Tragédia do Novo Amapá completa 43 anos

Era noite de 6 de Janeiro de 1981, quando o barco ribeirinho Novo Amapá naufragou na foz do rio Cajari, próximo ao município de Monte Dourado (PA), levando as águas mais de seiscentas pessoas. Trezentas destas perderam a vida e dezenas passaram horas de pânico e desespero, imersas na água e na escuridão.

A embarcação, com suporte para transportar no Máximo 400 pessoas e meia tonelada de mercadoria, partiu do Porto de Santana com mais de 600 passageiros e quase um tonelada de carga comercial. Seu destino era o município interiorano de Monte Dourado, com escala em Laranjal do Jari.

A lista de passageiros, segundo a Capitania dos Portos na época, tinha registrado cerca de 150 pessoas licenciadas pelo despachante Osvaldo Nazaré Colares. Mas na embarcação havia mais de 650 vidas. O despachante (falecido em abril de 2001, vitima de Dengue Hemorrágica) afirmou que só foi informado da tal lista após já ter partido há certas horas e que a lista foi deixada sob sua mesa, quando ele estava ausente.

Segundo a lista da Capitania dos Portos do extinto Território Federal do Amapá, menos de 180 puderam sobreviver.

Um dos donos do barco morreu no acidente, e o outro, Manoel Jesus Góis da Silva, recuperou a embarcação, que voltou a navegar. O barco foi içado do fundo do rio no mesmo ano do acidente. O nome foi mudado para “Santo Agostinho” e até 1996, a embarcação fez a rota Belém-Santarém-Belém, no Estado do Pará.

O fato entrou em processo jurídico um ano depois da tragédia o advogado Pedro Petcov assumiu o caso, rolando pela Justiça Federal por quase 15 anos. Após a morte do advogado, em 1996, o caso foi arquivado sem ter alcançado o principal objetivo: indenizar os familiares das vitimas mortas e os sobreviventes. E lá se vão 43 anos da tragédia.

* Texto encontrado no extinto Portal Extra
**Imagens cedida pelo jornalista Edgar Rodrigues.

Hoje é o Dia de Reis #diadereis

Hoje, 6 de janeiro, é comemorado em todo o mundo o Dia de Reis.Esta celebração católica está associada à tradição natalícia, que diz que três Reis Magos do Oriente visitaram o Menino Jesus, na noite de 5 para 6 de janeiro, depois de serem guiados por uma estrela. Eles chamavam-se Belchior, Baltazar e Gaspar e levaram de presente ao Menino Jesus, ouro, incenso e mirra.

A tradição manda que neste dia a família se volte a reunir para celebrar o fim dos festejos de Natal. Os alimentos da Noite de Reis são o bacalhau com batatas cozidas, o bolo-rei, o pão-de-ló, as rabanadas, os sonhos, entre outras iguarias de Natal.

No Brasil, mantém-se em algumas cidades do interior a Festa de Reis, ou Folia de Reis, herdada dos portugueses. Os festejos são cheios de canções e incluem visitação às casas dos moradores, recordando a visita dos reis magos. Os foliões são recebidos com comidas e bebidas e saem das casas com doações para os necessitados.

No Dia de Reis, as famílias começam a retirar os enfeites de Natal que decoram as casas durante a época de Natal.

 

Hoje é o “Dia da Gratidão” (agradeço sempre) #diadagratidão

Hoje, 6 de Janeiro, é o Dia da Gratidão. A data é comemorada no Brasil coincidindo com o Dia de Reis, para a veneração aos Reis Magos. A gratidão é um conjunto de vários sentimentos: amor, ternura, amizade. Portanto, vou deixar registrados os meus agradecimentos.

Primeiramente, agradeço a Deus, ou seja lá qual for o nome dele, por tudo de bom que acontece em minha vida. Agradeço a minha mãe e melhor amiga, Maria Lúcia, por todo o apoio emocional e financeiro que ela me deu ao longo destes 47 anos (seus milhões de beijos, orações e abraços amorosos, além dos conselhos, ralhos e cuidados).

Agradeço à minha namorada/companheira de vida e melhor amiga (ao lado de minha mãe), Bruna Cereja, pelo amor, parceria e toda felicidade proporcionada por ela nestes quase dois anos de relacionamento. Ao meu irmão e melhor amigo, Emerson Tavares, por ele ser o cara que é comigo e com os outros, além de ter nos dado a Maitê (nisso também agradeço à minha cunhada, Andresa Ferreira).

Agradeço ao meu falecido pai, Zé Penha, por me ensinar a viver feliz independente de quem vai achar certo ou errado. Ele foi o meu herói.

À minha avó Peró pelo amor fraternal (em memória). Sou grato a tias, tios, alguns primos e primas por serem uma família presente (sempre agradeço por estar neste grupamento de pessoas, um clã que tenho a honra de pertencer).

Agradeço aos amigos do trabalho, pois eles são fundamentais na minha jornada, que acreditam no meu potencial, confiam em mim e contribuem para que minhas tarefas no trampo sejam executadas.

Aos meus brothers que fazem da minha vida muito melhor do que eu seria capaz sem eles. Agradeço ainda aos queridos leitores desta página eletrônica por nos acompanharem, até mesmo os críticos e desafetos, que mesmo que não gostem deste editor, nos leem (risos).

A gratidão é a percepção de que não somos os únicos responsáveis pela nossa condição. É o reconhecimento do outro como parte de nossa alegria. Resumindo, a vocês que fazem parte da minha vida e a tornam muito mais feliz (e feliz pra cacete!), muito obrigado!

Ah, lembrem-se sempre: se vocês possuem saúde, família, emprego, alguém que te ama, agradeça. Não somente hoje, mas sempre. Portanto, gratidão a todos vocês. Valeu!

Elton Tavares

Hoje é o Dia Mundial da Paz

Hoje é Dia Mundial da Paz e como temos uma sessão chamada “datas curiosas”, é claro que não deixamos passar batido. A data foi instituída oficialmente pelo papa Paulo VI em 1967, que escreveu uma mensagem propondo a criação da data, a ser festejado no dia 1 de janeiro de cada ano por apontar o caminho da vida humana para o futuro, com o mesmo fim em mãos: a paz (1.relação entre pessoas que não estão em conflito; acordo, concórdia; 2. relação tranquila entre cidadãos; ausência de problemas, de violência).

A paz é um sentimento de harmonia com outras pessoas e a relação entre os seres humanos e o tempo sempre foi de admiração e agradecimento. Há mais de 2000 mil anos, os povos babilônicos comemoravam o início do ano apenas em março, devido à chegada da primavera no hemisfério norte.

Neste 57º Dia Mundial da Paz, que tem como tema “Inteligência Artificial e Paz”, o Papa Francisco disse: “que o rápido desenvolvimento de formas de inteligência artificial não aumente as já demasiadas desigualdades e injustiças presentes no mundo, mas contribua para pôr fim às guerras e conflitos e para aliviar muitas formas de sofrimento que afligem a família humana“.

Portanto, entro neste novo ano totalmente desarmado de sentimentos ruins. Espero que assim eu permaneça. Portanto, queridos leitores, que em 2024 tenhamos muita saúde, paz em nossos trabalhos, família e demais relações. Que a Força esteja conosco!

22 anos sem Cássia Eller – #RockNacional #CássiaEller

Há exatos 22 anos, morreu a cantora, compositora e instrumentista Cássia Rejane Eller. Ela tinha 39 anos e partiu no auge de sua carreira, em razão de um infarto do miocárdio repentino. Foi levantada a hipótese de overdose de drogas, já que ela era usuária de cocaína. A suspeita foi considerada inicialmente como causa da morte, porém foi descartada pelos laudos periciais do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, após autópsia.

Cássia Eller era extremamente talentosa, tinha uma voz poderosa, sempre teve uma presença de palco intensa, e muita atitude. Assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomenda, singulares, personalizadas e lindas.

Caracterizada pela voz grave e pelo ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro. Ela teve uma trajetória musical bastante importante, embora curta, com algo em torno de dez álbuns próprios gravados no decorrer de doze anos de carreira. De fato, somente em 1989 sua carreira decolou.

Outra característica importante é o fato de ela ter assumido uma postura de intérprete declarada, tendo composto apenas três das canções que gravou: “Lullaby” (parceria com Márcio Faraco) em seu primeiro disco, Cássia Eller, de 1990 (LP com 60.000 cópias vendidas, sobretudo em razão do sucesso da faixa “Por enquanto” de Renato Russo); “Eles” (dela com Luiz Pinheiro e Tavinho Fialho) e “O Marginal” (dela com Hermelino Neder, Luiz Pinheiro e Zé Marcos), no segundo disco, O Marginal (1992).

A parceria com o cantor e compositor Nando Reis rendeu várias composições do artista para Cássia. Entre elas, Relicário e All Star.

Era homossexual assumida e morava com a parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco (chamado carinhosamente de Chicão). Ela teve seu filho com o baixista Tavinho Fialho. Ele morreu em um acidente automobilístico meses antes do nascimento de Francisco. Maria ficou responsável pela criação do filho de Cássia após a morte de sua companheira.

Cássia Eller estava grávida em 1994 e ganhou um presente do amigo Renato Russo, a música “1º de Julho”. Na canção, o compositor descreve bem a artista. Saquem:

Em vários pontos do Rio de Janeiro, fez-se um minuto de silêncio durante a comemoração da passagem do ano em memória de Cássia Eller. Vários artistas também prestaram homenagem à cantora em seus shows, na virada do ano.

Cássia Eller foi uma força da natureza. Um furacão ou um raio. Ela era PHoda demais. Foi talentosa, visceral e tinha personalidade. Suas canções (interpretações) embalaram muitas noites de bate papo com amigos, regadas com muita, muita cerveja. Seu acústico, que vendeu mais de 900 mil cópias, é um discaço até hoje. Que a fera, bicho e mulher seja sempre lembrada com carinho e homenagens.

Elton Tavares, com informações do Wikipédia, UOL, BIS e Rolling Stones.

Feliz Natal, familiares, amigos e leitores do site De Rocha! – Por Elton Tavares

Como já disse aqui, por várias vezes, não sou lá muito religioso. O Natal é uma festa cristã. Particularmente, prefiro as profanas, como o carnaval. Porém, numa época dessas, em que todos estão extremamente legais, desejam tudo de melhor para todos e o velho blá, blá, blá, vale a pena festejar o aniversário de Jesus Cristo, pois o cara fez uma presença e tanto para a humanidade.

Brincadeiras à parte, desejo que o espírito de Natal ilumine a minha família e amigos, além dos familiares de todos que gosto (o natal não me torna hipócrita, pois não desejo o mal dos desafetos, mas também dar votos de fim de ano é uma mentira cínica). E também para os cidadãos que praticam o bem aos desamparados.

Agradeço a Deus pela minha saúde e a saúde dos que me são caros. Pela minha família, por trabalhar na área que escolhi e ser recompensado por isso, pelos verdadeiros amigos (que sei bem quem são) e pela ótima vida que tenho. Gratidão ainda por não participar de nenhum amigo secreto esse ano. É, não tenho pedidos, mas somente agradecimentos neste natal.

Que Deus (ou seja lá qual o nome do manda chuva do Universo) abençoe a todos que amo. Enfim, que ELE continue a nos proteger, guiar e iluminar.

Que nesta data não falte música boa, comida gostosa, abraços, risadas e principalmente pessoas queridas, mas que também seja de reflexão sobre a mensagem de Cristo.

Desejo a vocês, queridos leitores deste site, amigos, familiares e críticos, AMOR, ESPERANÇA, RENOVAÇÃO, PAZ, UNIÃO, FRATERNIDADE, SOLIDARIEDADE e FÉ. Feliz Natal para todos. Obrigado pela atenção.

Bendita seja a data que une todo mundo em uma conspiração de amor” – (Hamilton Wright Mabi).

Elton Tavares

Discos que formaram meu caráter: O Descobrimento do Brasil- Legião Urbana (1993) – Por Marcelo Guido – Hoje o álbum completa 30 anos – @Guidohardcore

Há 30 anos, o Legião Urbana lançava “O Descobrimento do Brasil”, seu 6º disco de estúdio. Foi gravado em um momento de tensão entre a banda e a gravadora EMI-Odeon. “Perfeição”, “Vamos Fazer um Filme”, “Só Por Hoje” e “Giz” são os destaques. Sobre esse álbum, republico o texto do amigo jornalista Marcelo Guido, publicado originalmente aqui no De Rocha em 2016.

Discos que formaram meu caráter: O Descobrimento do Brasil- Legião Urbana (1993) – Por Marcelo Guido

Muito bem amigos, voltamos mais uma vez para falar (sem querer ser repetitivo) de músicas, discos e afins. Como faço toda semana, espero acrescentar a vocês um pouco mais sobre assuntos um tanto quando piegas, mas relevantes.

O disco de hoje nos leva até a década de 90, mais precisamente ao ano de 1993, época de incertezas no campo político, onde um presidente eleito pelo voto popular acabara de renunciar, mostrando toda nossa frustração com nossa primeira experiência democrática depois dos áureos anos de Ditadura.

No campo musical, uma lastima sem precedentes (já falei algumas vezes sobre isso) um imensurável número de “duplas sertanejas” vindas mais precisamente do estado de Goiás e redondezas, armadas de suas calças apertadas, violas, agudos ensurdecedores (que deixava a Tetê Espíndola, morta de inveja), uma dor de corno imensurável. Da Bahia vinha à famigerada “Axé Music”, com seus refrãos grudentos, coreografias ensaiadas e a Daniela Mercury, clamando para si todas as cores da cidade e os cantos também (alguém deveria ser responsabilizado por isso), sem falar claro do “Pagode Romântico”, onde todos os amigos de bairro montavam um grupo e com músicas melosas conseguiam seus 15 minutos de fama, sentavam no sofá da Hebe (com direito a selinho) e se refrescavam na “Banheira do Gugu”. Realmente dá nervoso só de lembrar, essa parte dos anos 90 foi embora muito tarde.

Foi no meio disso tudo que, como verdadeiros “Salvadores da Pátria” a Legião Urbana nos brindou com esse excelente álbum que, com certeza, embalou a vida, a adolescência e juventude de muitos de nós. Com o coração cheio de orgulho que eu apresento para uns e relembro para outros “O descobrimento do Brasil”, todos de pé, todos de pé.

A coisa andava meio mal para os caras da Legião, o comodismo do mercado e também o preço do sucesso acabava por colocar os caras a mercê dos críticos, já não produziam nada novo desde o LP “V” de 1991 (muito bom, mas conceitual e compreendido por poucos) e vinham de uma coletânea deveras “Caça niqueis” (coisa de gravadora) chamada de “Musica para acampamento” (essencial para qualquer coleção digna de rock), mas os fãs queriam mais, queriam coisas novas.

Renato Russo encontrava-se, mais uma vez, frente a frente com outro tratamento para dependência química e alcoolismo. Mas diferentemente das outras tentativas, “a voz da geração Coca-Cola” (se eu não coloco isso os cults me apedrejam), encarava a situação com otimismo.

Foi no meio de todo esse circulo conturbado, envolto nesse cenário negro que a Legião Urbana se reinventa e volta à relevância com este verdadeiro calhamaço de belas canções, com letras contundentes e melodias de valor imensuráveis.

Vamos deixar de lengalenga e ir logo as faixas:

O Disco começa com a metódica “Vinte nove”, forte sem dúvidas, feita cheia de referências ao número “29” (oh), muitos acreditam ser uma lembrança do tratamento de 29 dias do cantor, sem contar que para os esotéricos (coisa que Renato era e bem) os 29 anos que saturno passa para percorrer sua própria órbita. Marca uma nova fase na vida de qualquer indivíduo. “A Fonte” é outra canção forte, você só passa a compreender depois de várias audições, as críticas envolvidas na canção, mostram a volta da “raiz punk” da Legião. Então vem “Do Espirito”, extremamente pessoal e punk, com suas guitarras distorcidas é uma ode a luta de Russo contra o álcool.

“Perfeição”, como o próprio nome diz, é um dos maiores sucessos da banda, música preferida de muitos, uma crítica pesada onde a ignorância do mundo é celebrada, mas a esperança aparece no final. “Passeio da boa vista”, instrumental para relaxar, excelente trilha para um passeio de barco ou uma consulta ao dentista. “O Descobrimento do Brasil”, a faixa título do disco, é uma nostálgica baladinha legal de se escutar, quem se apaixonou no segundo grau sabe muito bem do que estou falando.

“Os Barcos”, minha preferida desse disco, letra pesada o verso “Só terminou pra você”, já fala por si só. “Vamos Fazer um Filme”, fala de um sentimento de reconstrução pessoal, onde tudo pode te jogar pra trás, mas você vai estar bem se sua turma for legal. “Os Anjos”, lado “Ofélia” (palmas pra ela) de Russo que dá uma receita perfeita para o lado negro da vida. “Um dia Perfeito”, clima bucólico, ótima sintonia de guitarra com teclado, perfeita para tardes chuvosas.

“Giz”, outra da metáfora “Quero ser criança de novo”, nostálgica, letra magnifica considerada pelo próprio Russo como sua “obra prima”. “Love In The Afternoon”, creditada a várias perdas importantes, foi feita para um namorado falecido, é uma música romântica. “La Nuova Gioventú”, apesar do piegas nome em italiano, um “rockão” pesadíssimo, com direito a distorção e tudo, cita a maldita obra “On The Road”, a bíblia da contracultura dos anos 60. “Só por Hoje”, o lema do AA, fecha com perfeição esse disco. Escute e entenda.

Letras fortes, temas marcantes, banda afinadíssima nada mais a falar. Sem muita frescura, clássico de marca maior. Foda-se do disco do caralho!

Nem é preciso dizer, que este disco vendeu mais de meio milhão de cópias, um verdadeiro “chute nos colhões” do mercado vigente na época.

Muitas lendas sobrevoam essa bolacha. Posso dizer a vocês que, apesar de dedicada em show “Love In The Afternoon”, não foi feita para o Aírton Senna (só se fosse escrita pelo Walter Mercado, o disco é de 1993, e o Senna se foi em 1994). Se você fala isso, pare você está falando merda. E “Giz”, foi realmente escrita e feita para Zezé di Camargo e Luciano (e dai? O cara só queria liberdade para cantar “é o amoooooooooorr”), mas isso não arranha o brilhantismo da Bolacha.

Esse foi o sexto LP da Legião, o último que fez os caras saírem em turnê e que proporcionou o e primordial registro ao vivo “Como é que se diz eu te amo” (duplo). E saiba que o excelente “A tempestade” (1996) era para ser um trabalho solo de Russo. Sim amigos, esse foi o derradeiro. Nada mal para um último suspiro.

Por hoje é só. “Urbana Legio Omnia Vincit”!!

Marcelo Guido é punk, pai e jornalista e professor.

Hoje é o Dia do Arquiteto e Urbanista

Este site, que já foi um blog e mantém esse nome, possui uma seção intitulada “datas curiosas”. Pois bem, hoje é o Dia do Arquiteto e Urbanista. A data, que homenageia os profissionais responsáveis por pensar e projetar o plano e design de uma construção, era comemorada em 11 de dezembro, dia em que os cursos de engenharia e arquitetura foram regulamentados e oficializados no Brasil, por meio do Decreto de Lei nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933.

Porém, O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) instituiu, através da 8ª Resolução, em 2011, o 15 de dezembro como o NOVO Dia do Arquiteto e Urbanista por conta de ser a mesma data do nascimento do ilustre arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, responsável por pensar e projetar diversos prédios e monumentos que são ícones da arquitetura moderna. Niemeyer é uma inspiração para vários arquitetos em todo o mundo!

Arquitetas do meu coração: minhas amadas primas, Silvana Sena e Ana Paula Tavares.

Por conta da criatividade, conhecimentos de física e sensibilidade, o arquiteto consegue construir verdadeiras obras de arte. Respeito e admiro esses profissionais, desenhistas – fundamentais para a sociedade como a conhecemos. Portanto, hoje homenageio alguns amigos desta nobre profissão: Wlisses Oliveira, Lênio Mont’Alverne, Fábio Santana, Saulo Santana, Antônio Fernandes e Dóris Brandão. Em especial, as arquitetas, empresárias e minhas amadas primas, Silvana Sena e Ana Paula Tavares.

Congratulações pela passagem da data!

Elton Tavares
Fonte: Calendarr Brasil

O Dia do Marinheiro e a vez que encontrei Popeye em Macapá

Este site, que já foi um blog e mantém esse nome, possui uma sessão intitulada “datas curiosas”. Pois bem, hoje é Dia do Marinheiro. A data homenageia a digna e honrosa profissão de marinheiro, o responsável pela manutenção, serviço e segurança dos navios e submarinos.

A data foi instituída em homenagem a Joaquim Marques Lisboa, conhecido como Almirante Tamandaré, que nasceu em 13 de dezembro de 1807 e é considerado o patrono da Marinha Brasileira, devido a sua bravura nos combates da Guerra do Paraguai e pelo serviço prestado à Marinha Nacional.

A Marinha do Brasil é uma das três Forças Armadas do país, assim como a Aeronáutica e o Exército. Os marinheiros da Marinha Nacional são responsáveis por defender a nação brasileiras, nos rios e oceanos.

Existem vários tipos de marinheiros, dependendo do trabalho específico que executam, como os mercantes, por exemplo, que viajam o mundo de país em país, levando e trazendo produtos e mercadorias e os militares. Conheço poucos marinheiros, como o amigo Job Lima Leal, oficial da Marinha do Brasil e marido da querida amiga Bernadeth Farias.

Lembrei de uma vez em que, quando eu estava cobrindo a troca de comando no Batalhão do Exército em Macapá, em 2011, me deparei com o oficial Cordeiro, da Marinha do Brasil.

Eu e o oficial Cordeiro – Foto: Marclene Oliveira.

Na hora pensei: “Macacos me mordam! Pelas barbas do camarão! O Popeye existe!”. Logo pedi para posar para uma foto com um dos heróis mais legais do mundo dos desenhos, ali personificado por aquele ilustre e simpático senhor.

A exemplo do personagem da ficção, o oficial Cordeiro é um marinheiro carismático. Sua semelhança com Popeye é incrível e como tô mais para Brutus, resolvi registrar. Enfim, parabéns aos marinheiros. É isso!

Elton Tavares

Fonte: Calendarr Brasil. 

Hoje é o Dia Nacional da Família (meu texto sobre)

Quem me conhece sabe: amo minha família. Não toda, mas boa parte. A central, minha mãe, irmão, sobrinha e namorada. E quase todos os que compõem o meu ciclo de forma ampla, avós, cunhada, tios e primos. Com algumas preferências que são resultado da trajetória. Afinal, a gente dá o que recebe e com amor não é diferente.

Pois bem, hoje é o Dia Nacional da Família e como este site tem uma seção denominada “Datas Curiosas”, resolvi registrar textualmente aqui.

O Dia Nacional da Família foi instituído pelo Decreto nº 52.748, de 24 de outubro de 1963. Comemorado em 8 de dezembro, a comemoração coincide com o Dia da Imaculada Conceição. A data tem como objetivo homenagear a família, bem como lembrar a sua importância.

Família significa relação afetiva entre as pessoas que tenham ou não laços sanguíneos, um conceito que se baseia no amor, na ajuda mútua, na partilha, e que promove a formação de valores em cada um de nós.

Um núcleo essencial para a formação moral (e também imoral) de todos os indivíduos. O conceito de família é: grupo de indivíduos que protegem, cuidam e amam você. Ou pelo menos deveria ser assim.

A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família“, disse Léon Tolstoi. Tenho o privilégio de isso ser fato na minha vida. Outra sábia, a Maria Lúcia (também conhecida como minha mãe), diz: “amigo de verdade é família”. Ela tá certa, se isso for em relação aos familiares que amamos e isso em uma relação recíproca. Sim, posso contar com eles. E vice-versa!

Aliás, a força e o amor que tenho em mim, boa parte veio de Maria Lúcia. A outra porção é herança do saudoso Zé Penha, meu pai era Phoda, acreditem. A vó Peró, que também virou saudades, e tia Maria também ajudaram na minha formação como homem. E, ainda, ao Enilton, marido da mamãe, por todo apoio dado ao longo dos anos. Sou grato por isso.

Emerson, meu único irmão de sangue (sim, tenho irmãos de jornada) é o meu parceiro em tudo. Com ele e mamãe, enfrento tudo. Eles sacam minhas rabugices e estranhezas e me amam assim mesmo. Também amo minha sobrinha Maitê e minha namorada e companheira de vida, Bruna Cereja. Sim, sou um baita cara sortudo.

Ah, tenho mais afinidade com minha família paterna, por diversos motivos que não cabem em um texto e que também não estou com vontade de explicar. O que não significa que no meu clã materno não tenham pessoas importantes e amadas por mim. Mas é com os Penha Tavares que me identifico, de fato.

Posso me gabar que tenho o amor e respeito das pessoas consanguíneas que são importantes para mim. Esse sentimento é retratado aqui em muitos textos sobre os membros da minha família, meus afetos, os habitantes do meu coração. Tudo escrito/dito com muito amor.

É uma baita sorte se você tem muitos amigos dentro da sua família. Pois realmente existem familiares inimigos, o que é triste. Mas no meu caso, os que amo, me amam e sei bem quem são. Obrigado por tudo, família!

Elton Tavares

“…Brindo à casa, brindo à vida. Meus amores, minha família…” – Mar de Gente – O Rappa

Fonte: Calendar Brasil

Hoje é o Dia do Orientador Educacional – Em nome da minha mãe, Lúcia, parabenizo esses profissionais

Hoje (4) é o Dia do Orientador Educacional, profissão da também professora Maria Lúcia Vale Cardoso, minha mais que maravilhosa mãe.

Não descobri o motivo de a data ser celebrada no dia 4 de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a profissão de Orientador Educacional foi criada por meio da lei nº 5.564, de 21 de dezembro de 1968, mas regulamentada somente em 1973, pelo decreto nº 72.846/73.

A função do Orientador Educacional é prestar assistência ao aluno durante o processo de aprendizado na escola que frequenta, com o objetivo de encaminhar o estudante de acordo com sua vocação. Este tipo de profissional é subordinado à direção e à supervisão pedagógica da escola. O orientador emprega métodos pedagógicos e de psicologia no seu dia-a-dia e deve ter formação superior em Pedagogia.

Dedicatória no TCC da mamãe, nos anos 80

Minha mãe é formada em Licenciatura em Pedagogia e Orientação Educacional, pela Universidade Federal do Pará (Ufpa). A graduação foi concluída em 1990, no então Núcleo da Ufpa em Macapá, que depois se tornou Universidade Federal do Amapá (Unifap).

Ela sempre foi uma profissional séria e desempenhou o papel com muita ética. Em nome de Maria Lúcia Vale Cardoso, parabenizo todos Orientadores Educacionais do Amapá e do Brasil. Meus parabéns e sucesso em tão nobre ofício!

Elton Tavares

Hoje é o Dia Nacional do Samba

Hoje é o Dia Nacional do Samba, o gênero musical mais brasileiro de todos e amado pelos boêmios do nosso país. Apesar de fã de Rock, também aprecio um bom sambão. Desde que não seja pagode meloso (aquele estilo de música que possui as vogais como base), tocado na maioria dos locais.

De acordo com o conceito: o Samba é um gênero musical, derivado de raízes africanas surgido no Brasil e tido como o ritmo nacional por excelência. É uma das principais manifestações culturais populares brasileiras.

O Samba se transformou em símbolo de identidade nacional. Dentre suas características originais, está uma forma onde a dança é acompanhada por pequenas frases melódicas e refrãos de criação anônima.

O gênero nasceu no Recôncavo Baiano e foi levado, na segunda metade do século XIX, para a cidade do Rio de Janeiro pelos negros que migraram da Bahia e se instalaram na então capital do Império. O samba se tornou, em 2005, um Patrimônio da Humanidade, de acordo com a United Nation Educational, Scientific and Cultural Organization (Unesco).

Amo o Samba, o gênero é brilhante. Cresci ao som deste estilo, com o velho Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Paulinho da Viola, entre outros monstros sagrados da nossa música.

Durante o Carnaval, o samba corre nas veias dos foliões, ritmo oficial da festa da carne. Amo essa época e só pra lembrar: sou Piratão!

Origem do Dia do Samba

De acordo com a lenda popular, o Dia do Samba foi criado em homenagem ao sambista Ary Barroso, compositor da música “Na Baixa do Sapateiro”, uma ode à Salvador, capital da Bahia.

O vereador baiano Luís Monteiro da Costa foi quem instituiu a data, marcando o dia em que Ary Barroso visitou a Bahia pela primeira vez. em 1940.

Desde então, o Dia do Samba é comemorado principalmente em Salvador e no Rio de Janeiro, onde organizam-se festas e shows em homenagem ao ritmo.

A canção diz ainda que “quem não gosta de samba, bom sujeito não é”. Às vezes, sou ruim da cabeça e doente do pé ( quando alguma unha encrava), mas gosto do bom e velho Samba.

Viva o Samba e os sambistas!

Elton Tavares

Fonte: Calendar

42 anos do soco de Anselmo Vingador – Um texto para flamenguistas

Como bom flamenguista, sempre leio, assisto e ouço tudo sobre o Flamengo. Entre os títulos conquistados pela máquina rubro-negra dos anos 80, comandada por Zico, um fato marcou a Libertadores de 1981, conquistada no dia 23 de novembro daquele ano: um soco. Sim, uma porrada desferida por Anselmo, atacante do Flamengo no zagueiro Mario Soto, do clube chileno Cobreloa. A exatos 42 anos.

Vamos por partes. Depois de passar invicto até a final, o Mengão, campeão brasileiro de 1980, decidiu com o torneio com o Cobreloa. No primeiro jogo das finais, realizada no Maraca, o time da casa venceu por 2×1, com dois gols de Zico. Na partida de volta, no Chile, o time do Flamengo apanhou muito dos donos da casa (agressões mesmo), liderados pelo zagueiro Mario Soto (o brabão) e acabaram ganhando o jogo por 1×0.

Nessa partida, o Mengo ficou desfalcado dos jogadores Lico, com um corte na orelha e Adílio, ferido no olho. Ambos abatidos pelo defensor chileno. Li em algum lugar que ele agredia os jogadores brasileiros com uma pedra no punho fechado, se é fato, não sei dizer. Relatam jornais da época que o próprio Pinochet (um dos enviados de Satanás à Terra), nas tribunas, virou-se para um adepto e disse chocado: “Não está exagerando, o nosso Mario Soto?” Imagine como o cara estava “virado no cavalo do cão”

Então rolou a “negra”, uma terceira partida, em campo neutro, realizado há exatos 40 anos, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O Mengão, que tinha infinitamente mais bola, venceu pelo placar de 2×0, com dois gols do Galinho.

Mas ainda faltava a forra contra Soto, foi aí que, no finalzinho do jogo, o técnico do Mengo, Paulo César Carpeggiani, chamou Anselmo, um jovem atacante de 22 anos, e disse: “ vai lá e dá um soco na cara do Mario Soto”. Anselmo entrou na partida, se aproximou do zagueiro chileno e, na primeira jogada, deu um pau na cara do chileno, que foi a nocaute. O lance causou um porradal, o jogador do Flamengo foi expulso junto com Mario Soto. A decisão logo acabou e o Flamengo virou campeão da América.

Depois foi só festa. No desembarque do time no Galeão, a delegação se deparou com uma imensa faixa escrito: “Anselmo vingador!” Pronto, Anselmo era tão herói quanto Zico. Mesmo suspenso, o “Vingador” viajou com o time para o Japão, onde o Mengão derrotou o Liverpool e sagrou-se Campeão Mundial Interclube, em 1981.

Anselmo dando o soco e hoje em dia.

Li várias reportagens sobre este fato, mas as duas melhores declarações foram:

“Este episódio exprime uma contradição insolúvel do futebol e da vida. Todos nós temos discursos humanistas e politicamente corretos em favor do espírito esportivo e do sentimento cristão. Mas quem sofre uma agressão covarde não esquece. Futebol é arte, balé, xadrez, mas é um jogo viril e abrutalhado em que façanhas como a de Anselmo refletem o alto grau de testosterona e de agressividade primitiva que nos leva a correr atrás da bola. Nosso lado civilizado homenageia aqueles que descartam a vingança física e se contentam com dar o troco na bola e no placar. Mas dentro de cada fã do futebol existe um brutamontes-mirim que não resiste à poesia de um murro bem dado” – Jornalista Braulio Tavares – Jornal da Paraíba.

Mario Soto, do Cobreloa do Chile, após levar um soco de Anselmo, do Flamengo, na finalíssima da Taça Libertadores da América de futebol. Montevidéu, Uruguai. Foto publicada na revista Placar, edição 1206, em 1223/11/2001, página 37.

Tenho sobre essa porrada uma tese irrefutável – ali, graças a Anselmo, as ditaduras latino-americanas que assombraram o continente durante a Guerra Fria começaram a desabar. O destino do próprio Pinochet foi selado naquele momento. Não é a toa que, em recente pesquisa publicada na Inglaterra, acadêmicos de renome consideraram que as três quedas mais impactantes da história foram a do Império Romano, a do Muro de Berlim e a de Mario Soto na final da Libertadores.” – Luiz Antonio Simas, professor carioca.

Bom, acredito que em certos momentos, extremos claro, um murro vale mais do que mil palavras (risos). Aquele soco lavou o peito de milhões de rubro-negros. Viva o Mengão e o Anselmo Vingador! Há 42 anos, direto do túnel do tempo. Mengão sempre!!

Elton Tavares – Jornalista e flamenguista em tempo integral (e bom de porrada, rs).

Hoje é o Dia do Músico (minha singela homenagem aos amigos músicos do Amapá)

Hoje é o Dia do Músico. Aqui estão os meus parabéns a todos estes homens e mulheres que desenvolvem a célebre arte da sonoridade. Para mim, a música é primordial, pois a minha vida tem trilha sonora. Modéstia a parte, sempre tive uma boa percepção musical, pois gosto de um Blues, Jazz, música popular brasileira produzida no Amapá, clássicos da música popular brasileira e principalmente o velho Rock And Roll.

Tenho admiração por quem toca, compõe ou canta. Quem faz música é foda! É, são pessoas que fazem o som nas madrugadas em bares enfumaçados, teatros, boates ou palcos ao ar livre que precisam ser festejadas.

Origem da data

Santa Cecília é a padroeira dos músicos, por isso no dia 22 de novembro, também é comemorado o dia do músico e da música.

O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.

O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.

Portanto, feliz Dia do Músico aos amigos. Não dá pra citar todos, pois tenho muitos Brothers e brodas que atuam no nobre ofício de encantar. A eles, meu muito obrigado, admiração e homenagens.

“A formiga só trabalha porque não sabe cantar” – Raul Seixas.

“Escreva sobre sua aldeia e você pode tornar-se universal” – Leon Tolstói.

Elton Tavares