha e total falta de espaço adequado.

Todas essas questões foram debatidas na última sexta-feira (6), em Assembleia realizada no Colégio, pelo Conselho Escolar da instituição. A escuta pública contou com a presença de alunos, pais de estudantes, corpo técnico, professores e direção. A comunidade, após o debate, foi unânime em rejeitar da Educação em Integral para 2017. O documento é fruto de um diagnóstico elaborado em abril de 2016.

A Ação fere o ECA, de acordo com Parecer Técnico do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá

A Educação Integral precisa ser bem estruturada e organizada, caso contrário, corre o risco de se resumir a ampliação do tempo de permanência dos estudantes na escola. No caso do CA, a ação fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pois no documento elaborado pelo Conselho Escolar do Colégio, consta em anexo um com Parecer Técnico do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM-AP), reprovando todos os itens necessários para a instalação da prática educacional na instituição, que são:

Espaços Administrativos: Almoxarifado, Circulação, Coordenação, Diretoria, Secretaria, Sala dos professores, Sanitários adultos: masculino e feminino 2. Espaços Pedagógicos: Biblioteca – 50 m Informática Laboratório – 60 m Circulação Salas de aula (12) – mínimo 40 m2 cada Sanitário masculino – 16 m Sanitário feminino – 16 m 3. Espaços Esportivos: Quadra poliesportiva – 400 m Vestiário masculino – 16 m Vestiário feminino – 16 m Observação: Caso a escola não tenha quadra, deverá demonstrar onde as atividades esportivas serão realizadas. 4. Espaços para Serviços: Área de Serviço externa: Central GLP (Gás) Depósito de lixo Pátio de serviço Circulação Depósito de material de limpeza Despensa Cozinha – 30 m2 Bancada de preparo de carnes, guarnições e preparo de legumes e verduras Bancada de preparo de sucos, lanches e sobremesas Bancada de lavagem de louças sujas Área de Cocção Balcão de passagem de alimentos prontos Balcão de recepção de louças sujas Vestiário com chuveiro e sanitário para funcionários Observação: Caso a escola não tenha cozinha, deverá apresentar alternativas para terceirização da alimentação. Pátio coberto – espaço de integração entre diversas atividades e faixas etárias, onde se localiza o refeitório.

A Educação Integral compreende que os processos educativos devem garantir o desenvolvimento dos sujeitos em todas as suas dimensões – física, intelectual, social, emocional e cultural. Para dar conta dessa tarefa, essa concepção propõe uma nova organização da política educacional de forma a garantir a ampliação da jornada e a diversificar de maneira qualificada a oferta educativa, tendo como horizonte a formação de sujeitos capazes de constituir seus projetos de vida com autonomia e responsabilidade pessoal e coletiva. A implementação, inclusive, pode ser feita de forma parcial. Outra questão é: por qual motivo a ação não será executada nas escolas estaduais mais novas e que possuem estrutura adequada para tal?

Sem gestão democrática

Vale ressaltar que, além da questão estrutural, a portaria prevê a gestão democrática do plano, o que não está ocorrendo nesse período que antecede a implementação. Além disso, é preciso elaborar mecanismos objetivos para seleção, monitoramento, avaliação, formação continuada e possível substituição (E NÃO EFETIVA SUBSTITUIÇÃO) de gestores das escolas e propor (E NÃO IMPOR) a conversão para a nova proposta de educação em tempo integral das escolas selecionadas.

De acordo com a portaria que regulamenta a Educação Integral, as secretarias de educação podem optar por implementar o Programa nas escolas de ensino médio até o fim do primeiro semestre de 2017, tempo hábil para a organização da medida. Entretanto, neste caso, o recurso federal será correspondente à proporcionalidade do repasse previsto para o ano, conforme normativa do FNDE.

Não à toa, a ação já é alvo dos protestos na Escola Estadual Polivalente Tiradentes.

Por fim, mas não menos importante, a qualquer tempo, a presente Portaria poderá ser revogada ou anulada, no todo ou em parte, seja por decisão unilateral do MEC, seja por motivo de interesse público ou exigência legal, em decisão fundamentada, sem que isso implique direito à indenização ou à reclamação de qualquer natureza.

Portanto, apelamos para o bom senso, pois somente no Colégio Amapaense, 175 jovens poderão sofrer as consequências de uma medida sem planejamento prévio. Afinal, será uma jornada diária de pelo menos sete horas, sem condição alguma. A ideia e a intenção são nobres, mas precisa de adequação de infraestrutura, diálogo com a comunidade, capacitação de professores, planejamento pedagógico, quantidade e qualidade de merenda. Pois já temos um modelo insatisfatório para as quatro horas de ensino.

Elton Tavares, jornalista e editor do site De Rocha.

Mendigos emocionais – Por @Cortezolli

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Há tempos não escrevia nada, sequer uma linha. Cogitei a possibilidade de fazê-lo à moda antiga, papel e caneta, mas a memória remota das pontas dos meus dedos tocando o teclado nevrálgicamente, me foi mais sedutora.

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Submergi num daqueles mergulhos em mim mesma, quase suicida, não esperava por salvação, mas também não acreditava num retorno, apenas me afundava no que considerei ser uma síndrome de autoconhecimento inadiável.

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Perdi aquela certeza na hora de concatenar as ideias, porque por mais que minhas opiniões se transformem de acordo com minhas experiências mais recentes, é necessária aquela cegueira provisória na construção dos argumentos, mesmo que frágeis. Mas, isso mudou…

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Lembrei do quanto me cobro e por isso não espero menos das outras pessoas, contudo, em algum instante me veio à mente, que as pessoas não são responsáveis por nossas expectativas, mesmo que eu me recuse a baixar as minhas. Se você não abandonou o meu raciocínio até aqui, é porque se identifica com essas questões.

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Então, se torna uma sensação lancinante, análises sobre todos os tipos de relacionamentos interpessoais, e vai desde a amizade longa, amores efêmeros, paixões doentias, até o atendimento ao cliente numa farmácia ou padaria. Você ou eu, nem sempre sabemos o que queremos, mas criamos ilusões em torno do que não sabemos, criamos muralhas de medo ou, por vezes, preferimos chamar de cautela. Entretanto, surge uma vivacidade, não se sabe de onde e meio que sai pelos poros, onde cremos que somos capazes de nos jogarmos cegamente em queda livre, pelo simples prazer de sentir o vento, a velocidade, sem nos preocuparmos com a queda.

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Porém, se formos pensar friamente sobre as expectativas, devemos nos ater ao fato dessa onda comportamental, de sei lá, uns vinte anos que antecedem o agora. Essa geração da qual, fazemos parte, independentemente da idade fisiológica, onde todos estão carentes, de chapéu nas mãos.

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Façamos um exercício de fechar os olhos e nos imaginarmos como espantalhos, preenchidos com espuma ou palha, no aguardo de um coração bater no peito, pode ser remendado, não tem problema, parece patético não é? Mas, não é muito diferente de como nos comportamos.

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Talvez porque as paixões sejam elas pelo que fazemos ou por pessoas nas quais depositamos nossas esperanças ou sonhos. A verdade rasa, curta e grossa é que queremos a sensação de quando estamos apaixonados, não necessariamente por alguém real ou pelo que fazemos. Construímos isso em nossas mentes… Deveríamos pensar em nos apaixonarmos por nós mesmos, sem esperarmos por migalhas de aplausos, curtidas e comentários, todavia, esperamos. Lembre-se de que fazemos parte desse contexto imediatista, a era do mimimi e que estamos carentes de crenças, de amores, de qualquer coisa.

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Queremos sempre mais… Só não sabemos exatamente, do quê. Acredite até a dor é desejada, apenas para sabermos como é não senti-la mais.

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Com Hellen Cortezolli – 2010 – Saudades

Hellen Cortezolli – Jornalista, fotógrafa, cronista e minha amiga querida que mora no Sul, após nossa conversa sobre amores e dores. 

Nota da fotógrafa Márcia do Carmo sobre a falta de pagamento da OAB AP – REPUBLICADO POR CONTINUAR A PENDÊNCIA

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Fotógrafa Márcia do Carmo

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Amapá, afirma que, de acordo com o seu Departamento Financeiro, não constam débitos ou ordens de pagamento em abertos referentes a serviços de comunicação prestados por terceiros.

No entanto, venho por meio deste veículo dar publicidade ao fato de que prestei serviços de comunicação (fotografia) para esta entidade no mês de agosto de 2015, e em março deste ano. Até agora, não recebi nenhum pagamento dos referidos trabalhos.

A comprovação do que afirmo estão nos documentos aqui anexados, e na própria página da rede social oficial da OAB/AP, onde constam créditos das imagens em meu nome, Márcia do Carmo, no evento de entrega das carteiras e a posse do Conselho de Ética.

Gostaria de ressaltar que sou uma profissional que atua há 28 anos no mercado local e nacional, e estou buscando justiça por parte de uma entidade que, como diz a própria nota, “possui um longo histórico de lutas em favor dos direitos de Cidadania”, que é o pagamento por serviços prestados. Jamais quis tumultuar, desgastar a imagem da Ordem no Amapá ou causar danos morais aos seus representantes. Vivo do meu trabalho e os que me conhecem e à minha história, abonam o que aqui afirmo.

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Márcia do Carmo – Fotógrafa

Fonte: blog da Alcilene

Meu comentário: Márcia do Carmo é a melhor fotógrafa com quem trabalhei. E olhem que já trampei com muitos excelentes profissionais da área. Além de hiper competente, é séria e honesta. Estou com ela, pois a Marcinha é uma mulher íntegra e muito querida.

*Nota publicada há duas semanas e republicada hoje por motivos da colega AINDA NÃO TER RECEBIDO. 

No túnel do tempo – Por @MarileiaMaciel (Égua-moleque-tu-é-doido)

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Foto: blog Porta-Retrato

Por Mariléia Maciel

Finalmente voltei no tempo, mas nada de namorinhos, nem cola pra passar de ano, ou festinhas, tertúlias e pileques, mas sim, para uma época em que água e energia eram artigos de luxo.

De sábado pra cá foram mais de 20 vezes sem energia. Voltamos ao racionamento que deixava a cidade, pedaço iluminada e outra não, depois revezava. O jeito era usar velas ou puxar com extensão um bico de luz da casa mais próxima que tinha energia. A diferença é que o calor ainda não era esse com a temperatura do inferno, e podíamos dormir com as janelas abertas e sem mosqueteiros, porque os carapanãs não transmitiam doenças mortais, e até na frente da casa sem cerca elétrica, pois os ladrões eram mais tímidos.

24h sem água, e moro na baixada do Laguinho, que no passado teve esse manancial e já foi Poço da Boa Hora e área do Poço do Mato. Me vi dona de casa antiga, carregando baldes que ficam mais de uma hora pra encher, mas a água que sai não é transparente, como antigamente, e sim barrenta, quase um todynho. Voltamos àquele tempo em que andar com kit banho pra um lado e outro, jogar água no vaso do banheiro, e ficar com dor nas costas de tanto carregar balde era normal.

Aguardo agora a hora do anúncio no rádio, dizendo que pra comprar mantimentos tenho que esperar a Cobal abrir, entrar na imensa fila e comprar comida racionada. E também o caminhão do gás passar, com a musiquinha fanha, porque não tem entrega em domicílio, e o carro do sorvete, pedindo pra trazer a vasilha.

Insuportável Mundo Novo – Conto de Ronaldo Rodrigues

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Conto de Ronaldo Rodrigues

Estou sentado no banco dos réus enquanto se desenrola o meu julgamento. O juiz anuncia o veredito: estou condenado a assistir a vários trechos de filmes, para que eu possa compreender o meu país.

Sou colocado numa cadeira, em que fico totalmente preso. Algumas pinças mantêm meus olhos abertos, enquanto alguém pinga colírio (creio que seja colírio) a intervalos regulares. Quem já assistiu ao filme Laranja Mecânica pode fazer ideia do que estou dizendo.

As luzes se apagam e um projetor passa a ser acionado. Vejo o primeiro trecho de filme. Nele, o presidente da Comissão de D12939258_10201478429920239_1151002693_nireitos Humanos da Câmara dos Deputados aparece dizendo que os africanos são seres amaldiçoados. Em outro trecho, esse mesmo homem revela sua aversão a homossexuais. Continuo achando absurdo que o presidente de uma Comissão de Direitos Humanos tenha tais opiniões. Se a intenção dos meus carrascos é me fazer compreender os acontecimentos recentes do meu país, não está funcionando. Estou ainda mais confuso.

Outro filme passa. Desta vez, vejo o presidente da Câmara dos Deputados metido até o pescoço em transações fraudulentas e sendo aclamado como o baluarte da ética, da moral, da honestidade.

Em outro trecho de filme, uma autoridade incita o povo a pedir a volta da Ditadura, com uma grande parcela disposta a segui-lo. Eu olho assustado para os meus carrascos pensando até onde eles irão nessa tentativa de me fazer compreender esse poço sem fundo para o qual a política nacional está caminhando.

Finalmente, depois de tantos filmes passarem por meus olhos atônitos, pergunto timidamente:12980551_1114935811892782_1623297675_n
– Qual a causa da minha condenação? Esses filmes, esses episódios e esses personagens têm algo a ver com o fato de eu estar aqui, preso e obrigado a assistir a tudo isso?

Depois de longo silêncio, o juiz que preside a minha sentença responde, saboreando cada palavra:
– Sim. Todas essas cenas estão ligadas à sua condenação. Você acha abomináveis essas situações. Você não concorda com nada disso. Você torce contra esses senhores que apareceram nos filmes a que você está assistindo.
– Então… É por isso?

O juiz arregala os olhos enfurecidos e grita:
– Cale-se! Você im-jpg-1024x606não tem direito a se manifestar!

Eu penso (só penso, já que falar irritaria ainda mais o juiz): “Puxa vida! Acho que já estamos na Ditadura novamente… E agora?”.

O juiz continua sua gritaria:
– Eu nem sei por que estou aqui respondendo às suas perguntas, seu moleque! Só estou esclarecendo as suas dúvidas porque sou muito magnânimo! Pois eu vou lhe dizer qual o motivo principal, o grande pretexto, a causa imediata da sua condenação!

O suspense me sufoca. Receio não conseguir ouvir até o fim. E o juiz continua:
– Você foi condenado graças ao fato de…

Torço para ele falar logo e acabar com aquela tensão:impeachment
– Graças ao fato de você nunca ter conseguido pronunciar corretamente a palavra impeachment!

Fico mais confuso ainda. Que motivo mais fútil! Que loucura! Mais um absurdo destes novos tempos, que parecem tão velhos. Tomando fôlego, o juiz continua:
– Então, repita! Impeachment! Impeachment! Impeachment!

Os oito carrascos ao lado do juiz repetem aquela cantilena, formando um coro de altíssimo volume:
– Impeachment! Impeachment! Impeachment!

Ainda tento argumentar que não sou o único a não conseguir pronunciar corretamente essa palavra, mas sinto que estaria perdendo tempo. Repito à exaustão a palavra e espero que esta lavagem cerebral tenha algum efeito e eu possa, finalmente, entender alguma coisa.

Sobre a emocionante arte da música e a absurda falta de apoio (Égua-moleque-tu-é-doido)

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Abner Campos e o maestro João Carlos Martins – Foto: Elias Sampaio.

Os leitores deste site sabem: sempre divulguei e divulgo cultura em todas as vertentes. Além disso, elogio quem brilha neste sublime campo de atuação e também critico quando é preciso.

Amo minha terra. Sério. Mas tem cada coisa que acontece aqui.

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Abner e o maestro João Carlos Martins – Foto: Valdici Fernandes.

O violinista amapaense Abner Campos, de 13 anos, talento descoberto há anos pelo maestro Elias Sampaio no projeto social do músico, e que por conta disso chegou a conhecer a Orquestra Filarmônica de Berlim, em 2014, foi convidado para tocar em um concurso de música erudita, que será realizado na Guiana Francesa (FRA), neste mês de março.

Só que o jovem violonista amapaense, a exemplo da maioria dos talentos locais, seja na arte ou no esporte, não tem grana (sim, dinheiro, patrocínio, recursos financeiros, etc) padownload (4)ra sair do Estado. O maestro Elias fez barulho, todos nós ajudamos nas redes sociais, e pelo que sei, ainda sem sucesso na arrecadação de recursos para enviar Abner para o concurso “Les Pirogues Musicales”, na cidade Saint-Laurent-du-Maroni, na fronteira da Guiana Francesa com o Suriname.

Aliás, os custos são somente com passagens, pois estadia e alimentação serão pagos pela organização do concurso. O jovem e o maestro precisam de R$ 1,5 mil. Eu não tenho essa grana. Mas isso aí é troco pro Governo do Amapá, Prefeitura de Macapá (ou qualquer instituição que tenha verba para a Cultura) e muitos empresários locais. Então qual o motivo dessa constante falta de apoio para músicos, esportistas e seja lá qual talento amapaense ?

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Abner Campos – Foto: Marco Leal

Hoje o caso foi mostrado no programa matinal “Encontro”, da Rede Globo de Televisão. Aliás, ao tocar seu violino, Abner emocionou nada menos que João Carlos Martins, renomado maestro, um dos maiores pianistas do mundo e maior intérprete de Bach, que também participou do programa. Se faltava convencer os que mandam na cultura local, ta aí, né não?

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Maestro Elias Sampaio

Abner é um prodígio no violino. Aluno do maestro Elias Sampaio que ensina música a crianças e jovens carentes de Macapá e com eles fundou a maravilhosa Orquestra Essência, da Associação Educacional e Cultural Essência (Aece).

Em janeiro de 2014, o Fantástico mostrou a orquestra, o trabalho do maestro. Foi lindo!

Mas eles

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ainda precisam de doações e todos podem saber como fazer pelo telefone (96) 98100-2457.

E aí, um garoto com todo esse talento reconhecido por um maestro respeitado mundialmente, além de todos que amam música, ainda vai ficar sem apoio? Quem tem como ajudar tem a obrigação de fazer isso. A Cultura do Amapá agradece!

Elton Tavares

Sobre não ter desfile das escolas de samba em 2016 – Por @LemosTica

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Pode rolar bloquinhos fazendo zoada aqui e acolá, festinhas na varanda dos amigos, encontros nas praças, no salão decorado do shopping, mas a falta que faz o desfile das escolas de samba, é monstruosa, égua.

Esse carnaval da massa, do povo, do liso, dos trabalhadores e que a burguesia adooora, é que balança, movimenta, agita, enlouquece e faz ferver o fevereiro, dia e noite. Cidade tá morta, fôlego.

Enganaram a gente direitinho !!!

Tica Lemos – Jornalista

Meu comentário: Sobre isso, concordo com a Tica Lemos. Disse isso AQUI. Aí dizem: “mas as escolas deveriam ser independentes”. Também estou de acordo. Penso que as escolas deveriam se preparar há tempos. Mas não é assim. Deveria, mas não é. E o Governo do Estado, independente de quem esteja lá, sabe que tem que arcar. Senão, já educaria desde este episódio, mas não. A promessa é bancar 2017. Assim como todos os outros anos que não houve Carnaval e a promessa foi a mesma para o ano seguinte. Que mandem todo mundo se coçar desde agora, então.

Elton Tavares

Presidente da Confraria Tucuju lamenta, mas novamente não irá realizar o Aniversário de Macapá

Distribuição do bolo

Pelo segundo ano consecutivo, a Confraria Tucuju não realizará a tradicional festa de aniversário de Macapá, que neste ano completa 258 anos. Foram 18 anos seguidos de festejos e homenagens, onde pioneiros, costumes, fé e a história de Macapá ganhavam destaque no centro histórico da cidade, atrás da Igreja São José. A presidente da instituição, Telma Duarte, explica que o motivo da não realização da programação é a falta de recursos próprios e de investimento de setores públicos e privado, em função da crise nacional.

Desde 1997, a Confraria realiza a programação, que começou com um bolo e parabéns, na frente da igreja, primeira edificação de Macapá. Com o passar dos anos, a população começou a participar mais, e se tornou uma grande festa com a missa especial de aniversário, encontro das bandeiras de marabaixo, que marca o encontro das famílias que morava no centro, corte e distribuição do bolo, hasteamento das bandeiras, almoço dos pioneiros, distribuição de feijoada para a população e apresentações culturais.Encontro de Pioneiros1

Sempre nos empenhamos para fazer uma festa para todos, com programação diversificada para todas as idades, as famílias pioneiras eram homenageadas, a missa emocionava os presentes, com shows artísticos, samba e muito marabaixo e batuque. A programação tem custos, nenhum profissional trabalha de graça, temos a missa, as refeições, bolo, fogos e toda estrutura de palco e segurança. Estes trabalhadores esperam a festa para ganhar um pagamento extra. Sem recursos é inviável realizar a programação”, disse Telma Duarte.

A presidente lamenta que Macapá e seus moradores fiquem novamente sem a programação. “No ano passado fizemos somente a missa e o Encontro das Bandeiras, com recursos particulares, meu e de amigos. Tentamos viabilizar recursos, enviamos documentos pedindo apoio, mas infelizmente não tivemos respostas positivas. A PMM conseguiu aportar recursos somente para apoiar a Batalha de Confetes, que será neste domingo (31)”.

Ela ressalta que a Confraria continua trabalhando em prol de seus objetivos, de resgatar e valorizar a memória e história de Macapá e dos pioneiros. “Continuamos em ação, mas os eventos culturais foram interrompidas, porque a única receita da instituição é o pagamento de mensalidades pelos sócios, os projetos eram fomentados via Governo Federal, Estadual e Municipal, mas vamos esperar um novo momento de um Brasil com menos crises, para voltarmos com os projetos de cultura no Largo dos Inocentes”.

Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação – Confraria Tucuju

A “Síndrome de Hardy Har Har” (meu texto sobre reclamões e pessimistas)

 
Lembram-se do Hardy Har Har? A hiena que era puxa saco do Lippy, o leão. Pois então, tem muita gente que sofre de “Síndrome de Hardy Har Har”. O personagem, ao contrário de todo o resto de sua raça, que vive rindo de tudo, é infeliz, uma figura negativa em todos os sentidos. Hardy ficou famoso pela frase: “Oh dia! Oh azar!”
 
Conheço muitos Hardy Har Hars, alguns são invejosos, outros fofoqueiros e ardilosos, mas todos têm algo em comum, são insatisfeitos. Essas pessoas acham que suas felicidades sempre dependem de outra ou de outro lugar. Nunca estão 100% com a vida, vivem doentes ou acham que merecem muito mais do que suas pífias existências lhe oferecem.
 
Sempre se acham a vítima, suas histórias parecem novelas mexicanas regadas a lágrimas por tudo. Não satisfeitos, ventilam sua infelicidade aos quatro cantos, se queixam para amigos, colegas de trabalho e família. Haja saco para aturar os Hardy Har Hars.
 
Eles sempre foram mais felizes no passado, “antes é que era legal, pois eu era isso, eu fazia aquilo”. Pôtaqueparéu!
 
Ah, os Hardy Har Hars são sempre coadjuvantes ou figurantes da história. Alguns tem até talento, mas se escondem, com a desculpa de descrição. São aqueles que sempre dizem amém. São abestados, pois derrotam a si mesmos. Ah, são ótimas escadas para os mais espertos. “Eu prefiro ser tipo o Lippy, o leão que sempre dizia:”Hardy, sorria! A esperança é a última que morre!” E a hiena: “É, mas morre”.
 
Tanta gente passando por dificuldades reais, com muita dignidade e você, Hardy Har Hars, enchendo o saco de todo mundo com suas pequenezas. Portanto, se tens saúde, emprego e família, por gentileza, se toque. 
 
Tenho um conselho para os Hardy Har Hars, saibam separar tiros de festim dos de metralhadora. Voltem a serem hienas (no bom sentido, claro) e a sorrir. Parem com as lamúrias e vivam suas vidas. Os supostos algozes podem não ser os verdadeiros vilões que foram pintados. Pensem nisso. 
 
*Texto escrito há cinco anos e continuo pensando isso dos que exageram na auto-piedade, pessimismo e rabugem.
 
Elton Tavares            

Égua-moleque-tu-é-doido: Macapá é a capital com a média de internet mais lenta do país, diz Anatel

Por John Pacheco

Um mapeamento feito pelo G1 com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), divulgado na quarta-feira (13), apontou que Macapá é a capital brasileira que oferece a menor média de velocidade de internet banda larga do país, onde a maioria dos 16.418 pontos de acesso operam entre 512 Kbps e 2 Mbps, uma taxa considerada baixa em relação à média do país, que gira em torno de 3 Mbps.

As outras seis capitais do Norte do país apresentam navegação entre 2 e 12 Mbps, números tidos como medianos pela Anatel, que considera como nível de excelência no país velocidade maior que 34 Mbps. No estado do Amapá, apenas o município de Oiapoque, na divisa com a Guiana Francesa, apresenta a velocidade mediana de até 12 Mbps, ficando entre as 46,3% das cidades brasileiras que estão nesta faixa.

No outro lado dos números, o estudo informa que duas cidades, Laranjal do Jari e Vitória do Jari, ambas ao Sul do estado, apresentam o menor índice considerado pela pesquisa, com internet entre 0 e 512 Kbps. Os municípios de Amapá, Calçoene, Cutias, Ferreira Gomes, Itaubal, Mazagão, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Pracuúba, Santana, Serra do Navio e Tartarugalzinho têm os mesmos números de Macapá.

Quanto aos pontos de acesso, Macapá tem quatro vezes mais locais do que os outros 15 municípios somados. A segunda colocada é a cidade de Santana, com 2.762 pontos, seguida por Oiapoque (257), Amapá (192) e Tartarugalzinho (161). Os municípios com as menores quantidades de pontos de acesso são Pracuúba (12) e Vitória do Jari (11).

Como foi feito o mapeamento?

Com base na faixa predominante de velocidade de cada cidade, o G1 elaborou um mapa. Ele mostra que em 406 cidades o maior percentual das conexões está na faixa que vai até 512 Kbps. Estes municípios estão localizados na região Norte e no interior dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Como base de comparação, a Líbia, lanterna do ranking mundial, tem uma taxa média de 700 Kbps.

Banda Larga para Todos

O Brasil tem atualmente 24,3 milhões de pontos de acesso de banda larga fixa. Destes, 46,3% estão na faixa de 2Mbps a 12 Mbps. O diretor da Sinditelebrasil, Alexander Castro, traça um cenário otimista para os próximos anos.

“As operadoras começaram a investir em novas tecnologias. No caso do móvel, a solução é o 4G. Na banda larga, as operadoras usaram soluções para otimizar o tráfego. Começaram a usar anéis metropolitanos de fibra ótica. Até 2019, vai ter acesso em todos os municípios do Brasil, e o país todo vai ter internet no patamar próximo de 20 Mbps”.

Fonte: G1 Amapá

Você Telecom: um exemplo de incompetência e desrespeito com o cliente

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Parte do sábado e hoje, durante quase todo o dia, o serviço da Você Telecom não funcionou. E a empresa não faz caridade não. Nós pagamos pela  “tecnologia” que consiste em transmissão de internet.

Se já não bastasse, a empresa, que deve achar que somos moleques ou idiotas, não deu uma explicação. Ah, vão dizer que foi a chuva? Já basta a CEA com esse papo.

Ainda por cima, a Você Telecom deixou milhares de consumidores sem internet e o telefone do suporte desligado. Claro, afinal, nós poderíamos reivindicar nosso direito por pagarmos esse serviço de merda.

No final das contas, larga mesmo é a paciência dos clientes da prestadora de serviço incompetente. Aliás, a Você Telecom não possui o mínimo de respeito pela clientela.

Não à toa, muitos apelidaram essa firma mequetrefe de “Você Telecu”. Concordo. E amanhã iremos atrás de outra empresa que disponibilize internet Banda Larga no Amapá sempre e não “devesenquantoária”. É isso.

Elton Tavares

A precária Unimed Macapá

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Aumenta a indignação com o atendimento da Unimed em Macapá. Além da redução de médicos, laboratórios e clínicas conveniadas, a crise também pode ser percebida nas próprias instalações do prédio da cooperativa. Há duas semanas os setores de observação e a recepção do hospital não tinham sequer ar condicionado.

Que a Unimed está em crise há muito tempo, isso todo mundo sabe. Nos bastidores há uma negociação com a Unimed do Amazonas. A cooperativa amazonense estaria interessada assumir o passivo e a carteira de clientes da cooperativa do Amapá. No ano passado, a Unimed Macapá levou pressão da Agência Nacional de Saúde para arrumar a casa, mas parece que está difícil.

Meu comentário: que o serviço da Unimed Macapá sempre foi uma merda, todo mundo sabe, mas de uns tempos pra cá, eles tem caprichado. Mesmo assim, eu e minha família temos o plano de lá, pois é ainda pior depender do serviço público, mas a coisa na cooperativa tá feia mesmo.

Fonte: Blog do Seles

A Escrota (sempre escrota)

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Muita gente cruza nossos caminhos. Alguns são apenas figurantes, outros coadjuvantes, alguns uma bênção e outros uma maldição. Quem convive comigo sabe que estou menos brigão, mas resolvi repostar este texto (que tem quase SEIS anos), pois “A Escrota” em questão vive a lembrar do gordinho aqui. Não contente em dar papo furado pessoalmente, até no Twitter ela destila discórdia e de forma covarde, pois não posso ler. (Mas esse tipo de coisa sempre chega até nós de alguma forma)

Todos nós, ao longo da vida, já cruzamos com a escrota. Um certo tipo de mulher que, além de feia e invejosa, é fútil e nojenta. Talvez seja um problema de autoestima ou quem sabe uma paixão encubada. Não sei e não quero saber. Deixe-me explicar, conheço algumas figuras assim, que se acham o último biscoito do pacote, mentem com tanta veemência que alguns espíritos fracos acreditam. A escrota geralmente tem grana e carro, é cercada de “amigas” bonitas e burras, assim é mais fácil manipulá-las, além de se vestir de forma ridícula. Mas para ela não importa, o importante é estar na moda (parece uma frase que li há anos: “Não importa ser bonito, rico ou inteligente, o importante é ser boçal”).zeze_carminha_xx

A escrota usa expressões como: “aquele seu carrinho popular”, “esta bodega”, “espelunca” e, como não poderia deixar de ser, “fulano é liso”. A figura em questão costuma mentir sobre supostos casinhos (tipo amigo imaginário de crianças) que nunca aconteceram. É, em 80% dos casos, efusiva, além de plantar boatos que caras estariam interessados nela e coisas do tipo.

A doida costuma sair para a boate. Se for para um camarote, onde pode ser vista, melhor ainda. Adora dar conselhos sentimentais, apesar de sua vida amorosa ser pura teoria. Gosta de falar mal do namorado ou marido da “amiga”, afinal, é muito ruim ser a única da turma que ninguém come.images

A escrota pode até ser bonita, mas a maioria é feia e como já dizia o poeta e diplomata Vinícius de Moraes: “As feias que me perdoem, mas a beleza é fundamental”. De certa forma, discordo dele, pois tem muita mulher que não tem beleza plástica, mas é gente boa, inteligente e interessante. Agora, mulher feia, fresca e nojenta não dá né?

O caso da escrota é grave, talvez irreversível, e requer uma intervenção médica urgente. Ela é uma de influência demoníaca para quem lhe dá papo. A doida varrida protagonizou tantas cenas grotescas e ridículas que é difícil sintetizar num só texto.em-avenida-brasil-zeze-descobre-onde-carminha-esta-30412-1335787790302_615x300

Certamente, as características que citei se encaixam com alguma figura que você conhece. Vou lhe dar um conselho: nunca dê muito papo para uma escrota, ela vai lhe sacanear, cedo ou tarde.

A diferença é que eu sempre me dou bem. Já ela, continua sendo a escrota de sempre. A gente troca juventude por sabedoria, mas algumas figuras não mudam nunca, é o caso dessa infeliz. Que trocou a juventude por mediocridade. A figura é mal amada (reza a lenda que precisa bancar vadios pra ter algum carinho) e desejo felicidade à ela. Só assim para de doidice.

Elton Tavares